As Obras de Josefo

Josefo

Ao ler as obras de Josefo: Antiguidades Judaicas (ou História Antiga dos Judeus), A Guerra dos Judeus, Contra Apião e Autobiografia (ou Vida); é impossível não perceber a mão divina na história numa época tão importante e repleta de eventos únicos.

Para quem gosta de ver as “digitais” do SENHOR na história, é um deleite. Obviamente os inúmeros relatos de personagens históricos conhecidos e citados no Novo Testamento dão um “colorido” todo especial para quem está bem familiarizado com os relatos dos Evangelhos, do livro de Atos e de muitas Epístolas. Tudo isso com um rico descritivo de como era a vida e das forças que governavam aquela época.

As citações de Josefo sobre Jesus e João Batista são interessantes, até porque por ser uma fonte extra-bíblica, isso possui implicações apologéticas muito contundentes, apesar do ceticismo comum daqueles que buscam apenas distorcer tudo o que pode ser distorcido pelo prazer de contender ou de negar a história.

Os relatos no livro “A Guerra dos Judeus” dos eventos extraordinários ocorridos no Templo, tais como a luz intensa à nona hora da noite que brilhou em torno do altar e do Santuário, que dava a impressão de se estar em pleno dia e que durou por meia hora em 25 de abril de 66 dC; ou da abertura sozinha, numa sexta à noite, da Porta Oriental do pátio interior, que era de bronze e totalmente maciça, a qual precisava de vinte homens para a fechar a noite, e ainda com dificuldade, fixadas por meio de barras de madeira cercadas de ferro e que tinha ferrolhos profundamente presos ao chão e que consistia numa pedra de um único bloco; tal evento surpreendeu a muitos a ponto de ser registrado em seu livro; esses eventos citados, entre outros, já serviam como um presságio do que viria a ocorrer poucos anos depois com a destruição do Templo, mas como o próprio Josefo declara, apenas os mais doutos (sábios) souberam interpretar corretamente os sinais que ocorriam, pois a maioria acreditava que tais sinais eram presságios positivos, mas a história mostra a realidade dos mesmos.

Hoje vemos vários eventos e “presságios” ocorrendo, tal como houveram no tempos de Josefo ou como os descritos nos livros de Jeremias e Isaías, mas a maioria ainda não os sabe interpretar devidamente e nem perceber as “digitais” do SENHOR em tudo o que ocorre e para onde as coisas se dirigem … uma pena!

Aos que tiverem oportunidade e interesse nestes assuntos, recomendo a leitura destas obras, lhes será enriquecedor!

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Não desconsidere a Palavra de Deus, foi este o grande erro de Salomão …

Mesmo o homem considerado um grande sábio, pode tornar-se um completo tolo a partir do momento em que começa a desconsiderar o que dizem as Escrituras, veja o caso de Salomão por exemplo. O SENHOR já havia alertado previamente sobre o comportamento apropriado para reis, caso Israel viesse a decidir ter um, onde diz:

Porém este [rei] não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos disse: Nunca mais voltareis por este caminho. Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie; nem multiplicará muito para si prata ou ouro.” (Deuteronômio 17:16-17)

Mesmo com essa evidente e notória advertência, conhecida na época pelo próprio Salomão e muitos dos seus conselheiros, Salomão decidiu ignorar a recomendação do SENHOR, como fica evidente nestes textos:

Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia; e comerciantes do rei os recebiam da Cilícia por certo preço.” (1 Reis 10:28)

Salomão possuía quatro mil estábulos para cavalos e carros e doze mil cavalos, dos quais mantinha uma parte nas guarnições de algumas cidades e a outra perto dele, em Jerusalém.” (2 Crônicas 9:25)

Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.” (1 Reis 11:1-4)

O resultado para Salomão, o homem que já foi considerado o mais sábio em toda a Terra em sua época, foi ser reprovado pelo único a quem se deve buscar aprovação, o SENHOR, como está escrito:

Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do SENHOR, Deus de Israel, que duas vezes lhe aparecera. E acerca disso lhe tinha ordenado que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o SENHOR lhe ordenara. Por isso, disse o SENHOR a Salomão: Visto que assim procedeste e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo.” (1 Reis 11:9-11)

Este exemplo de como Salomão ignorou as recomendações do SENHOR, fizeram do homem mais sábio em um grande tolo, visto que, no decorrer de sua vida, ao ir contra a lei do SENHOR, acabou por perder a única coisa que interessa, por isso não é de admirar que no fim de sua vida, Salomão tenha chegado a essa conclusão:

De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” (Eclesiastes 12:13-14)

Recomendo que siga esse conselho de Salomão, pois ele conheceu as consequências de sua tolice ainda em vida quando experimentou o dissabor de ter o SENHOR como adversário e isso o quebrantou como se percebe nessa conclusão no livro de Eclesiastes.

Portanto, seja mais sábio do que foi Salomão, e siga ao SENHOR sem se desviar do Seu caminho nem para a direita e nem para a esquerda. Nós temos hoje a felicidade de poder contar com o Espírito do SENHOR para nos conduzir em tudo o que fizermos, como está escrito:

Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis.” (Ezequiel 36:26-27)

Das Trevas Para A Sua Maravilhosa Luz

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Como uma semente plantada dentro do solo que procura a vida “buscando” o Sol, da mesma forma as nossas almas são atraídas para cima pelo desejo de Deus. O SENHOR nos chama “das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9); Ele nos chama para despertar, para crescer, e para chegar à plenitude de vida (como está escrito: “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”, João 10:10b).

Ser chamado para “fora da escuridão” significa ser liberto dessas forças espirituais que nos mantiveram em cativeiro. Quando nos voltamos para a Luz Divina como sendo o nosso sustento e cura, somos libertados da dor, dos nossos medos e da loucura do mal (como está escrito: “para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus”, Atos 26:18a).

Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação [equilíbrio].” (2 Timóteo 1:7). A palavra grega para o termo “moderação” (σωφρονισμοςsophronismos”), vem do verbo “sodzo” (σῴζω), que significa “salvar “, e de “saos” (σάος) que significa “seguro”; isso no sentido de se estar sob os cuidados e a influência do Espírito de Deus. “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 João 1:5). Por isso, como filhos de Deus, através de Cristo, somos instados a dizer e a gritar bem alto como disse o Salmista: “Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SENHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas.” (Salmos 18:28)

O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; ele é escudo para todos os que nEle se refugiam. Pois quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus? O Deus que me revestiu de força e aperfeiçoou o meu caminho, Ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas.” (Salmo 18:30-33)

A Bacia de Bronze do Tabernáculo

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No deserto, na entrada do Tabernáculo, foi construído uma “pia de bronze”; o lugar onde os sacerdotes se lavavam e se preparavam antes de entrarem na Presença Divina:

Farás também uma bacia de bronze com o seu suporte de bronze, para lavar. Pô-la-ás entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela. Nela, Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés. Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram; ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao SENHOR.” (Êxodo 30:18-20)

A Escritura nos diz que esta bacia foi feita a partir dos espelhos das mulheres que os ofereceram para ajudar a construir o santuário:

Fez também a bacia de bronze, com o seu suporte de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam para ministrar à porta da tenda da congregação.” (Êxodo 38:8)

Entendendo isso espiritualmente, os espelhos foram transformados de um lugar onde se encontrava a própria aparência para um lugar onde se encontrava a Deus. Em vez de usarem os espelhos para focar em suas faces superficiais, agora esses espelhos refletem a luz do amor de Deus, com a antiga autoimagem agora “sacrificada” ou rendida para alcançar um “novo eu” mais profundo:

Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:16-17)

Este é o “novo eu”, purificado pela Palavra de Deus, refletindo o brilho da sua presença, como diz Efésios 5:26: “ para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra”.

E apresentando agora esse “novo eu” (הָאָדָם הֶחָדָשׁ), criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade, como diz Efésios 4:24: “… e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”.

O espelho “sacrificado” representa a mudança para encarar a realidade, para ver-se como Deus nos vê … pois, por causa de Jesus, temos acesso ao interior do coração de Deus:

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” (Hebreus 4:16)

Sendo assim, entenda agora como e quem você é em Cristo: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3:18).

A Cura Na Orla de Suas Vestes

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Por que a mulher do fluxo de sangue, assim como muitos outros que tocavam a orla das vestes de Jesus eram curadas? E por que eles acreditavam que se somente tocassem nas extremidades das vestes de Jesus eles seriam curados?

Veja os relatos abaixo:

Então, estando [Jesus] já no outro lado, chegaram a terra, em Genesaré. Reconhecendo-o os homens daquela terra, mandaram avisar a toda a circunvizinhança e trouxeram-lhe todos os enfermos; e lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla da sua veste. E TODOS os que tocaram ficaram sãos.” (Mateus 14:34-36)

Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia, e a quem ninguém tinha podido curar [e que gastara com os médicos todos os seus haveres], veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste, e logo se lhe estancou a hemorragia.” (Lucas 8:43-44)

A explicação é muito simples e requer observar o que as profecias diziam a respeito do Messias, no caso, basta ler este texto de Malaquias …

Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.” (Malaquais 4:2)

Essa tradução, assim como outras, dificulta o entendimento para quem não conhece o hebraico, portanto, observe:

  • O termo “salvação” vem de מרפא (marpe’) que significa: 1) saúde, recuperação, cura, salvação. A raiz dessa palavra é רפא (rapha’) que refere-se a: curar, tornar saudável; referindo-se a Deus como a fonte da cura (cabe aqui lembrar que um dos nomes de Deus, quando transliterado para o Português, é “Jeová-Rafah”, o Deus que cura, “O Senhor que sara”, como está escrito em Êxodo 15:26).
  • O termo “asas” vem de כנפּ (kanaph) que significa: 1) asa, extremidade, beira, alado, borda, canto, veste 1a) asa 1b) extremidade 1b1) orla, canto (da veste).
  • O termo “justiça” vem de צדקה (ts@daqah) que significa: 1) justiça, retidão 1a) retidão (no governo) 1a1) referindo-se ao juiz, governante, rei 1a2) referindo-se à lei 1a3) referindo-se ao rei davídico, o Messias.

Portanto, as pessoas da época que conheciam as profecias sobre o Messias tão aguardado, sabiam que a extremidade de suas vestes traziam cura para os enfermos, pois conhecendo o significado dos termos colocados acima podemos ler o versículo de Malaquias dessa forma:

Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça [o Messias], trazendo cura [saúde] nas extremidades, nas orlas de suas vestes; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.” (Malaquais 4:2)

Jesus, como testemunhado nos evangelhos citados acima, estava cumprindo a profecia de Malaquias como era esperado que o Messias o fizesse. A fé, a crença dessas pessoas de que Jesus era o Messias esperado que viria (nasceria), funcionava como uma chave que conectava o cumprimento da profecia de Malaquias com aquele que o buscava, acreditando ser ele o Messias que traria cura nas orlas de suas vestes.

Como Deus Promoveu o Retorno dos Judeus à Israel

Aos que gostam de história e de observar as digitais do SENHOR movimentando-a, seguem algumas informações:

A partir do século 18, o SENHOR começou a enriquecer muitos judeus para promover o seu retorno; em 1750, a Rússia decretou tolerância aos judeus; em 1753, a Inglaterra naturalizou os judeus residentes como cidadãos; o que também ocorreu em 1780 na Áustria e em 1788 na França; em 1806 a Rússia chamou os judeus de volta, banidos por Pedro, o Grande; também em 1806 a Itália emancipou os judeus e a Prússia, em 1813, reconheceu os seus direitos.

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Em 1838 e 39, o The Times, de Londres, publicou as idéias do Lord Shaftes Bury sobre o retorno de Israel à sua terra, apelando para a Rainha Vitória para interceder a favor de suas teses.

Em 1860, a Aliança Hebraica foi fundada para promover a liberdade dos judeus em todos os países e colonizar a terra prometida. Assim, vemos os gentios, mais uma vez, de uma maneira indireta, patrocinando o retorno de Israel.

De repente … em 1867 a Turquia permite o retorno dos judeus. Na mesma ocasião espalhou-se a notícia em Londres de que um industrial judeu, Sir Moses Montifiore, colocou uma fábrica de tecidos em Jerusalém, juntamente com um moinho de trigo e uma vila de casas, indo à falência logo após.

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Em 1878, houve o primeiro encontro de Conferências Proféticas em Nova Iorque, na Igreja de Santa Trindade, com a presença de 49 pastores presbiterianos, 23 batistas e os restantes entre episcopais, luteranos e metodistas, ao todo eram 122. Houve um compromisso solene entre eles de ensinar a Segunda Vinda de Cristo e a restauração de Israel. A expectação do retorno do Senhor e de Israel aumentaram nos arraiais evangélicos.

Em 1879, um judeu crente, Adolfo Saphir, presbiteriano, realizava uma série de conferências sobre o tema: Israel e a Bíblia, em Londres. Mais tarde fundou uma entidade de Evangelismo aos judeus – Testemunho Hebreu-Cristão para Israel. Em 1889, John Wilkinson publicou um livro chamado “Israel, minha Glória”, um clássico mundial. Wilkinson também foi fundador de uma Missão de evangelismo aos judeus em 1876, em Londres, cujos resultados se fizeram sentir na França, Europa oriental, norte da África e até no Brasil, com a presença de Salomão Ginsburg, convertido pelo trabalho missionário desta entidade.

Entre 1860 a 1899, o evangelista Moody ganhou centenas de almas ao difundir em seus temas, nos sermões evangelísticos, a volta de Cristo e o retorno de Israel.

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Em 5 de março de 1891, o metodista Blackstone, missionário aos judeus, publicou um manifesto juntamente com mais 550 assinaturas de clérigos, homens de negócios e editores; o manifesto apelava ao secretário de Estado do presidente Harrison dos EUA, pedindo a interferência do presidente junto às nações para que desse de volta a Palestina para os judeus. Blackstone viajou para Israel e relatou com detalhes minuciosos a condições favoráveis para tornar a florescer a nação de Israel.

Em 1908, Blackstone escreveu um livro chamado: “Jesus está voltando” que foi traduzido para o português, cujos exemplares são raros; ali o autor defende a restauração literal de Israel conforme as Escrituras.

Em 1897, Teodoro Herlz realiza o 1º Congresso Sionista, onde profere a famosa profecia de que os judeus voltariam a ter a sua terra num prazo de até 50 anos (1 jubileu), o que veio a se comprovar em novembro de 1947.

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Em 1917, Allemby conquista a Palestina dos Otomanos, entrando em Jerusalém, puxando o seu cavalo para não ser confundido com o Messias; Allemby, o general Inglês, se tornou o marco de retorno de Israel.

Em 2 de novembro de 1917, o governo Britânico reconhecia a necessidade do estabelecimento do Estado de Israel através da Declaração de Balfour.

Em 1920, o Reverendo Alfredo Borges Teixeira, da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, movido por grande expectação quanto à Segunda Vinda de Cristo e ao retorno de Israel, publicou um clássico da literatura evangélica brasileira: “Maranata, o Senhor vem”; republicado 50 anos mais tarde (1970).

Em 1933, Samuel Schor, um judeu crente, publicou nos EUA um livro com o título: “A Eternidade da Nação e a Volta do Rei”, já falando de Israel como uma nação restaurada.

De repente … o nazismo, a II Guerra Mundial e o seu término e … em 29 de Novembro de 1947 foi aprovado um Plano de Partilha da Palestina pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da sua Resolução 181. Em 14 de maio de 1948, na ONU, Israel é proclamado como Estado independente.

Enfim, é muito interessante ver os movimentos progressivos ao se observar os eventos antecedentes que culminaram nos momentos históricos de 1947 e 1948, com relação à nação de Israel, sem esquecer todas as “ondas de imigração” (Aliyoth) de retorno dos judeus à sua terra antes desse tempo, conhecidas como “Aliyah”:

  • 1ª Aliyah (1882-1903) : 25.000 judeus vindos da Rússia; 1.000 judeus vindos do Iêmen.
  • 2ª Aliyah (1904-1914): 40.000 judeus, principalmente da Rússia, mas também da Polônia.
  • 3ª Aliyah (1919-1923): 35.000, principalmente da Rússia (53%), mas também da Lituânia e Romênia (36%). Os demais vieram do Leste Europeu, com exceção de 800 imigrantes provenientes da Europa Ocidental.
  • 4ª Aliyah (1924-1931): 80.000 da Polônia (50%) e da União Soviética, Lituânia e Romênia (50%).
  • 5ª Aliyah (1932-1938): sob o governo de Hitler, 250.000 judeus, principalmente fugitivos de Alemanha, Polônia e Europa Central.
  • 6ª Aliyah (1934-1947): os chamados imigrantes “ilegais”, antes, durante e após a II Guerra Mundial, apesar das barreiras britânicas.

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Fontepublicado originalmente aqui

Os Passos do Messias Podem ser Ouvidos …

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O nosso mundo parece estar inclinando-se em direção a um colapso … A maioria de nós estão preocupados, se não assustados. A corrupção e a decadência estão ao nosso redor e nada faz muito sentido por mais tempo …. Não podemos confiar em nossos políticos. Banqueiros e grandes empresas são anátema. O mundo agora está enfrentando uma crise econômica global – mas ninguém parece ser capaz de explicar a “transferência” (ou seja, roubo) de literalmente trilhões de dólares. Nós acordamos um dia para descobrir que estávamos sonhando o tempo todo que o nosso “dinheiro”, baseado no absurdo “sistema de gerar dinheiro do nada”, de repente foi decretado para valer menos. E as “notícias” da mídia dominante oferecem-se para nada mais do que propaganda branda patrocinada pelo governo e ideologia. Parece não haver nenhum líder genuíno em quem podemos confiar; não há nenhuma maneira de obter boas informações para tomar decisões; todo o mundo parece estar fora de controle. A maioria das “igrejas” institucionalizadas tem estado adormecidas durante anos, ou coniventes com o mundo, ou então se auto-destruindo através do desespero pós-moderno. Pensadores cristãos encontram-se alienados de outras comunidades cristãs …. A voz do profeta parece que foi reprimida e fechada em guetos. Tragicamente, a verdade moral agora vem de algumas almas corajosas nos meios de comunicação alternativos que optaram por resistir à dialética da “alimentação forçada”, mas eles são rotineiramente ignorados pela maioria das pessoas como agitadores ou “malucos”. Em suma, parece como se toda a nossa cultura e o nosso modo de vida estivesse cambaleando e pronto a entrar em colapso. Estamos confusos, perplexos e sentindo-se ameaçados. Ainda assim, isso é exatamente o que o “sistema mundial” quer que você se sinta: “confuso, perplexo e ameaçado”, porque, desta forma, eles podem promover os seus planos para a engenharia social e o controle, sem riscos de séria dissidência …

Agora, é claro que “no amor de Deus não há nenhum medo”, especialmente porque sabemos que não há nenhum poder real além do SENHOR (isto é, Ele é o único verdadeiro poder no universo, apesar da ameaça e das ameaças que a humanidade rotineiramente pratica uns sobre os outros) …. O SENHOR, o Deus de Israel, está no controle completo de todas as coisas. Na verdade, Jesus (Yeshua) é chamado de “o Soberano dos reis da terra” (Apocalipse 1:5) – e isso significa que, no fim, todos vão responder e estar sujeitos à Ele. Apesar da desconstrução pré-planejada dos Estados Unidos e de outras economias do mundo, sabemos que o SENHOR Deus Todo-Poderoso reina, e nós não necessitamos de ficar sujeitos ao medo do homem ou de seus dispositivos. Invoque o nome do SENHOR e caminhe com fé!

Nesse artigo vou abordar algumas curiosidades observadas na tradição escatológica do judaísmo ortodoxo, que é o período de tempo imediatamente antes da chegada do Messias e que é, às vezes, chamado ikvot meshicha (עִקְּבוֹת מְשִׁיחַ), o momento em que os “passos do Messias” podem ser ouvidos. Este é o tempo designado por Deus para a redenção messiânica final e o encerramento da época atual. Para os cristãos, isto refere-se ao tempo pouco antes da segunda vinda de Jesus para julgar as nações e estabelecer o Seu reino em Jerusalém. Aqui está como o Mishná o descreve:

Com os passos do Messias a soberba deve aumentar e a escassez chegar à sua medida . . . A sabedoria dos escribas se tornará insípida e os que evitam o pecado serão considerados desprezíveis, e a verdade em nenhuma parte será encontrada. Crianças devem envergonhar os anciãos, e os anciãos se levantarão diante dos filhos, pois “o filho desonra o pai, a filha se levanta contra a sua mãe, a nora contra a sogra: os inimigos do homem são os homens da sua própria casa”. A face desta geração é como a face de um cão, um filho não vai sentir vergonha diante de seu pai. (Sotah 9:15b).

De acordo com fontes judaicas tradicionais (Pesachim 54b; Midrash Tehilim 9:2), ninguém sabe o momento em que o Messias aparecerá – embora existam algumas “dicas”. Deus criou o mundo em seis dias, cada um dos quais representa mil anos. O sétimo dia é o início do grande sábado de descanso messiânico e, portanto, essa era não pode durar para além de 6.000 anos. De acordo com o calendário judaico tradicional estamos vivendo perto do fim do sexto milênio, o “Erev Shabbat” do mundo. Estamos nos aproximando, em outras palavras, para o profetizado Fim dos Dias e o aparecimento de Jesus (Yeshua), o nosso Messias!

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De acordo com os sábios então, até o ano de 6.000, o Messias tem que chegar, podendo chegar antes. Isso está de acordo com os ensinamentos de Jesus e de Suas testemunhas apostólicas (Mateus 24:36-44; 1 Tessalonicenses 5:1-3; 2Pedro 3:10; Apocalipse 3:3). A condição do mundo durante o “acharit Hayamim” (o “fim dos dias”) será grosseiramente má (2 Pedro 3:3; 2 Tessalonicenses 2:3-4, 2 Timóteo 3:1-5.). O mundo vai sofrer várias formas de tribulação, chamado “chevlei Mashiach” – as “dores de parto do Messias” (Sanhedrin 98a; Ketubot, Bereshit Rabá 42:4, Mateus 24:8). Às vezes, as dores de parto se dizem que são para durar 70 anos, com os últimos 7 anos como sendo o mais intenso período de tribulação – o “tempo de angústia de Jacó” (Jeremias 30:7). A primeira onda de problemas vieram de Edom (isto é, de “Roma/Europa”), na forma do Holocausto; a segunda onda é proveniente de Ismael (isto é, os países árabes) na forma do conflito árabe-israelense. Isso está de acordo com os ensinamentos de Jesus no Sermão do Monte (Mateus 24-25). Alguns dos “sinais” deste período incluem o surgimento de vários falsos profetas, numerosas guerras e “rumores de guerras” (incluindo a ascensão de Magog), fome, terremotos, a apostasia em todo o mundo a partir da fé, perseguição e uma espécie globalizada de impiedade que é revelada no egoísmo desenfreado, avidez, ousadia (audácia), falta de vergonha e uma falta geral de gratidão. O maior sinal, no entanto, é que Israel existirá mais uma vez como uma nação soberana, apesar do exílio profetizado entre as nações (Deuteronômio 4:27-31; Jeremias 30:1-3).

De acordo com alguns dos sábios entre os judeus ortodoxos, o trabalho de Pirkei D’Rabbi Eliezer, do século 9, prediz que pouco antes da vinda do Messias, “Ismael” (leia-se, islâmicos) vai subir no poder para aterrorizar o mundo. De acordo com o Yalkut Shimoni (uma compilação comentada de livros da Bíblia Hebraica, escrita por volta do século 13 aproximadamente), o rei da Pérsia (Irã) vai “ter uma arma que vai aterrorizar o mundo”. A vinda do “Messias do Mal” (nome de código Armilus) em seguida iria aparecer no palco do mundo para oferecer um tratado de paz para Israel e o Oriente Médio”, mas que, “quando disserem: ‘paz e segurança’ (aliança confirmada), em seguida, sobrevirá repentina destruição sobre eles, como as dores de parto que vem sobre uma mulher grávida (tempo da angústia de Jacó), e eles não vão escapar” (veja 1 Tessalonicenses 5:3).

Armilus (em hebraico ארמילוס) (também escrito Armilos e Armilius) é uma figura anti-messias na escatologia judaica medieval, comparável à interpretações medievais do Anticristo cristão e do Dajjal islâmico, que vai conquistar Jerusalém e perseguir os judeus até a sua derrota final nas mãos de Deus ou do verdadeiro Messias. Sua inevitável destruição simboliza a vitória final do bem sobre o mal na era messiânica. O Sefer (livro) Zorobabel é provavelmente do século 7. Armilus é imaginado talvez como sendo um criptograma para Heráclio e pensa-se que os eventos descritos no Sefer (livro) Zorobabel coincidem com a revolta judaica contra Heráclio. O Midrash Vayosha do século 11, que descreve Armilus, foi publicado em Constantinopla em 1519.

De acordo com a Enciclopédia Judaica, Armilus é “um rei que irá surgir no final do tempo contra o Messias, e será conquistado por ele depois de ter trazido muita angústia sobre Israel”. Ele é mencionado no Midrash Vayosha, Sefer (livro) Zorobabel e outros textos. Ele é um adversário semelhante a Gog e Magog. No Sefer (livro) Zorobabel ele toma o lugar de Magog e derrota o Messias “ben Joseph” (filho de José). A origem desta figura, que dizem ser a prole de Satanás e uma virgem, ou de Satanás e uma estátua (ou “pedra”), é considerado como questionável pela Enciclopédia Judaica, devido à variação e uma relação clara (se não paródia) da doutrina cristã, lendas e escrituras.

Este é o significado dos extraordinários acontecimentos mundiais cataclísmicos que estamos presenciando neste mesmo dia … Finalmente, o período da Grande Tribulação é redentor e cura (chamado yissurei ahavah, “os problemas do amor”). Os profetas escreveram que Sião vai passar por trabalho e, em seguida, dara à luz filhos (Isaías 66:8). Assim, o rabino Vilna Gaon (1720-1797), escreveu que a “geulah” (a redenção nacional) é algo como o renascimento da nação de Israel. Isso está de acordo com o cumprimento profético do Yom Kipur como o dia do juízo e o tempo de conversão nacional de Israel. Vilna Gaon também proferiu uma profecia curiosa que diz: “Quando você ouvir que os russos capturaram a cidade de Criméia, você deve saber que os tempos do Messias já começaram, que seus passos estão sendo ouvidos. E quando você ouvir que os russos tenham atingido a cidade de Constantinopla (Istambul de hoje), você deve colocar a sua roupa de Shabat e não tirá-las, porque isso significa que o Messias está prestes a chegar a qualquer minuto”. No verso do profeta Jeremias sobre o “tempo de dores de Jacó”, isso é vital para ver o objetivo em mente – “ele (Jacó) será livre dela (da angústia)”. Os sábios observam que o parto é um momento de transição radical e de luta para o bebê – a partir do tempo de uma existência relativamente pacífica dentro do útero para a dura luz do dia – e, portanto, uma transição semelhante entre este mundo e o mundo messiânico por vir que está prestes a ter lugar ….

Certamente, podemos olhar para o Senhor, bendito seja o Seu nome, para revelar o cumprimento da redenção em breve! Maranata Yeshua!

Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará.” (Habacuque 2:3)

 

* adaptado do artigo de John J. Parsons, aqui.