Ano-Novo … 2017

Meditando sobre o novo ano de 2017 que se aproxima, eu não poderia deixar de fazê-lo sem olhar essa questão a partir das Escrituras … e a primeira passagem que me veio à mente foi esta …

Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos (שׂנה shaneh).” (Gênesis 1:14)

Como destacado anteriormente, a palavra “ano” no hebraico é שׂנה (shaneh), que vem da raíz שׂנה (shanah) que significa, paradoxalmente, tanto repetir, fazer de novo quanto mudar, modificar. É interessante que em algumas “escolas de teologia”, quando um “paradoxo” se apresenta, elas simplesmente “travam” ou o definem como uma “antinomia” e param nisso … não buscam ir além para enfim compreender o ensino que se esconde por detrás desse tipo de situação. Neste caso, o conceito de ano na raiz das Escrituras está relacionado a um ciclo que se repete novamente e continuadamente, como atesta o texto de Gênesis acima referenciado, mas esses ciclos em si também trazem mudanças.

Observando essa questão pela perspectiva das Escrituras, isso significa que o caminho de Deus é um caminho cíclico, mas também de novidades e mudanças. Você não pode conhecer verdadeiramente a Deus e essa experiência não lhe mudar, lhe modificar ao conhecê-lo intimamente; e a vontade de Deus é a de que isso ocorra em um ciclo, como neste ano novo que está à frente (shanah). Alegoricamente, isso funciona como quando se sobe uma enorme escada em espiral … você tem a impressão de que está andando em círculos, mas na verdade, são repetições que possuem pequenas mudanças a cada degrau que se sobe … com novos começos, novos passos. Se você quiser experimentar um ano de coisas novas, você deve buscar crescer no conhecimento de Deus, subir os degraus da escada do conhecimento e da intimidade com Ele e optar por não andar na sua própria vontade, mas na vontade daquEle que está acima da natureza, acima dos tempos e épocas. Como está escrito …

Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo.” (Isaías 43:18,19)

Abra a sua vida para o novo da Sua vontade, e você irá andar em um ciclo crescente de novidade de vida e mudança … שׂנה (shanah). Eu recomendo que, de hoje em diante, você observe os seus dias a partir de uma perspectiva maior, que você aprenda com as Escrituras nesse quesito, como está escrito …

Ensina-nos a contar (מנה manah) os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” (Salmo 90:12)

Observe que o salmista nos instrui a “contar” os nossos dias para alcançarmos sabedoria, em hebraico o termo é מנה (manah), que significa: contar, numerar, considerar, preparar, designar … ou seja, isso significa que não devemos apenas observar e esperar passivamente para ver o que vai acontecer com os seus dias. Você tem que se preparar. E como posso preparar os meus dias antes de eles chegarem?! Para isso devemos aprender com Deus, pois antes de existirem os dias, o tempo, Deus preparou-os e deu-lhes um propósito. Então, se você é um filho de Deus, você deve fazer o mesmo. Como? Orando … ore, declare com suas palavras, por dias que ainda não existem, alinhando os seus planos aos propósitos do SENHOR, como está escrito …

 “Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece [o que fica de pé] é o propósito do Senhor.” (Provérbios 19:21)

A oração não é apenas para o que já existe, mas também pelo que ainda não é. Em oração, prepare, considere, designe os seus dias em Deus para trazer coisas boas, para consagrá-los aos propósitos de Deus. E, em seguida, use os seus dias para realizar esses propósitos. Prepare-os para que eles possam se tornar canais de bênção e vida. Conte, numere, considere, prepare, designe os seus dias. Aprenda com Jesus … segundo está registrado nos evangelhos, vemos que Jesus preparava os seus dias em oração …

[Jesus] Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava.” (Marcos 1:35)

O nosso mundo atual mede o sucesso principalmente pelo dinheiro, e isso acontece mesmo nos meios cristãos, mas o verdadeiro sucesso é proporcional ao conhecimento do SENHOR, em fazer a Sua vontade e realizar o Seu propósito para a sua vida e assim Glorificá-lO. Este é o sucesso que se deve almejar, como está escrito …

Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” (Jeremias 9:23-24)

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR, como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Oséias 6:3)

Que neste ano novo de 2017, você venha a subir muitos degraus dessa espiral no conhecimento, na experiência e na intimidade com o SENHOR! Que o SENHOR lhe abençoe e ilumine os seus dias!!!

 

 

Por que uma Coroa de Espinhos?!

Você já se perguntou alguma vez o porquê de escolherem tecer e colocar uma coroa de espinhos sobre a cabeça de Jesus?! É claro que o texto por si somente já elucida o motivo mais óbvio … chacota, escárnio …

… tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus!” (Mateus 27:29)

Não bastando isso, a narrativa de Mateus 27 segue e descreve também que tiraram dEle o caniço, o qual servia como uma espécie de sátira do “cetro real”, e com ele batiam-lhE a cabeça. O tempo imperfeito no grego do original desse texto indica pancadas repetidas e, devido a isso, provavelmente fez com que os espinhos pontiagudos entrassem ainda mais no crânio de jesus.

Mas, como muitos já perceberam, quanto mais mergulhamos nas Escrituras, mais ela nos revela. Portanto, vamos observar quando os espinhos aparecem pela primeira vez nos textos sagrados?! Veja aqui …

E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também espinhos e ervas daninhas, e você terá que alimentar-se das plantas do campo.” (Gênesis 3:17,18)

A descrição no livro de Gênesis denota que até o homem cair, não haviam espinhos na terra, mas como a queda amaldiçoou a terra, a mesma começou a produzir espinhos e ervas daninhas. Sendo assim, os espinhos são uma concretização física da maldição que sobreveio à terra e à humanidade, é um produto direto da maldição. Dessa forma, quando os soldados teceram a coroa de espinhos, a qual foi provavelmente confeccionada com plantas espinhosas próprias da região do palácio, que poderiam ser ramos de espinheiras ou dos ramos flexíveis da acácia síria que tinham espinhos tão longos quanto um dedo, eles estavam criando um símbolo de realeza, de autoridade, pois coroas são próprias para reis … mas nesse caso, os soldados estavam insinuando, provavelmente sem o saber, que Jesus era também … “Rei da Maldição”.

Espinhos falam de dor e lágrimas, de modo que a coroa de espinhos significa que Ele agora irá suportar a dor e as lágrimas da maldição destinada ao homem. Espinhos também falam de laceração, e assim Ele será dilacerado. Espinhos estão ligados à maldição, e a maldição está ligada à morte; portanto, a coroa de espinhos implicava que o Messias iria morrer; que Ele iria carregar o peso da maldição sobre a sua cabeça. Ele então se torna o “Rei de Espinhos”, o “Rei da Maldição” …

Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:3-5)

Entretanto, é importante lembrar que uma coroa também representa autoridade, representa alguém que reina, que possui poder sobre o reino. Jesus, ao suportar todo o peso da maldição, tornou-se Rei sobre ela, assim Ele não está mais submetido à ela, a maldição, mas agora está reinando sobre ela, acima dela … Ele a venceu … dessa forma então, todos os que estão debaixo de maldição e sofrimento podem agora ir à Ele e encontrar redenção, pois Ele tem autoridade sobre essas coisas, Ele é Rei também sobre elas e assim possui agora autoridade para transformar o que eram espinhos, em flores … o que era tristeza, em alegria … o que era maldição, em benção …. o que era morte, em vida!

Mal sabiam os soldados que, ao colocar a coroa de espinhos sobre Jesus, eles estavam concretizando de forma física através dessa coroa de espinhos que Ele, o Messias, se tornaria maldito em nosso lugar … não apenas um outro maldito qualquer, mas o “Rei da Maldição”, o único capaz de suportar todo o peso da maldição a ponto de vence-la e se tornar não apenas Rei acima da maldição, mas Rei sobre todas as coisas … o Rei dos reis!!!

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.” (Gálatas 3:13,14)

A Prensa de Azeite

Meditando hoje sobre o azeite de oliva, lembrei-me de duas coisas interessantes. A primeira é que a palavra em hebraico para azeite de oliva é שׂמנּ (shemen). A segunda é que a palavra para a prensa ou lagar usados na produção do azeite é גת (gath).

Quando você junta essas duas palavras גת (gath) e שׂמנּ (shemen), prensa de azeite ou azeites, você tem “gathshemen” ou “gatshmanim“. Você talvez não lembre, mas você conhece bem o som dessa palavra, pois representa um lugar muito conhecido pelos cristãos … “Getsêmani”, em grego γεθσημανι (Gethsemane), que significa … “lagar de azeite” … o lugar onde começou o sofrimento do Messias. Foi onde a prensa começou a se movimentar sobre Jesus, por isso não tinha local mais apropriado em todo o Israel para tal … perceba que tudo tem um propósito, nada é por acaso.

Esse movimento da prensa sobre Jesus começou a extrair dEle todo o seu “azeite”, começando primeiro por retirar a sua vontade própria (fazer a vontade do Pai) até terminar tirando dEle a sua vida. Mas todo esse “azeite” por Ele derramado não foi em vão, visto que todo esse “azeite” mais do que puro, esse fantástico “óleo de unção” extraído do Senhor, tem sido então derramado sobre a Igreja através do Espírito Santo ao longo dos séculos, desde o dia do pentecostes até os dias de hoje.

Então, quando a Igreja do Senhor também é “prensada”, através das perseguições e provas, ela derrama esse “azeite” que recebeu do Senhor pelo Espírito … e esse mesmo “azeite” derramado acaba alcançando outros que são “ungidos” por ele num processo contínuo e firme … por isso Tertuliano foi muito feliz ao dizer que: “o sangue dos mártires é semente dos cristãos”.

Essa prensa de azeite continua funcionando até hoje. O “Getsêmani” ainda atua sobre nós cristãos da mesma forma, buscando começar primeiro retirando de cada um de nós a nossa vontade própria, pecadora e egoísta, que está ligada a “velha natureza”; e então vai trabalhando e se movimentando sobre nós até que essa “velha natureza” morra, para que então ganhemos uma “nova vida”, sendo “nova criatura” em Cristo, com quem morremos e renascemos. Nascidos agora do “alto”, sendo livres da “velha natureza” e com a promessa de uma vida abundante e eterna no SENHOR.

Esse processo se tornará efetivamente completo em toda a sua extensão quando o Senhor voltar novamente; enquanto isso, nós vamos derramar o nosso “azeite”, alcançando e “ungindo” no processo a muitos outros, buscando terminar a nossa carreira plenos na realização dos propósitos do Senhor para as nossas vidas e, ao mesmo tempo, … vazios … sem que sobre qualquer “azeite” para ser extraído de nós …

Deus lhe abençoe, lhe fortaleça e lhe dê a Paz!

Negue-se a si mesmo …

Jesus nos diz que para seguí-lo, devemos negar a nós mesmos, como está escrito:

Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.” (Mateus 16:24,25)

Perceba que o termo em grego para “negue” [ a si mesmo ] vem de “απαρνεομαι” (aparneomai), que significa: esqueçer de si mesmo, perder a visão ou interesse próprio, declarar não ter conhecimento ou ligação com alguém [no caso consigo próprio]. Esse é o mesmo verbo usado quando Pedro negou a Jesus (Mateus 26:34,35).

Negar-se, então, significa estar disposto a desconsiderar os seus próprios interesses pessoais em um dado momento … ou seja, “trair” o seu próprio impulso egoísta que procura governar o ego em sua vida diária.

É algo como “desligar” a velha natureza e “ligar” a nova …

… no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.” (Efésios 4:22-24).

Negar a si mesmo significa “esquecer-se de si próprio“, porque você está inundado com o grande amor de Deus por sua alma e, portanto, você já “não se conhece mais”, segundo a carne, mas agora irá conhecer-se verdadeiramente em sua nova natureza de acordo com o Espírito de Deus …

Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:16,17).

Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura.” (Gálatas 6:15)

Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis.” (Ezequiel 36:26,27)

Você vive em anomia?

Estas palavras de Jesus são de dar um “frio na espinha” … apenas os tolos não as estudam em profundidade e as levam em consideração …

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade [anomia].” (Mateus 7:21-23)

Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade [anomia] e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mateus 13:40-42)

Lembrando que o termo traduzido como “iniqüidade” nesses dois trechos, vem do grego “ανομια (anomia, [a – nomos], negação da lei)”, que significa:

1) a condição daquele que não cumpre a lei, ou porque não conhece a lei, ou porque transgride a lei.

2) desprezo e violação da lei, iniqüidade, maldade.

Lembrando que João nos diz que o pecado (αμαρτια, “hamartia“) é a transgressão da lei (“anomia“) em 1 João 3:4, “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é [anomia] a transgressão da lei.

Se você se encaixa nestas práticas segundo os significados acima, recomendo rever-las! Ainda é tempo …

E para quem acha que na graça não há uma lei, veja o que diz Paulo claramente:

Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, NÃO ESTANDO SEM LEI PARA COM DEUS, MAS DEBAIXO DA LEI DE CRISTO, para ganhar os que vivem fora do regime da lei.” (1 Coríntios 9:20,21)

Além disso, a chamada “Lei de Cristo” dita por Paulo no texto acima, se harmoniza com o que disse o autor de Hebreus a respeito do novo sacerdócio, veja:

Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, quando se muda o sacerdócio, NECESSARIAMENTE HÁ TAMBÉM MUDANÇA DE LEI.” (Hebreus 7:11,12)

Perceba, o autor de Hebreus não eliminou a necessidade de uma lei no novo sacerdócio [ na dispensação da graça ], pelo contrário, ele evidenciou a existência de uma.

Para mais detalhes sobre o que abrange a chamada “Lei de Cristo”, do novo sacerdócio, recomendo a leitura de Mateus 5:17-48 e João 15, para começar, pois lhe darão uma boa idéia sobre isso.

Deus lhe ilumine e abençoe!!!

As medidas do Tabernáculo de Moisés e os seus significados proféticos

As medidas do Tabernáculo nas Escrituras são dadas em côvados, mas poderia também o côvado ser usado como medida de tempo?! Observando as próprias Escrituras … sim … Jesus mesmo faz uma aplicação desse tipo, apesar de não ser específico sobre o quanto de tempo se refere, a parte importante de sua aplicação é o uso do côvado também como unidade de tempo, como está escrito:

Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mateus 6:27)

Considerando isso, um aspecto adicional da verdade revelada no Tabernáculo diz respeito às suas medidas. As medidas para a construção do Tabernáculo foram dadas diretamente por Deus através do “modelo” fornecido à Moisés no monte Horebe. Certamente Deus tinha algo em mente, pois Ele nunca faz nada sem um propósito. Toda palavra que procede da sua boca é uma revelação da verdade divina, do mesmo modo que cada palavra que Ele falou à Moisés tinha uma porção especial de revelação.

O Tabernáculo em si contém muitos aspectos, não apenas nos revela verdades proféticas com relação a Cristo e à Igreja, como também pode ser interpretado em relação aos períodos de tempo relativos ao plano de redenção. A Bíblia menciona as medidas de três lugares: o pátio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.

1. A dispensação da Lei – o pátio

O pátio, com as suas paredes de cortinas de linho, deveria medir, de acordo as medidas expressas em Êxodo 26:9-19:

O lado norte – 100 côvados de comprimento
O lado sul – 100 côvados de comprimento
O lado oeste – 50 côvados de largura
O lado leste – 50 côvados de largura

Total: 300 côvados de perímetro

A cortina de linho que incluía o muro ao redor do pátio deveria ter cinco côvados de altura. A entrada do pátio também deveria ter cinco côvados de altura. Para determinar a área total do pátio temos que multiplicar 300 x 5. A área limitada pelas cortinas de linho (incluindo a entrada) era de 1.500 côvados quadrados.

Esse é um número profético dos 1.500 anos da dispensação da Lei, de Moisés até Jesus ou do Êxodo de Israel do Egito até a crucificação de Jesus Cristo no Calvário. É nesta parte que nós vemos as 60 colunas nas bases de bronze, com um topo revestido de prata e ligaduras também de prata. Isso representa os 60 homens da genealogia de Adão até o Messias registradas nos evangelhos de Mateus e Lucas.

2. A dispensação da Igreja – o Lugar Santo

O Lugar Santo do Tabernáculo media 20 côvados de comprimento, 10 côvados de largura e 10 côvados de altura, totalizando 20 x 10 x 10 = 2.000 côvados cúbicos.

Os 2.000 côvados cúbicos do Lugar Santo são proféticos dos 2.000 anos da dispensação da Igreja ou da presente dispensação do Espírito Santo, que teve início com a morte, sepultamento, ressurreição, ascensão, exaltação e glorificação do próprio Senhor Jesus Cristo, e o derramamento do Espírito no Pentecostes.

3. A dispensação ou era do Reino – o Lugar Santíssimo (Santo dos Santos)

O Lugar Santíssimo, ou Santo dos Santos, media 10 côvados de altura, 10 de largura e 10 de comprimento, sendo assim um lugar cúbico e quadrangular, formando um cubo com 1.000 côvados cúbicos (10 x 10 x 10). Nele havia apenas uma mobília, a arca da aliança. O Lugar Santíssimo era o próprio trono de Deus em Israel. Deus habitava entre o seu povo nesse Lugar Santíssimo quadrangular.

Os 1.000 côvados cúbicos do Lugar Santíssimo tornam-se uma profecia do período do Milênio, no aspecto relativo à terra e ao plano de Deus na redenção (veja o que é relatado em Apocalipse 20:1-6). A arca da aliança representa o trono de Deus e do Cordeiro, que estará com os homens aqui na terra (veja Mateus 6:9,10; Jeremias 3:17; Apocalipse 22:1,2).

Resumindo … das medidas proféticas do Tabernáculo, nós temos:

1. Os 1.500 anos da dispensação da Lei – de Moisés até Jesus
2. Os 2.000 anos da dispensação da Igreja – da primeira até a segunda vinda de Cristo
3. Os 1.000 anos da dispensação do Reino (milênio) – da segunda vinda até os novos céus e nova terra

É interessante se observar que as medidas do Lugar Santo e do Santíssimo são aproximadas, pois não há um texto descrevendo exatamente a distância da separação do Lugar Santo com o Santíssimo, portanto essa medida é inferida pelas outras informações dadas sobre o Tabernáculo, ou seja, em essência, dadas as medidas calculadas, seria mais correto dizer que o resultado é por volta de 2.000 no Lugar Santo e por volta de 1.000 no Santíssimo.

Compare essa medida de tempo de por volta de 2.000 anos e a sua conformidade com os seguintes textos abaixo, usando como chave o Salmo 90:4 que diz: “Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite“.

Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque Ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dEle [milênio]. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Oséias 6:1-3)

Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá. Quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar.” (Lucas 12:35-38)

 

* Adaptado com material de Kevin J. Conner

Quanto custaria o Templo de Salomão em Reais nos dias atuais?!

 

O Templo de Salomão foi sem dúvida, majestoso; lembre que o chão do Templo era de ouro, assim como as paredes e muito, muito mais …

É difícil avaliar com precisão, mas podemos ter uma idéia de base apenas por alguns dos materiais ( veja 1 Cr 22:1-5,14-16; 28:11-21; 29:1-3 ):

[ *** Importante: para o valor do talento, eu vou usar a medida mais comumente aceita e menor de 35Kg por cada unidade de talento … mas existem outras fontes que, no caso do ouro, estimava-se que o talento equivalia a cerca de 91Kg, enquanto que o da prata em cerca de 45Kg; números esses que poderiam mais que dobrar os valores das estimativas abaixo. ]

[ para facilitar vamos pegar uma estimativa da cotação do ouro em R$ 128 o grama e a prata em R$ 1,80 o grama ]

Ofertas pessoais de Davi:

– 3.000 talentos de ouro de Ofir ( 105 toneladas )
– 7.000 talentos de prata refinada ( 245 toneladas )

cerca de R$ 13,9 BILHÕES

Ofertas do Tesouro do Reino:

– 100.000 talentos de ouro ( 3.500 toneladas )
– 1.000.000 de talentos de prata ( 35.000 toneladas )

cerca de R$ 510 BILHÕES

Ofertas dos Líderes e do Povo:

– 5.000 talentos de ouro e 10.000 dáricos de ouro ( 175 toneladas de ouro e 10.000 moedas de ouro )
– 10.000 talentos de prata ( 350 toneladas )

cerca de R$ 23,4 BILHÕES

Ou seja, apenas em material de ouro e prata, o valor do Templo já alcançava cerca de R$ 550 BILHÕES.

Se você somar o bronze, ferro, madeira, pedras preciosas, pedras lavradas e outros materiais e ainda o serviço aplicado, este valor pode facilmente passar dos R$ 600 BILHÕES … a título de comparação, o Templo consumiu cerca de 3.800 toneladas de ouro; saiba que o governo dos EUA alegam ter em reservas de ouro a quantidade de cerca de 8.000 toneladas, ou seja, apenas o Templo consumiria hoje quase METADE das reservas de ouro do governo dos EUA. Mais do que tem a Alemanha, a segunda maior em reservas de ouro no mundo, com reservas de cerca de 3.300 toneladas. ( Veja sobre isso aqui ).

Fico imaginando como muitas pessoas de hoje reagiriam se vivessem naqueles tempos e tomassem conhecimento dos custos para tal empreendimento … possivelmente muitos teriam o mesmo comportamento de alguns discípulos, como está escrito:

Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício? Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres.” (Mateus 26:8-9)

Mas o que precisamos entender é que para o SENHOR sempre temos de dar o nosso melhor, afinal o preço que Cristo pagou por nós supera qualquer medida de valor que se queira usar, considerando esse ponto de vista, o custo do Templo foi uma ninharia …

Ao SENHOR seja TODA a Honra e TODA a Glória!!!