Como Deus Promoveu o Retorno dos Judeus à Israel

Aos que gostam de história e de observar as digitais do SENHOR movimentando-a, seguem algumas informações:

A partir do século 18, o SENHOR começou a enriquecer muitos judeus para promover o seu retorno; em 1750, a Rússia decretou tolerância aos judeus; em 1753, a Inglaterra naturalizou os judeus residentes como cidadãos; o que também ocorreu em 1780 na Áustria e em 1788 na França; em 1806 a Rússia chamou os judeus de volta, banidos por Pedro, o Grande; também em 1806 a Itália emancipou os judeus e a Prússia, em 1813, reconheceu os seus direitos.

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Em 1838 e 39, o The Times, de Londres, publicou as idéias do Lord Shaftes Bury sobre o retorno de Israel à sua terra, apelando para a Rainha Vitória para interceder a favor de suas teses.

Em 1860, a Aliança Hebraica foi fundada para promover a liberdade dos judeus em todos os países e colonizar a terra prometida. Assim, vemos os gentios, mais uma vez, de uma maneira indireta, patrocinando o retorno de Israel.

De repente … em 1867 a Turquia permite o retorno dos judeus. Na mesma ocasião espalhou-se a notícia em Londres de que um industrial judeu, Sir Moses Montifiore, colocou uma fábrica de tecidos em Jerusalém, juntamente com um moinho de trigo e uma vila de casas, indo à falência logo após.

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Em 1878, houve o primeiro encontro de Conferências Proféticas em Nova Iorque, na Igreja de Santa Trindade, com a presença de 49 pastores presbiterianos, 23 batistas e os restantes entre episcopais, luteranos e metodistas, ao todo eram 122. Houve um compromisso solene entre eles de ensinar a Segunda Vinda de Cristo e a restauração de Israel. A expectação do retorno do Senhor e de Israel aumentaram nos arraiais evangélicos.

Em 1879, um judeu crente, Adolfo Saphir, presbiteriano, realizava uma série de conferências sobre o tema: Israel e a Bíblia, em Londres. Mais tarde fundou uma entidade de Evangelismo aos judeus – Testemunho Hebreu-Cristão para Israel. Em 1889, John Wilkinson publicou um livro chamado “Israel, minha Glória”, um clássico mundial. Wilkinson também foi fundador de uma Missão de evangelismo aos judeus em 1876, em Londres, cujos resultados se fizeram sentir na França, Europa oriental, norte da África e até no Brasil, com a presença de Salomão Ginsburg, convertido pelo trabalho missionário desta entidade.

Entre 1860 a 1899, o evangelista Moody ganhou centenas de almas ao difundir em seus temas, nos sermões evangelísticos, a volta de Cristo e o retorno de Israel.

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Em 5 de março de 1891, o metodista Blackstone, missionário aos judeus, publicou um manifesto juntamente com mais 550 assinaturas de clérigos, homens de negócios e editores; o manifesto apelava ao secretário de Estado do presidente Harrison dos EUA, pedindo a interferência do presidente junto às nações para que desse de volta a Palestina para os judeus. Blackstone viajou para Israel e relatou com detalhes minuciosos a condições favoráveis para tornar a florescer a nação de Israel.

Em 1908, Blackstone escreveu um livro chamado: “Jesus está voltando” que foi traduzido para o português, cujos exemplares são raros; ali o autor defende a restauração literal de Israel conforme as Escrituras.

Em 1897, Teodoro Herlz realiza o 1º Congresso Sionista, onde profere a famosa profecia de que os judeus voltariam a ter a sua terra num prazo de até 50 anos (1 jubileu), o que veio a se comprovar em novembro de 1947.

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Em 1917, Allemby conquista a Palestina dos Otomanos, entrando em Jerusalém, puxando o seu cavalo para não ser confundido com o Messias; Allemby, o general Inglês, se tornou o marco de retorno de Israel.

Em 2 de novembro de 1917, o governo Britânico reconhecia a necessidade do estabelecimento do Estado de Israel através da Declaração de Balfour.

Em 1920, o Reverendo Alfredo Borges Teixeira, da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, movido por grande expectação quanto à Segunda Vinda de Cristo e ao retorno de Israel, publicou um clássico da literatura evangélica brasileira: “Maranata, o Senhor vem”; republicado 50 anos mais tarde (1970).

Em 1933, Samuel Schor, um judeu crente, publicou nos EUA um livro com o título: “A Eternidade da Nação e a Volta do Rei”, já falando de Israel como uma nação restaurada.

De repente … o nazismo, a II Guerra Mundial e o seu término e … em 29 de Novembro de 1947 foi aprovado um Plano de Partilha da Palestina pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da sua Resolução 181. Em 14 de maio de 1948, na ONU, Israel é proclamado como Estado independente.

Enfim, é muito interessante ver os movimentos progressivos ao se observar os eventos antecedentes que culminaram nos momentos históricos de 1947 e 1948, com relação à nação de Israel, sem esquecer todas as “ondas de imigração” (Aliyoth) de retorno dos judeus à sua terra antes desse tempo, conhecidas como “Aliyah”:

  • 1ª Aliyah (1882-1903) : 25.000 judeus vindos da Rússia; 1.000 judeus vindos do Iêmen.
  • 2ª Aliyah (1904-1914): 40.000 judeus, principalmente da Rússia, mas também da Polônia.
  • 3ª Aliyah (1919-1923): 35.000, principalmente da Rússia (53%), mas também da Lituânia e Romênia (36%). Os demais vieram do Leste Europeu, com exceção de 800 imigrantes provenientes da Europa Ocidental.
  • 4ª Aliyah (1924-1931): 80.000 da Polônia (50%) e da União Soviética, Lituânia e Romênia (50%).
  • 5ª Aliyah (1932-1938): sob o governo de Hitler, 250.000 judeus, principalmente fugitivos de Alemanha, Polônia e Europa Central.
  • 6ª Aliyah (1934-1947): os chamados imigrantes “ilegais”, antes, durante e após a II Guerra Mundial, apesar das barreiras britânicas.

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Fontepublicado originalmente aqui

Os Passos do Messias Podem ser Ouvidos …

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O nosso mundo parece estar inclinando-se em direção a um colapso … A maioria de nós estão preocupados, se não assustados. A corrupção e a decadência estão ao nosso redor e nada faz muito sentido por mais tempo …. Não podemos confiar em nossos políticos. Banqueiros e grandes empresas são anátema. O mundo agora está enfrentando uma crise econômica global – mas ninguém parece ser capaz de explicar a “transferência” (ou seja, roubo) de literalmente trilhões de dólares. Nós acordamos um dia para descobrir que estávamos sonhando o tempo todo que o nosso “dinheiro”, baseado no absurdo “sistema de gerar dinheiro do nada”, de repente foi decretado para valer menos. E as “notícias” da mídia dominante oferecem-se para nada mais do que propaganda branda patrocinada pelo governo e ideologia. Parece não haver nenhum líder genuíno em quem podemos confiar; não há nenhuma maneira de obter boas informações para tomar decisões; todo o mundo parece estar fora de controle. A maioria das “igrejas” institucionalizadas tem estado adormecidas durante anos, ou coniventes com o mundo, ou então se auto-destruindo através do desespero pós-moderno. Pensadores cristãos encontram-se alienados de outras comunidades cristãs …. A voz do profeta parece que foi reprimida e fechada em guetos. Tragicamente, a verdade moral agora vem de algumas almas corajosas nos meios de comunicação alternativos que optaram por resistir à dialética da “alimentação forçada”, mas eles são rotineiramente ignorados pela maioria das pessoas como agitadores ou “malucos”. Em suma, parece como se toda a nossa cultura e o nosso modo de vida estivesse cambaleando e pronto a entrar em colapso. Estamos confusos, perplexos e sentindo-se ameaçados. Ainda assim, isso é exatamente o que o “sistema mundial” quer que você se sinta: “confuso, perplexo e ameaçado”, porque, desta forma, eles podem promover os seus planos para a engenharia social e o controle, sem riscos de séria dissidência …

Agora, é claro que “no amor de Deus não há nenhum medo”, especialmente porque sabemos que não há nenhum poder real além do SENHOR (isto é, Ele é o único verdadeiro poder no universo, apesar da ameaça e das ameaças que a humanidade rotineiramente pratica uns sobre os outros) …. O SENHOR, o Deus de Israel, está no controle completo de todas as coisas. Na verdade, Jesus (Yeshua) é chamado de “o Soberano dos reis da terra” (Apocalipse 1:5) – e isso significa que, no fim, todos vão responder e estar sujeitos à Ele. Apesar da desconstrução pré-planejada dos Estados Unidos e de outras economias do mundo, sabemos que o SENHOR Deus Todo-Poderoso reina, e nós não necessitamos de ficar sujeitos ao medo do homem ou de seus dispositivos. Invoque o nome do SENHOR e caminhe com fé!

Nesse artigo vou abordar algumas curiosidades observadas na tradição escatológica do judaísmo ortodoxo, que é o período de tempo imediatamente antes da chegada do Messias e que é, às vezes, chamado ikvot meshicha (עִקְּבוֹת מְשִׁיחַ), o momento em que os “passos do Messias” podem ser ouvidos. Este é o tempo designado por Deus para a redenção messiânica final e o encerramento da época atual. Para os cristãos, isto refere-se ao tempo pouco antes da segunda vinda de Jesus para julgar as nações e estabelecer o Seu reino em Jerusalém. Aqui está como o Mishná o descreve:

Com os passos do Messias a soberba deve aumentar e a escassez chegar à sua medida . . . A sabedoria dos escribas se tornará insípida e os que evitam o pecado serão considerados desprezíveis, e a verdade em nenhuma parte será encontrada. Crianças devem envergonhar os anciãos, e os anciãos se levantarão diante dos filhos, pois “o filho desonra o pai, a filha se levanta contra a sua mãe, a nora contra a sogra: os inimigos do homem são os homens da sua própria casa”. A face desta geração é como a face de um cão, um filho não vai sentir vergonha diante de seu pai. (Sotah 9:15b).

De acordo com fontes judaicas tradicionais (Pesachim 54b; Midrash Tehilim 9:2), ninguém sabe o momento em que o Messias aparecerá – embora existam algumas “dicas”. Deus criou o mundo em seis dias, cada um dos quais representa mil anos. O sétimo dia é o início do grande sábado de descanso messiânico e, portanto, essa era não pode durar para além de 6.000 anos. De acordo com o calendário judaico tradicional estamos vivendo perto do fim do sexto milênio, o “Erev Shabbat” do mundo. Estamos nos aproximando, em outras palavras, para o profetizado Fim dos Dias e o aparecimento de Jesus (Yeshua), o nosso Messias!

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De acordo com os sábios então, até o ano de 6.000, o Messias tem que chegar, podendo chegar antes. Isso está de acordo com os ensinamentos de Jesus e de Suas testemunhas apostólicas (Mateus 24:36-44; 1 Tessalonicenses 5:1-3; 2Pedro 3:10; Apocalipse 3:3). A condição do mundo durante o “acharit Hayamim” (o “fim dos dias”) será grosseiramente má (2 Pedro 3:3; 2 Tessalonicenses 2:3-4, 2 Timóteo 3:1-5.). O mundo vai sofrer várias formas de tribulação, chamado “chevlei Mashiach” – as “dores de parto do Messias” (Sanhedrin 98a; Ketubot, Bereshit Rabá 42:4, Mateus 24:8). Às vezes, as dores de parto se dizem que são para durar 70 anos, com os últimos 7 anos como sendo o mais intenso período de tribulação – o “tempo de angústia de Jacó” (Jeremias 30:7). A primeira onda de problemas vieram de Edom (isto é, de “Roma/Europa”), na forma do Holocausto; a segunda onda é proveniente de Ismael (isto é, os países árabes) na forma do conflito árabe-israelense. Isso está de acordo com os ensinamentos de Jesus no Sermão do Monte (Mateus 24-25). Alguns dos “sinais” deste período incluem o surgimento de vários falsos profetas, numerosas guerras e “rumores de guerras” (incluindo a ascensão de Magog), fome, terremotos, a apostasia em todo o mundo a partir da fé, perseguição e uma espécie globalizada de impiedade que é revelada no egoísmo desenfreado, avidez, ousadia (audácia), falta de vergonha e uma falta geral de gratidão. O maior sinal, no entanto, é que Israel existirá mais uma vez como uma nação soberana, apesar do exílio profetizado entre as nações (Deuteronômio 4:27-31; Jeremias 30:1-3).

De acordo com alguns dos sábios entre os judeus ortodoxos, o trabalho de Pirkei D’Rabbi Eliezer, do século 9, prediz que pouco antes da vinda do Messias, “Ismael” (leia-se, islâmicos) vai subir no poder para aterrorizar o mundo. De acordo com o Yalkut Shimoni (uma compilação comentada de livros da Bíblia Hebraica, escrita por volta do século 13 aproximadamente), o rei da Pérsia (Irã) vai “ter uma arma que vai aterrorizar o mundo”. A vinda do “Messias do Mal” (nome de código Armilus) em seguida iria aparecer no palco do mundo para oferecer um tratado de paz para Israel e o Oriente Médio”, mas que, “quando disserem: ‘paz e segurança’ (aliança confirmada), em seguida, sobrevirá repentina destruição sobre eles, como as dores de parto que vem sobre uma mulher grávida (tempo da angústia de Jacó), e eles não vão escapar” (veja 1 Tessalonicenses 5:3).

Armilus (em hebraico ארמילוס) (também escrito Armilos e Armilius) é uma figura anti-messias na escatologia judaica medieval, comparável à interpretações medievais do Anticristo cristão e do Dajjal islâmico, que vai conquistar Jerusalém e perseguir os judeus até a sua derrota final nas mãos de Deus ou do verdadeiro Messias. Sua inevitável destruição simboliza a vitória final do bem sobre o mal na era messiânica. O Sefer (livro) Zorobabel é provavelmente do século 7. Armilus é imaginado talvez como sendo um criptograma para Heráclio e pensa-se que os eventos descritos no Sefer (livro) Zorobabel coincidem com a revolta judaica contra Heráclio. O Midrash Vayosha do século 11, que descreve Armilus, foi publicado em Constantinopla em 1519.

De acordo com a Enciclopédia Judaica, Armilus é “um rei que irá surgir no final do tempo contra o Messias, e será conquistado por ele depois de ter trazido muita angústia sobre Israel”. Ele é mencionado no Midrash Vayosha, Sefer (livro) Zorobabel e outros textos. Ele é um adversário semelhante a Gog e Magog. No Sefer (livro) Zorobabel ele toma o lugar de Magog e derrota o Messias “ben Joseph” (filho de José). A origem desta figura, que dizem ser a prole de Satanás e uma virgem, ou de Satanás e uma estátua (ou “pedra”), é considerado como questionável pela Enciclopédia Judaica, devido à variação e uma relação clara (se não paródia) da doutrina cristã, lendas e escrituras.

Este é o significado dos extraordinários acontecimentos mundiais cataclísmicos que estamos presenciando neste mesmo dia … Finalmente, o período da Grande Tribulação é redentor e cura (chamado yissurei ahavah, “os problemas do amor”). Os profetas escreveram que Sião vai passar por trabalho e, em seguida, dara à luz filhos (Isaías 66:8). Assim, o rabino Vilna Gaon (1720-1797), escreveu que a “geulah” (a redenção nacional) é algo como o renascimento da nação de Israel. Isso está de acordo com o cumprimento profético do Yom Kipur como o dia do juízo e o tempo de conversão nacional de Israel. Vilna Gaon também proferiu uma profecia curiosa que diz: “Quando você ouvir que os russos capturaram a cidade de Criméia, você deve saber que os tempos do Messias já começaram, que seus passos estão sendo ouvidos. E quando você ouvir que os russos tenham atingido a cidade de Constantinopla (Istambul de hoje), você deve colocar a sua roupa de Shabat e não tirá-las, porque isso significa que o Messias está prestes a chegar a qualquer minuto”. No verso do profeta Jeremias sobre o “tempo de dores de Jacó”, isso é vital para ver o objetivo em mente – “ele (Jacó) será livre dela (da angústia)”. Os sábios observam que o parto é um momento de transição radical e de luta para o bebê – a partir do tempo de uma existência relativamente pacífica dentro do útero para a dura luz do dia – e, portanto, uma transição semelhante entre este mundo e o mundo messiânico por vir que está prestes a ter lugar ….

Certamente, podemos olhar para o Senhor, bendito seja o Seu nome, para revelar o cumprimento da redenção em breve! Maranata Yeshua!

Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará.” (Habacuque 2:3)

 

* adaptado do artigo de John J. Parsons, aqui.

Vínculos Subjetivos e Curiosos do Islã com as Escrituras

Eu tenho publicado muitos posts no Facebook e artigos neste meu blog sobre toda a questão do Islã nos tempos atuais e as suas estratégias, crenças e implicações para o nosso tempo. Nesse post vou fazer um compêndio de textos bíblicos que possuem conotações muito subjetivas e indiretas sobre o Islã, portanto não estarei neste post fazendo afirmações diretas, apenas estou levantando “informações curiosas”.

Eu estou ciente dos diversos paradigmas bíblicos relacionados à escatologia, portanto, minha intenção não é entrar nesses meandros e nem fazer assertivas diretas sobre a minha abordagem, mas sim apenas mostrar essas curiosidades existentes nos textos que podem nos fazer pensar, pois devido à subjetividade levantada, não há como se fazer afirmações diretas. Mas eu suspeito, e essa é uma opinião pessoal, que o SENHOR possa ter deixado essas curiosidades nos textos originais de forma a dar mais pistas para quem as observa, mas volto a frisar, não posso afirmar isso de forma direta e plena.

Sabemos que o nome do “deus” islâmico é “allah” (em árabe, literalmente significa “o deus”, al ilāh), cujas raízes do Islã são provenientes da Arábia e do seu povo. Não deixa de ser interessante também observar a similaridade fonética de palavras hebraicas com o termo “alah” e a menção aos árabes (ערב `arab em aramaico) em textos proféticos significativos. Portanto, segue a relação dos versículos curiosos e colocarei em colchetes as palavras que merecem ênfase:

“Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado [ערב `arab] com barro de lodo.” (Daniel 2:41)

“Quanto ao que viste do ferro misturado [ערב `arab] com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura [ערב `arab] com o barro.” (Daniel 2:43)

“O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram [עלה `alah] quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.” (Daniel 8:8-9)

“Apesar da aliança com ele, usará de engano; subirá [עלה `alah] e se tornará forte com pouca gente.” (Daniel 11:23)

“Na verdade, a terra está contaminada por seus habitantes, porque transgrediram as leis, violaram estatutos, quebraram a aliança eterna. Portanto, a maldição [אלה ‘alah] devora a terra, e aqueles que vivem nela são considerados culpados. Por isso, os habitantes da terra serão queimados, e poucos homens restarão.” (Isaías 24:5-6).

“Além disso, o Senhor teu Deus circuncidará o seu coração e o coração de seus descendentes, para amarem o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, de modo que você possa viver. O Senhor, teu Deus, provocará todas essas maldições [אלה ‘alah] sobre os seus inimigos e sobre aqueles que te odeiam, que te perseguiram.” (Deuteronômio 30:6-7).

“Assim diz o SENHOR: Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus moradores, a saber, todas as maldições [אלה ‘alah] escritas no livro que leram diante do rei de Judá.” (2 Crônicas 34:24)

“A boca, ele a tem cheia de maldição [אלה ‘alah], enganos e opressão; debaixo da língua, insulto e iniqüidade.” (Salmos 10:7)

“Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios, na sua própria soberba sejam enredados e pela abominação [אלה ‘alah] e mentiras que proferem.” (Salmos 59:12)

“Então, me disse: Esta é a maldição [אלה ‘alah] que sai pela face de toda a terra, porque qualquer que furtar será expulso segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo a mesma.” (Zacarias 5:3)

“Porque veio [עלה `alah] um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma leoa.” (Joel 1:6)

“Mas o exército que vem do Norte, eu o removerei para longe de vós, lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta; lançarei a sua vanguarda para o mar oriental, e a sua retaguarda, para o mar ocidental; subirá [עלה `alah] o seu mau cheiro, e subirá [עלה `alah] a sua podridão; porque agiu poderosamente.” (Joel 2:20)

“Virás, pois, do teu lugar, dos lados do Norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande multidão e poderoso exército; e subirás [עלה `alah] contra o meu povo de Israel, como nuvem, para cobrir a terra. Nos últimos dias, hei de trazer-te contra a minha terra, para que as nações me conheçam a mim, quando eu tiver vindicado a minha santidade em ti, ó Gogue, perante elas.” (Ezequiel 38:15-16)

“Eis aí que sobe [עלה `alah] o destruidor como nuvens; os seus carros, como tempestade; os seus cavalos são mais ligeiros do que as águias. Ai de nós! Estamos arruinados! Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva! Até quando hospedarás contigo os teus maus pensamentos?” (Jeremias 4:13-14)

“Porque a morte subiu [עלה `alah] pelas nossas janelas e entrou em nossos palácios; exterminou das ruas as crianças e os jovens, das praças.” (Jeremias 9:21)

 

Gog Mencionado em Amós na Septuaginta (LXX)

O texto de Amós 7:1 possui uma variação na versão da Septuaginta (LXX) que é muito interessante, ainda mais para quem gosta de estudar as profecias bíblicas. O texto em Português (versão Almeida) está assim:

Isto me fez ver o SENHOR Deus: eis que ele formava gafanhotos ao surgir o rebento da erva serôdia; e era a erva serôdia depois de findas as ceifas do rei.

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Já na Septuaginta (vide imagem anterior) a tradução fica assim:

Assim o Senhor me mostrou, e eis que um enxame de gafanhotos veio cedo, e eis que um gafanhoto, Gog, o rei.

É provável que o(s) tradutor(es) tenha(m) visto em Amós 7:1, um vínculo com o exército de gafanhotos que vinham do norte descrito em Joel 2:20 … curiosamente o texto em hebraico de Joel possui a palavra עלה, que foneticamente é “`alah” (o nome do “deus” muçulmano), veja abaixo:

Mas o exército que vem do Norte, eu o removerei para longe de vós, lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta; lançarei a sua vanguarda para o mar oriental, e a sua retaguarda, para o mar ocidental; subirá [עלה `alah] o seu mau cheiro, e subirá [עלה `alah] a sua podridão; porque agiu poderosamente.” (Joel 2:20)

Em vista disso é provável que o(s) tradutor(es) tenha(m), portanto, ligado também com Gog de Ezequiel, o qual também vem do norte (Ezequiel 38:15).

Virás, pois, do teu lugar, dos lados do Norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande multidão e poderoso exército; e subirás [עלה `alah] contra o meu povo de Israel, como nuvem, para cobrir a terra. Nos últimos dias, hei de trazer-te contra a minha terra, para que as nações me conheçam a mim, quando eu tiver vindicado a minha santidade em ti, ó Gogue, perante elas.” (Ezequiel 38:15-16)

O(s) tradutor(es) também poderia(m) ter se referido a Eldade e Medade. Na tradição rabínica, Eldade e Medade, mencionados no livro de Números (11:24-30) como tendo profetizado em meio ao povo de Israel, se diz que preveram uma guerra com Gog e Magog, com o rei de Magog unindo os não-judeus e lançando uma guerra na Palestina contra os judeus, mas estes não-judeus seriam derrotados e mortos pelo fogo do Trono de Deus. Algumas literaturas rabínicas clássicas argumentam que os não-judeus estariam à mercê do Messias; tais conexões messiânicas de Eldade e Medade também circularam entre grupos cristãos, e uma discussão particularmente popular de tal profecia foi até mesmo citada no livro apócrifo, Pastor de Hermas.

Curiosamente, em Números 24:7, há também uma menção curiosa de outro rei, Agague (אגג ‘Agag), mas na Septuaginta nesse mesmo trecho de Números se víncula o rei mencionado à Gog, o que pode também ter relacionado Amós 7:1 com a tradução de Gog na Septuaginta (vide imagem abaixo).

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É interessante, cada vez mais as peças se encaixam e os textos desenham um cenário curioso … são tempos muito, muito interessantes para quem estuda a Palavra com afinco …

Eu e Minha Sombra – Um exemplo surpreendente da Língua Hebraica

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por Deborah Calic,

Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança …” (Gênesis 1:26).

A língua hebraica é incrível. Há tesouros nas Escrituras que você nunca perceberá ao fazer a leitura em qualquer outro idioma – Inglês, Alemão, Francês, Português. Não importa. Aqui está um exemplo!

A palavra hebraica para “à nossa imagem” é “betzalmenu, בצלמנו”. A palavra “tzelem צלם” é de uma palavra não utilizada que significa “sombra” de acordo com a Brown-Driver-Briggs Hebrew Lexicon. Aqui está a definição detalhada: “imagens (deuses pagãos); imagem ou semelhança (de similaridade); imagem, aspecto”.

“Tzelem” está relacionado com a palavra “Tzel צל”, que é a palavra hebraica moderna para “sombra”. Isso nos dá uma compreensão mais profunda de que “betzalmenu” significa “em nossa sombra”. Fomos criados à imagem (sombra) de Deus! Quando pensamos nisso, como se forma uma sombra? É quando a luz solar ou qualquer luz atinge um objeto, e a forma exata desse objeto projeta uma sombra similar. Se pensarmos em uma pessoa que está se movendo, a sombra faz exatamente o que essa pessoa faz. Se ele ou ela está dançando, a sombra dança. Se a pessoa estiver correndo, a sombra corre. Você entendeu. A sombra é uma representação exata da pessoa. Em certo sentido, podemos dizer que a sombra molda um reflexo da pessoa. A sombra é a prova de que uma pessoa está lá!

Aqui está outro fato interessante sobre a formação de sombras: quanto mais perto o objeto ou a pessoa está da fonte de luz, maior será a sombra que é projetada, e quanto mais longe a pessoa ou o objeto, menor a sombra! A implicação espiritual que isso nos ensina é belíssima! Quanto mais perto estivermos do nosso Criador, que é luz, maior nós pareceremos e mais perfeitamente vamos refletir à Ele, [à Sua imagem]! Eu não estou falando de “maior” no sentido de tamanho ou maior na autopercepção, mas sim “maior” em termos de espelharmos à Ele e as Suas qualidades. Neste ponto, estou pensando no fruto do Espírito de Gálatas 5:22-23: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio; contra estas coisas não há lei“. O que fazemos com nosso corpo, a nossa maneira de andar com o SENHOR deve refletir a maneira como Ele anda. O que falamos deve refletir a Sua fala. Se quisermos estar em Sua semelhança, devemos estar pensando e agindo exatamente como Ele! Se o fizermos, as pessoas vão vê-lO – esse é o ponto.

Há mais uma pessoa que devemos olhar na Bíblia que reflete a idéia de ser uma sombra do nosso Deus. É Betzalel בצלאל, que aparece pela primeira vez na Torá em Êxodo 31:

O Senhor falou a Moisés, dizendo: Veja, eis que chamei pelo nome a Bezalel (Betzalel), filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. O enchi com o Espírito de Deus (רוח אלהים), com sabedoria בחכמה, compreensão תבין e conhecimento דעת, em todo ofício” (Êxodo 31:1-2).

Um dos significados de Betzalel é “à sombra de El (Deus)”. A outra coisa notável sobre ele é que ele é o “filho de Uri”. O termo “Uri אורי” significa “a minha luz”. Nós temos um retrato perfeito da sombra que é moldada pela luz! Mas há mais. As palavras que descrevem o espírito divino de Betzalel na Torá são as mesmas palavras usadas para descrever outra pessoa:

Repousará sobre ele o Espírito do Senhor (רוח יהוה)  – o Espírito de sabedoria חכמה e de compreensão בינה, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento דעת e de temor do Senhor” (Isaías 11:2).

Estas são exatamente as mesmas palavras usadas para descrever as palavras que são atribuídas a nosso Messias Yeshua (Jesus) [que possui os 7 Espíritos de Deus, vide Apocalipse 1:4, 4:5, 5:6 e Zacarias 3:9 e 4:10]! Não é interessante que uma das formas a que se referem a pessoas ou seres que aparecem na Torá, estão imbuídos dos mesmos atributos de Deus ou do Messias como “um tipo ou sombra”? Convém mencionar neste momento, não há nenhuma sombra humana mais perfeita do SENHOR do que Yeshua (Jesus). Ele apenas fez o que Ele via o Pai fazer. Ele apenas disse o que ele ouviu o Pai dizer. Ele era de fato um Filho perfeito “na sombra” de Adonai (do SENHOR).

Aqui está a mensagem: Quando Deus pula, devemos pular! Onde Ele vai, devemos ir. O que Ele diz, devemos dizer. Quando Ele perdoa, devemos perdoar. Quando Ele ama, devemos amar. Isto é o que significa ser criado à Sua sombra. Isto inclui o que diz respeito ao povo judeu, embora a maioria deles tenha rejeitado ao SENHOR rejeitando o Seu Messias. Deus não é antissemita. Também não devemos ser antissemitas. Ele não é contra Israel. Portanto, não devemos ser contra Israel. Ele está em uma aliança inquebrável com esse povo – e isso diz respeito à imperfeita nação moderna de Israel dos dias atuais!

Se você pertence a Yeshua (Jesus), então você pertence ao Israel [de Deus]. Paulo disse que nós fomos enxertados na boa oliveira em Romanos 11. Isso é Israel, o povo judeu. Se você pertence a Yeshua (Jesus), você pertence ao povo judeu! Paulo disse que já não somos separados da comunidade (maior) de Israel e das alianças em Efésios 2:11-19. Você é um cidadão da casa de Deus – o que significa Israel! Nós, os não-judeus somos enxertados em Israel. Não o contrário. Esta é a nossa identidade. Deus não criou um “novo” Israel com os cristãos. Em vez disso, Ele tomou todos aqueles que não são judeus e que crêem no seu Messias e fez-lhes co-herdeiros e co-cidadãos no Seu Reino com Israel. Através do Messias, nós levamos o nome de Israel, mas não de uma forma a substituir Israel. Em vez disso, devemos ser um povo que reconhece a dívida que temos com o povo judeu, e temos de apoiá-los na sua vocação.

Assim como Israel deveria ser uma representação exata dEle, assim deveríamos sermos nós. Quando a Sua luz brilha sobre nós, é isso o que as pessoas vêem? Eles vêem em nossa “sombra” a Yeshua (Jesus), o qual veio primeiro para salvar as ovelhas perdidas de Israel? As pessoas vêem uma “sombra” que representa um autêntico Messias judeu ensinando um evangelho em um contexto judaico? Será que estamos, “transportando os nossos irmãos e irmãs judeus sobre os nossos ombros” – apoiando-os na sua vocação de serem uma “luz para as nações”? Oramos por eles? Será que mesmo pensamos sobre eles? Não reconhecemos a dívida que temos com eles? Isso é o que significa estar “em sua sombra”. Afinal, nosso Deus se refere a si mesmo como “o Deus de Israel” 201 vezes na Bíblia. Não deveríamos nós nos vermos como parte de “Israel” se Ele é o nosso Deus, e nós pertencemos a Ele?

Como a sua sombra se parece?!