As Obras de Josefo

Josefo

Ao ler as obras de Josefo: Antiguidades Judaicas (ou História Antiga dos Judeus), A Guerra dos Judeus, Contra Apião e Autobiografia (ou Vida); é impossível não perceber a mão divina na história numa época tão importante e repleta de eventos únicos.

Para quem gosta de ver as “digitais” do SENHOR na história, é um deleite. Obviamente os inúmeros relatos de personagens históricos conhecidos e citados no Novo Testamento dão um “colorido” todo especial para quem está bem familiarizado com os relatos dos Evangelhos, do livro de Atos e de muitas Epístolas. Tudo isso com um rico descritivo de como era a vida e das forças que governavam aquela época.

As citações de Josefo sobre Jesus e João Batista são interessantes, até porque por ser uma fonte extra-bíblica, isso possui implicações apologéticas muito contundentes, apesar do ceticismo comum daqueles que buscam apenas distorcer tudo o que pode ser distorcido pelo prazer de contender ou de negar a história.

Os relatos no livro “A Guerra dos Judeus” dos eventos extraordinários ocorridos no Templo, tais como a luz intensa à nona hora da noite que brilhou em torno do altar e do Santuário, que dava a impressão de se estar em pleno dia e que durou por meia hora em 25 de abril de 66 dC; ou da abertura sozinha, numa sexta à noite, da Porta Oriental do pátio interior, que era de bronze e totalmente maciça, a qual precisava de vinte homens para a fechar a noite, e ainda com dificuldade, fixadas por meio de barras de madeira cercadas de ferro e que tinha ferrolhos profundamente presos ao chão e que consistia numa pedra de um único bloco; tal evento surpreendeu a muitos a ponto de ser registrado em seu livro; esses eventos citados, entre outros, já serviam como um presságio do que viria a ocorrer poucos anos depois com a destruição do Templo, mas como o próprio Josefo declara, apenas os mais doutos (sábios) souberam interpretar corretamente os sinais que ocorriam, pois a maioria acreditava que tais sinais eram presságios positivos, mas a história mostra a realidade dos mesmos.

Hoje vemos vários eventos e “presságios” ocorrendo, tal como houveram no tempos de Josefo ou como os descritos nos livros de Jeremias e Isaías, mas a maioria ainda não os sabe interpretar devidamente e nem perceber as “digitais” do SENHOR em tudo o que ocorre e para onde as coisas se dirigem … uma pena!

Aos que tiverem oportunidade e interesse nestes assuntos, recomendo a leitura destas obras, lhes será enriquecedor!

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Não desconsidere a Palavra de Deus, foi este o grande erro de Salomão …

Mesmo o homem considerado um grande sábio, pode tornar-se um completo tolo a partir do momento em que começa a desconsiderar o que dizem as Escrituras, veja o caso de Salomão por exemplo. O SENHOR já havia alertado previamente sobre o comportamento apropriado para reis, caso Israel viesse a decidir ter um, onde diz:

Porém este [rei] não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos disse: Nunca mais voltareis por este caminho. Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie; nem multiplicará muito para si prata ou ouro.” (Deuteronômio 17:16-17)

Mesmo com essa evidente e notória advertência, conhecida na época pelo próprio Salomão e muitos dos seus conselheiros, Salomão decidiu ignorar a recomendação do SENHOR, como fica evidente nestes textos:

Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia; e comerciantes do rei os recebiam da Cilícia por certo preço.” (1 Reis 10:28)

Salomão possuía quatro mil estábulos para cavalos e carros e doze mil cavalos, dos quais mantinha uma parte nas guarnições de algumas cidades e a outra perto dele, em Jerusalém.” (2 Crônicas 9:25)

Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.” (1 Reis 11:1-4)

O resultado para Salomão, o homem que já foi considerado o mais sábio em toda a Terra em sua época, foi ser reprovado pelo único a quem se deve buscar aprovação, o SENHOR, como está escrito:

Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do SENHOR, Deus de Israel, que duas vezes lhe aparecera. E acerca disso lhe tinha ordenado que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o SENHOR lhe ordenara. Por isso, disse o SENHOR a Salomão: Visto que assim procedeste e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo.” (1 Reis 11:9-11)

Este exemplo de como Salomão ignorou as recomendações do SENHOR, fizeram do homem mais sábio em um grande tolo, visto que, no decorrer de sua vida, ao ir contra a lei do SENHOR, acabou por perder a única coisa que interessa, por isso não é de admirar que no fim de sua vida, Salomão tenha chegado a essa conclusão:

De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” (Eclesiastes 12:13-14)

Recomendo que siga esse conselho de Salomão, pois ele conheceu as consequências de sua tolice ainda em vida quando experimentou o dissabor de ter o SENHOR como adversário e isso o quebrantou como se percebe nessa conclusão no livro de Eclesiastes.

Portanto, seja mais sábio do que foi Salomão, e siga ao SENHOR sem se desviar do Seu caminho nem para a direita e nem para a esquerda. Nós temos hoje a felicidade de poder contar com o Espírito do SENHOR para nos conduzir em tudo o que fizermos, como está escrito:

Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis.” (Ezequiel 36:26-27)

Das Trevas Para A Sua Maravilhosa Luz

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Como uma semente plantada dentro do solo que procura a vida “buscando” o Sol, da mesma forma as nossas almas são atraídas para cima pelo desejo de Deus… em busca do “Sol da Justiça”, o Senhor, como afirma Malaquias 4:2. O SENHOR nos chama “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9); Ele nos chama para despertar, para crescer, e para chegar à plenitude de vida (como está escrito: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”, João 10:10b).

Ser chamado para “fora da escuridão” significa ser liberto dessas forças espirituais que nos mantiveram em cativeiro. Quando nos voltamos para a Luz Divina como sendo o nosso sustento e cura, somos libertados da dor, dos nossos medos e da loucura do mal (como está escrito: “para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus”, Atos 26:18a).

Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação [ equilíbrio ].” (2 Timóteo 1:7). A palavra grega para o termo “moderação” (σωφρονισμοςsophronismos”), vem do verbo “sodzo” (σῴζω), que significa “salvar “, e de “saos” (σάος) que significa “seguro”; isso no sentido de se estar sob os cuidados e a influência do Espírito de Deus. “Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma” (1 João 1:5). Por isso, como filhos de Deus, através de Cristo, o Senhor, somos instados a dizer e a gritar bem alto como disse o Salmista: “Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SENHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas.” (Salmos 18:28)

O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; Ele é escudo para todos os que nEle se refugiam. Pois quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus? O Deus que me revestiu de força e aperfeiçoou o meu caminho, Ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas.” (Salmo 18:30-33)

A Bacia de Bronze do Tabernáculo

espelho

No deserto, na entrada do Tabernáculo, foi construído uma “pia de bronze”; o lugar onde os sacerdotes se lavavam e se preparavam antes de entrarem na Presença Divina:

Farás também uma bacia de bronze com o seu suporte de bronze, para lavar. Pô-la-ás entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela. Nela, Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés. Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram; ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao SENHOR.” (Êxodo 30:18-20)

A Escritura nos diz que esta bacia foi feita a partir dos espelhos das mulheres que os ofereceram para ajudar a construir o santuário:

Fez também a bacia de bronze, com o seu suporte de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam para ministrar à porta da tenda da congregação.” (Êxodo 38:8)

Entendendo isso espiritualmente, os espelhos foram transformados de um lugar onde se encontrava a própria aparência para um lugar onde se encontrava a Deus. Em vez de usarem os espelhos para focar em suas faces superficiais, agora esses espelhos refletem a luz do amor de Deus, com a antiga autoimagem agora “sacrificada” ou rendida para alcançar um “novo eu” mais profundo:

Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:16-17)

Este é o “novo eu”, purificado pela Palavra de Deus, refletindo o brilho da sua presença, como diz Efésios 5:26: “ para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra”.

E apresentando agora esse “novo eu” (הָאָדָם הֶחָדָשׁ), criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade, como diz Efésios 4:24: “… e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”.

O espelho “sacrificado” representa a mudança para encarar a realidade, para ver-se como Deus nos vê … pois, por causa de Jesus, temos acesso ao interior do coração de Deus:

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” (Hebreus 4:16)

Sendo assim, entenda agora como e quem você é em Cristo: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3:18).

A Cura Na Orla de Suas Vestes

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Por que a mulher do fluxo de sangue, assim como muitos outros que tocavam a orla das vestes de Jesus eram curados? E por que eles acreditavam que se somente tocassem nas extremidades das vestes de Jesus eles seriam curados?

Veja os relatos abaixo:

Então, estando [Jesus] já no outro lado, chegaram a terra, em Genesaré. Reconhecendo-o os homens daquela terra, mandaram avisar a toda a circunvizinhança e trouxeram-lhe todos os enfermos; e lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla da sua veste. E TODOS os que tocaram ficaram sãos.” (Mateus 14:34-36)

Onde quer que ele [Jesus] entrasse nas aldeias, cidades ou campos, punham os enfermos nas praças, rogando-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua veste; e quantos a tocavam saíam curados.” (Marcos 6:56)

Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia, e a quem ninguém tinha podido curar [e que gastara com os médicos todos os seus haveres], veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste, e logo se lhe estancou a hemorragia.” (Lucas 8:43-44)

A explicação é muito simples e requer observar o que as profecias diziam a respeito do Messias, no caso, basta ler este texto de Malaquias …

Mas para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.” (Malaquais 4:2)

Essa tradução, assim como outras, dificulta o entendimento para quem não conhece o hebraico, portanto, observe:

  • O termo “salvação” vem de מרפא (marpe’) que significa: 1) saúde, recuperação, cura, salvação. A raiz dessa palavra é רפא (rapha’) que refere-se a: curar, tornar saudável; referindo-se a Deus como a fonte da cura (cabe aqui lembrar que um dos nomes de Deus, quando transliterado para o Português, é “Jeová-Rafah”, o Deus que cura, “O Senhor que sara”, como está escrito em Êxodo 15:26).
  • O termo “asas” vem de כנפּ (kanaph) que significa: 1) asa, extremidade, beira, alado, borda, canto, veste 1a) asa 1b) extremidade 1b1) orla, canto (da veste). Veja outro texto profético relacionado a esse termo, mas com outra tradução para o Português em Zacarias 8:3, “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste (כנפּ kanaph) de um judeu e lhe dirão: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco“.
  • O termo “justiça” vem de צדקה (ts@daqah) que significa: 1) justiça, retidão 1a) retidão (no governo) 1a1) referindo-se ao juiz, governante, rei 1a2) referindo-se à lei 1a3) referindo-se ao rei davídico, o Messias.

Portanto, as pessoas da época que conheciam as profecias sobre o Messias tão aguardado, sabiam que a extremidade de suas vestes trazia cura para os enfermos, pois conhecendo o significado dos termos colocados acima podemos ler o versículo de Malaquias dessa forma:

Mas para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o sol da justiça [o Messias], trazendo cura [saúde] nas extremidades, nas orlas de suas vestes; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.” (Malaquais 4:2)

Jesus, como testemunhado nos evangelhos citados acima, estava cumprindo a profecia de Malaquias como era esperado que o Messias o fizesse. A fé, a crença dessas pessoas de que Jesus era o Messias esperado que viria (nasceria), funcionava como uma chave que conectava o cumprimento da profecia de Malaquias com aquele que o buscava, acreditando ser ele o Messias que traria cura na orla de suas vestes.