A Lei e os 430 anos

Números nas Escrituras sempre apontam para algum significado superior além do seu próprio valor, pois nada em seus textos é obra do acaso, em tudo há um design … e cada letra, palavra e frase esconde muito mais do que está na superfície. Na verdade, sempre que eu leio um texto das Escrituras, nunca deixo de esquecer a valiosa recomendação do apóstolo Pedro …

sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular interpretação” (2 Pedro 1:20)

Isso significa que nunca um texto nas Escrituras aponta para uma única mensagem, mas sim para o fato de que o SENHOR esconde em cada texto uma variedade múltipla de informações … basta se estar disposto a “garimpar” com afinco para se encontrar as muitas “pedras preciosas” escondidas dentro de um texto. Até mesmo quando se estuda genealogia, algo que parece não trazer tanta riqueza de informação, há na verdade sempre algo além do que informa o texto, pois cada nome nas Escrituras possui um significado e isso nos “fala” sempre mais do que o que está aparente ( você pode ver isso no artigo que escrevi sobre as mensagens escondidas nas genealogias, aqui ).

Observando tudo isso, não é irrelevante o fato de as Escrituras mencionarem muitas vezes o número 430, o que denota mais uma vez que isso tem muitas outras ramificações quando estudado com mais detalhes … aqui neste artigo eu vou abordar apenas alguns poucos deles.

Sobre o Êxodo do Egito, o qual imediatamente precedeu a recepção da Lei de Deus, a Torah, nos fornece um exemplo apropriado da precisão inerente das obras do SENHOR e o seu vínculo ao número 430, como está escrito …

Ora, o tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. Aconteceu que, ao cabo dos quatrocentos e trinta anos, nesse mesmo dia, todas as hostes do SENHOR saíram da terra do Egito.” (Êxodo 12:40,41)

Observe o grau de exatidão expresso neste verso. Deus especifica que o Êxodo começou após a passagem de exatos quatrocentos e trinta anos … período esse que remete ao tempo da aliança feita entre o SENHOR e Abraão e a sua descendência ( vide Gênesis 12 e 15 ), onde também aparece o significativo número 400 ( número este de que também fiz um estudo sobre o seu amplo e misterioso significado, veja aqui ). Ao cabo desse tempo determinado, Moisés então levou os israelitas ao Monte Sinai, onde o SENHOR fez uma aliança com eles e deu-lhes a Torah, a Sua Lei.

E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a leiνομος “nomos” ), que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa.” (Gálatas 3:17)

Muitos séculos depois, no livro de Gálatas, o apóstolo Paulo usou esses fatos quando explicou que a aliança, a Lei, que se passara quatrocentos e trinta anos depois, não destruiu a promessa original de justiça, por intermédio da fé, que foi dada a Abraão. A palavra escrita em grego neste verso, traduzida como Lei, é νομος ( “nomos” ), a forma nominativa da palavra padrão para Lei usada em todo o grego do Novo Testamento. Não deixa de ser curioso quando se observa o valor dessa palavra no grego:

Leiνομος, “nomos” ), soma das letras -> 50 + 70 + 40 + 70 + 200 = 430

Esta é mais uma evidência indelével de que a mão oculta de Deus guiou o desenvolvimento da história, das Escrituras e consequentemente do alfabeto grego como meio também de revelação ( vide artigo anterior que fala sobre o design dos alfabetos grego e hebraico, aqui ). Os mais céticos podem até alegar que isso é apenas uma “coincidência”, mas o fato é que existe uma gama muito ampla de casos similares de “coincidências” como estas que são ricamente documentadas e mostram estatisticamente que isso não é obra do acaso, mas sim evidência de um design superior em toda a história e formação das Escrituras … eu mesmo escrevi sobre isso em artigos anteriores, mas recomendo também aos que apreciam investigar o tema mais à fundo que leia o vasto trabalho do meu amigo e irmão Moacir Junior, com quem tenho aprendido muito e que tem uma gama de dezenas de milhares de páginas, com evidências dos mais variados tipos, que atestam esse design nas Escrituras. Sobre essa questão do design no grego e no hebraico eu recomendo o artigo que ele publicou em seu estudo “O Código Gênesis – parte 34”, que pode ser acessado aqui.

Esta é mais uma demonstração de que fazer determinados cálculos é uma amostra de sabedoria e entendimento quando se observam as Escrituras em sua enorme abrangência de revelação; como também atesta a própria Escritura no seguinte texto …

Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número ( αριθμος “arithmos” ) da besta, pois é número ( αριθμος “arithmos” ) de homem. Ora, esse número ( αριθμος “arithmos” ) é seiscentos e sessenta e seis.” (Apocalipse 13:8)

Como explicação extra, a frase grega traduzida em algumas versões bíblicas como “o número de um homem” não tem nenhum artigo definido no grego, portanto a tradução mais precisa é “o número de homem”. Isto é coerente com o significado do número seis como revelado pela criação do homem no sexto dia e a proibição contra o assassinato premeditado que está no sexto mandamento. O número seis é o número do homem.

Voltando ao ponto principal, a palavra que João usou neste verso, traduzido como número, é αριθμος ( “arithmos” ), a forma nominativa da palavra grega padrão usada em todo o Novo Testamento. Esta é a raiz da palavra “aritmética”. Assim, temos uma segunda identidade:

Númeroαριθμος, “arithmos” ), soma das letras -> 1 + 100 + 10 + 9 + 40 + 70 + 200 = 430

Vemos então que “Lei” e “Número” têm a mesma “assinatura” de valor quando calculados de acordo com a estrutura alfanumérica intrínseca do alfabeto grego. Ambos são membros da categoria numérica definida pelo número 430 … e essa não é a única relação, pois quatrocentos e trinta anos fala também do tempo de amadurecimento e completude da descendência de Abraão para enfim tornar-se uma nação apta a receber a Lei do SENHOR e a sua própria terra, como já prefigurava um misterioso texto no meio da genealogia de Gênesis 11 …

… depois que gerou a Pelegue ( פלג Peleg … divisão ), viveu Héberעבר `Eber … “a região dalém de” … עברי Hebreu = “pessoa dalém de” ) quatrocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas.” (Gênesis 11:17)

Nesse pequeno trecho da genealogia de Sem, vemos uma frase que simboliza o que ocorreria no futuro, no tempo de Abraão, onde a terra havia sido divida entre os Filhos de Deus em face do episódio da Torre de Babel ( vide também Deuteronômio 32:7-9 ), onde Jacó ( menção ao povo de Israel ) seria a porção do SENHOR entre as nações. Esse versículo da genealogia de Sem prefigurava que a nação dos hebreus ( mesma raiz de Heber como visto acima ), teria alcançado a sua maturidade e completude em filhos e filhas para receber a Lei e a terra após os quatrocentos e trinta anos depois da divisão que ocorreu no tempo em que Abraão foi chamado por Deus … fato esse que é detalhado justamente no capítulo seguinte, em Gênesis 12.

Não deixa de ser significativo que a soma dos algarismos do valor 430 é 7 ( 4+ 3 + 0 ), pois 7 é o número da perfeição divina e fala também de completude … o que mais uma vez também remete à completude do tempo determinado para que a descendência de Abraão alcançasse o número de filhos e filhas necessários para se tornar uma nação madura e completa, dentro do tempo “perfeito” definido pelo SENHOR … e mais uma vez vemos aqui uma evidência de design divino … para entender melhor isso que eu quero demonstrar, veja os textos a seguir …

Portanto, sede vós perfeitosτέλειοι, “teleioi” ) como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48)

Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidosτέλειοι, “teleioi” ).” (1 Coríntios 14:20)

Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos ( τέλειοι, “teleioi” ) e íntegros, em nada deficientes.” (Tiago 1:4)

Perceba que o termo usado para “perfeitos”, “maduros” ( ou “completos” ) em grego é τέλειοι, “teleioi”, o qual curiosamente tem o valor de … 430

Completos, Perfeitos, Maduros ( τέλειοι, “teleioi” ), soma das letras -> 300 + 5 + 30 + 5 + 10 + 70 + 10 = 430

Vemos uma curiosa identidade que une a mensagem bíblica explícita por meio dos valores numéricos intrínsecos do alfabeto grego em conjunção com fatos e tempos determinados nos textos em hebraico das Escrituras. Com isso testemunhamos a natureza eterna de Deus, o nosso Criador, codificando e unindo não apenas as histórias, mas até mesmo os idiomas em que as mesmas foram escritas. O que evidência ainda mais a amplitude da revelação e da riqueza da Palavra do SENHOR, aumentando o nosso entendimento quando lemos que …

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16,17)

A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las.” (Provérbios 25:2)

Ao SENHOR seja toda a Honra e toda a Glória!

Que o SENHOR lhe ilumine e abençoe ricamente!🙏❤

Quando Jesus Nasceu?

Quando Jesus nasceu? Acredito que não foi em 25 de Dezembro, mas teríamos alguma base para ter uma data que fosse mais próxima da realidade?! Eu acredito que sim … e existe uma elegância e uma beleza simétrica e profética nessa possibilidade …

Sabemos por Lucas 1:5 que Zacarias estava designado para o turno de Abias e que esse turno era o oitavo entre os 24 turnos definidos por Davi para a manutenção das atividades no Templo ao longo do ano ( vide 1 Crônicas 24 como um todo e o versículo 10 em específico sobre o turno de Abias ).

Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel.” (Lucas 1:5)

Davi, com Zadoque, dos filhos de Eleazar, e com Aimeleque, dos filhos de Itamar, os dividiu segundo os seus deveres no seu ministério. … Saiu a primeira sorte a Jeoiaribe; a segunda, a Jedaías; a terceira, a Harim; a quarta, a Seorim; a quinta, a Malquias; a sexta, a Miamim; a sétima, a Hacoz; a oitava, a Abias;” (1 Crônicas 24:3,7-10)

Sabemos também que Zacarias retorna para casa após findado o seu trabalho no turno que lhe era designado e então Isabel concebe e fica oculta por cinco meses ( vide Lucas 1:23,24 ).

Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para casa. Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-se por cinco meses” (Lucas 1:23,24)

Através de Lucas 1:26-36 temos a informação que Maria soube pelo anjo Gabriel que sua parente, Isabel, estava no sexto mês de gravidez. Vemos por Lucas 1:39-45 que em poucos dias Maria visita Isabel, que estava no sexto mês de gravidez, e a criança no ventre de Isabel, João, assim como a própria Isabel, já sentem a presença do Senhor no ventre de Maria. O que denota uma diferença de pelo menos 6 meses entre João e Jesus.

No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o Seu reinado não terá fim. Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a Sua sombra; por isso, também o Ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril.” (Lucas 1:26-36)

Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim. Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor.” (Lucas 1:39-45)

Sendo assim, podemos ter uma idéia de como pode ter ocorrido os eventos no calendário a partir das informações acima ( vide a imagem anterior ), juntando com os meses do calendário judaico associado aos 24 turnos definidos por Davi em 1 Crônicas 24 e os fatos observados nos textos bíblicos. O que percebemos é que possivelmente, Jesus deve ter nascido por volta do mês de Tishri ( ou também chamado Etanim ) que é quando ocorre a Festa dos Tabernáculos, no dia 15 deste mês. O que é algo muito propício, visto que João faz uso de um trocadilho ao dizer que Jesus “tabernaculou” com os homens ( João 1:14 ).

E o Verbo se fez carne e tabernaculou (σκηνοω “skenoo”) entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14)

É interessante lembrar que o Tabernáculo, instituído por meio de Moisés no Êxodo, levou 9 meses desde que foi ordenado a sua construção ( assumindo que a ordem dos fatos no livro de Êxodo são cronológicos nessa questão, apesar de algumas divergências de interpretação entre alguns estudiosos ) até a sua inauguração … o que é significativo, visto que 9 meses é o tempo de gestação de uma criança e nada mais simbólico do que esse mesmo tempo para aquEle que “tabernaculou” entre nós e que era em carne o Tabernáculo do Deus Vivo!

Sendo assim, como percebo que Deus age na história de maneira singular em datas especiais de Suas “Festas” … que são os Seus “Tempos Determinados” como atesta o próprio termo em hebraico “מועד” ( mow`ed ), traduzido simplesmente como “Festas” em nossas versões em Português ( vide Levítico 23 ) … nada mais adequado que Jesus viesse ao mundo justamente no tempo da Festa de Tabernáculos ( dias 15 a 22 do mês de Tishri ) para então morrer como deveria o Cordeiro Pascal no tempo exato da Festa da Páscoa para então cumprir tudo o que estava escrito e profetizado sobre Ele nesse tempo determinado pelo SENHOR ( מועד, mow`ed ).

Simetricamente, vide a imagem anterior, seria interessante o paralelo entre as datas de nascimento e morte do Senhor, assumindo que essa tese aqui colocada está de acordo com a realidade, pois Jesus nasceria no primeiro mês do calendário civil, Tishri ( sétimo mês do calendário religioso ) que aponta para o primeiro dia da criação, segundo a tradição … e morreria no primeiro dia do calendário religioso, Nisan ( sétimo mês do calendário civil ).

Essa questão dos dois calendários vem a partir da mudança efetuada pelo próprio SENHOR em Êxodo 12 ao instituir a Páscoa, onde o sétimo mês ( Nisan ) nesse tempo é definido então para ser agora o primeiro dos meses, e o primeiro mês ( Tishri ou Etanim ) nesse tempo passa então a ser o sétimo mês. Quem compreende como o SENHOR age, entende como Ele faz uso do 1 e do 7 e seus muitos significados, principalmente quando se observam os tempos e as épocas.

Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito: Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano.” (Êxodo 12:1,2)

Não custa lembrar que o Cordeiro Pascal deveria ser imolado no crepúsculo da tarde do dia 14 de Nisan, apontando para a virada do dia 15 de Nisan … quando se observa o início da Festa dos Tabernáculos no dia 15 de Tishri e a Páscoa apontando para a virada do dia 14 para o 15 de Nisan no primeiro e sétimo meses … é de uma bela simetria observar que o nascimento e a morte de Jesus, nosso Senhor e Salvador, tenham ocorrido nessas datas.

Por causa dessa elegância matemática e escriturística que o SENHOR apresenta em toda a história, que eu fico cada dia mais fascinado e extasiado com a Sua Palavra e tudo que abarca o Seu SER. Ao SENHOR pertence todo o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade, pelos séculos dos séculos! Amém!🙏❤️

O Alfabeto Hebraico e o Alfabeto Grego foram Projetados por Deus?!

 

Seriam os alfabetos hebraico e grego projetados, fruto quase intangível de um design superior?! Desenhados e usados pelo SENHOR como uma de Suas formas de Se revelar?! Eu acredito que sim e há muitas, muitas evidências disso. Vou compartilhar no momento apenas umas poucas delas para você ter uma idéia disso …

Como se pode perceber nas imagens acima, tanto no hebraico quanto no grego, as letras representam também números; e esse é um fato bem atestado historicamente em escritos e por meio de artefatos antigos.

A propriedade auto-descritiva do alfabeto hebraico manifesta-se elegantemente em seu próprio nome (“Aleph-Beyt“). Esta palavra, formada a partir dos nomes de suas duas primeiras letras, dá origem ao seguinte valor numérico:

Alephbet ( אלף בית, “Aleph Beyt” ) ,  soma das letras -> 400 + 10 + 2 + 80 + 30 + 1 = 523

Este grande número primo coincide exatamente com o valor da frase que definem as letras do início e do fim do “Aleph-Beyt” (a primeira e a última letra, o Aleph “א” e o Tav “ת“):

Aleph e Tavאלף ותו, “Aleph V’Tav”), soma das letras ->  6 + 400 + 6 + 80 + 30 + 1 = 523

Perceba que o “Aleph-Beyt” tem o mesmo valor que o “Aleph e o Tav“. Numericamente eles são do mesmo tamanho, refletindo o simples fato de que eles englobam a mesma coisa, o alfabeto hebraico. Ambos são elementos da categoria numérica definida pelo número 523, cujos números do algarismo somam 10 ( 5 + 2 + 3 ), uma base numérica perfeita e que possui muitos significados.

Não é menos curioso e importante o fato de que o acróstico de “Aleph-Beyt” produz a primeira palavra da língua hebraica, “אב” ( Av, que significa Pai … cuja soma ( 2 + 1 ) é significativa .. 3 … ainda mais quando atribuímos esse termo ao “Pai Celeste“, o SENHOR ). Jesus usou a forma aramaica desta palavra quando disse: “Abba, Pai“.

Segundo a definição do Strong, o termo אב (“‘ab”), traduzido como Pai, também pode ser compreendido como o cabeça ou fundador de uma casa, família, grupo ou clã; assim como também pode significar fonte ou a origem … nada mais adequado quando se entende que o SENHOR é a fonte do alfabeto, a origem do “Aleph-Beyt“. Muitos estudiosos das Escrituras entendem que antes de criar o universo, o SENHOR criou o alfabeto pelo qual Ele faria uso das palavras com as quais então criaria tudo o que há e que trouxe à existência. O próprio alfabeto então projetado, fruto da sabedoria divina, teria como uma de suas funções a de apontar para o Criador de todas as coisas.

E o que dizer então do grego que posteriormente seria usado por muitos dos autores dos livros do Novo Testamento, teria também alguma evidência de design?! Vejamos …

As únicas referências explícitas a quaisquer letras do alfabeto grego no texto superficial das Escrituras são dos versículos em que o SENHOR declara que é o Alfa ( “α” ) e o Ômega ( “ω” ), vide Apocalipse 22:13 … um paralelo direto ao hebraico Aleph “א” e o Tav “ת“. Isso dá origem ao que é, sem dúvida, uma das maiores identidades que emergem da estrutura alfanumérica intrínseca da língua grega. O valor de Alfa + Ômega é:

Alfa + omega ( α + ω ), soma das letras -> 1 + 800 = 801

Este valor coincide com o de ὁ κτίσας ( Ho Ktisas, “O Criador” em grego ) que Paulo usou numa forma variante em Romanos 1 …

Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador ( τὸν Κτίσαντα ), o qual é bendito eternamente. Amém!” (Romanos 1:22-25)

O termo usado por Paulo é “τὸν Κτίσαντα” ( ton Ktisanta ), no tempo aoristo e no modo particípio ativo do grego ( singular masculino acusativo ). Literalmente, significa “Aquele que está criando“. A frase nominativa exata “ὁ κτίσας” é encontrada nos seguintes textos gregos antigos, traduzidos como indicado:

Mateus 19.4: o Criador (Aquele que criou)
3 Macabeus 2.3: o Criador
Sirach 24.8: o Criador

Observando esse termo podemos concluir matematicamente …

O criadorὁ κτίσας, “Ho Ktisas” ), soma das letras -> 70 + 20 + 300 + 10 + 200 + 1 + 200 = 801

Não é incrível?! É como se o SENHOR assinasse a Sua obra por meio da matemática. Não bastasse isso, o símbolo do Espírito do SENHOR, uma pomba, em grego “περιστερα” ( peristera ), também apresenta a mesma “assinatura” do Criador, que é o Alfa e o Ômega …

Pombaπεριστερα, “peristera” ), soma das letras -> 80 + 5 + 100 + 10 +200 + 300 + 5 + 100 + 1 = 801

Dessa forma temos um conjunto triplo que identifica o SENHOR Todo-Poderoso no grego: o Alfa e o Ômega, o Criador e a Pomba. todos apontando para o mesmo valor … 801.

Eu sempre gostei de observar como a matemática permeia tudo o que vemos em nosso universo, basta observar como toda a física, por meio de suas “leis”, busca representar através de fórmulas matemáticas tudo o que vemos. Pessoalmente acredito que a mensagem das Escrituras também apresenta, além da mensagem perceptível por meio dos alfabetos em que foi escrita, uma mensagem matemática que reitera, confirma e estende a mensagem percebida através de seus símbolos gramaticais, mas que devido aos seus valores ela nos permite perceber e fazer outros vínculos que revelam ainda mais do que está no texto aparente. Inclusive, isso nós sabemos também pela própria Escritura, pois ela mesmo atesta isso sobre os que tem sabedoria e os entendidos …

Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (Apocalipse 13:18)

Ou seja, é necessário conhecer as Escrituras profundamente … não apenas olhando para os seus textos nos idiomas originais, mas mergulhando em tudo o que abarca os alfabetos em que as Escrituras foram escritas; os seus símbolos atuais e antigos, as formas e os tamanhos das letras em que foram desenhadas, os variados significados das palavras e as suas raízes, assim como os seus valores e padrões que permitem perceber a linguagem matemática que as Escrituras apresentam abundantemente … a Palavra de Deus é muito mais rica, preciosa e profunda do que se pode imaginar … quanto mais eu estudo e mergulho em tudo o que a abarca, eu vejo que mesmo que vivesse mil vidas, ainda assim seria insuficiente para compreender a sua amplitude … talvez esse seja um dos propósitos da  eternidade em Cristo … aprender mais e mais da infinita majestade e beleza do Criador!

Como última abordagem nesse artigo, para não alongar demais o assunto, segue mais um vínculo entre ambos os alfabetos, grego e hebraico, quando se analisa matematicamente os seus textos … o termo em grego para “o Deus eterno” (vide Romanos 16:26) apresenta …

O Deus Eternoο αιωνιος θεος, “Ho Aionios Theos” ), soma das letras -> 70 + 1 + 10 + 800 + 50 + 10 + 70 + 200 + 9 + 5 + 70 + 200 = 1495

O valor de 1495 é exatamente o valor da soma de todas as letras do alfabeto hebraico (“Aleph-Beyt”), somando desde o Aleph “א” até o Tav “ת” ( soma de cada letra do alfabeto hebraico -> 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 + 10 + 20 + 30 + 40 + 50 + 60 + 70 + 80 + 90 + 100 + 200 + 300 + 400 = 1495 ).  Isso demonstra que ambos os alfabetos foram harmoniosamente projetados para suportar a plenitude da revelação do SENHOR ao homem, por meio de Cristo que é singularmente a Palavra encarnada, o qual é o propósito último de toda a Escritura.

Sendo assim, à luz de tal revelação, nada mais apropriado do que louvar ao SENHOR em conjunto com a Sua palavra fazendo coro com Paulo …

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inescrutáveis, os Seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o Seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a Ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11:33-36)

Que este conhecimento lhe seja inspirador para buscar aprofundar-se ainda mais no conhecimento do SENHOR e que o SENHOR lhe abençoe grandemente!🙏❤️