Escatologia – As Festas Judaicas e seus Significados Proféticos

Eu estou trabalhando num artigo sobre os diversos sinais escatológicos que podemos observar na época atual, mas antes disso acredito ser fundamental explicar o significado profético das Festas Judaicas. Infelizmente, para uma grande parte dos Cristãos atuais, as passagens de Levíticos 23 onde estão as ordenanças das Festas, são maçantes textos relacionados a cultura judaica apenas, sem maior significado. Grande engano, há muito mais por detrás dessas Festas do que muitos imaginam.

Primeiramente, repare que em Levítico 23.1, Deus define as festas para serem fixas e como santas convocações, ou seja, são convocações para uma assembléia sagrada para seu povo, uma espécie de ensaio geral e, se é algo sagrado e foi instituído pelo próprio Deus, não podemos ignorar sua importância. Os Cristãos não tem nenhum dever ou compromisso  de observar ou celebrar  essas festas, mas o entendimento do seu significado traz um ganho tremendo para a Fé. Jesus, como um judeu justo, celebrou as festas, como pode-se observar nos registros dos evangelhos, inclusive o Hanuká (conhecida também como Festa das Luzes ou Festa da Dedicação, leia em João 10.22-23) que é uma festa celebrada pelos Judeus em memória da purificação do templo da profanação de Antíoco Epifanes, celebração esta que não está na relação de Levíticos 23.

É interessante observar que em Levítico 23, a primeira ordenança envolve o Sábado, o qual deveria ser observado pelo povo de Israel como um descanso solene. Neste artigo não vou abordar o Sábado, mas sim as outras festas, devido aos seus significados. Meu objetivo é apresentar as sete Festas instituídas, onde as quatro primeiras, que ocorrem na primavera durante as épocas de plantio e colheita da cevada, já foram cumpridas por Cristo na sua Primeira Vinda, e que as três seguintes, que ocorrem no outono durante o período da colheita do trigo, se cumprirão profeticamente em sua Segunda Vinda. As quatro primeiras Festas são também conhecidas como “as primeiras chuvas” ou “chuvas temporãs” (primavera) e as três Festas seguintes são conhecidas como “as últimas chuvas” ou  “chuva serôdia” (outono), dessa forma, esses dois períodos de chuvas estão relacionados a Primeira e a Segunda Vinda de Cristo (leia Oséias 6.3, Joel 2.23, Deuteronômio 11.10-17 e Tiago 5.7-8). Veremos que essas Festas são ensaios feitos por Israel, das várias partes do plano de Deus para a humanidade.

Para compreender melhor as Festas e seus significados proféticos, vamos precisar entender melhor o calendário judaico, pois diferente de nós que temos um calendário solar, o judaico é baseado no ciclo lunar; dessa forma, cada mês começa com o surgimento da lua nova e cada dia começa com o surgimento da Lua (muitas vezes confundido com o pôr do Sol). Deus em Gênesis 1, instituiu esse sistema, declarando repetidamente que “… foi a tarde e a manhã, o dia …”. Os meses judaicos comparados ao nosso calendário, podem ser vistos da seguinte forma:

Mês Judaico  Mês Equivalente Aproximado
 01 Nisan/Abib  Março-Abril
 02 Zif/Iyar  Abril-Maio
 03 Sivam  Maio-Junho
 04 Tamuz  Junho-Julho
 05 Ab/(Av)  Julho-Agosto
 06 Elul  Agosto-Setembro
 07 Tishrei  Setembro-Outubro
 08 Bul/Heshvan  Outubro-Novembro
 09 Chilseu/Kislev  Novembro-Dezembro
 10 Tebeth  Dezembro-Janeiro
 11 Sebat/Shebat  Janeiro-Fevereiro
 12 Adar  Fevereiro-Março
 13 Ve-Adar/II Adar (Adar Sheni)*  Fevereiro-Março

* o mês Ve-Adar pode ser entendido como um ano bissexto.

O primeiro dia do mês é chamado de Rosh (Chefe) Hodesh (Lua), nesse dia o Shofar (chifre de carneiro) era soprado e tochas eram acesas para que cada pessoa soubesse que aquele era o primeiro dia do mês (leia Salmos 81.3-5). Alguns dias do calendário judaico são particularmente interessantes e possuem significados históricos relevantes, por exemplo:

  • Quatro eventos muito importantes ocorreram no primeiro dia de Nisan: o Tabernáculo de Moisés foi dedicado depois de sairem do Egito (Êxodo 40.17-35), O rei Ezequias purificou o templo (2 Crônicas 29.2-3), Esdras iniciou sua viagem de retorno para reconstruir o templo (Esdras 7.9), Artaxerxes publicou o decreto de reconstrução dos muros de Jerusalém (Neemias 2.1-8).
  • No dia 10 de Nisan ocorreu a santificação do cordeiro para a Páscoa conforme Moisés instruiu ao povo para prepararem o cordeiro (Êxodo 12.3-6). Cristo, nosso Cordeiro Pascal, é “separado” no dia 10 de Nisan (João 12.1-2).
  • O dia 9 de Ab/(Av) historicamente representa um dia de tragédias e infortúnios na história de Israel, a seguir uma relação de 8 fatos ocorridos nesse dia que os Judeus tradicionalmente lembram a cada ano, mais 4 outros eventos relacionados ao mesmo dia:
    1.  Dez dos 12 espias retornam em 9 de Av com o péssimo relatório sobre a terra prometida.
    2.  O Templo de Salomão começou a ser destruído pelos Babilônios em 9 de Av, o início do fogo foi no dia 9 e no dia 10 ficou completamente destruído.
    3.  O Segundo Templo foi destruído pelos Romanos em 9 de Av no ano 70 d.C. Segundo o historiador Judeu Flavio Josefo, o fogo nos muros e em parte da cidade começou em 8 de Av.
    4.  Em 71 d.C. o exército Romano lavrou todo o Monte do Templo em 9 de Av.
    5.  Bar Kochba foi morto e seu exército destruído no dia 9 de Av em 135 d.C.
    6.  Em 1290 d.C., a Inglaterra expulsou os Judeus do país no dia 9 de Av.
    7.  Em 1492, a Espanha expulsou todos os Judeus do seu país no dia 9 de Av.
    8.  Em 1914, no dia 9 de Av, a I Guerra Mundial foi declarada. No leste da Rússia, o governo Russo começou uma campanha de severa perseguição aos Judeus.
    9. Urbano II convocou as Cruzadas no ano de 1095, no dia 9 de Av.
    10. Queima dos Talmudes no ano de 1242 no dia 9 de Av.
    11. No ano de 1942, em 9 de Av, teve início no Campo de extermínio de Treblinka as primeiras mortes dos judeus sob a determinação de Adof Hitler.
    12. Em 18 de Julho de 1994, dia 9 de Av, foram mortos 86 judeus e mais de 120 ficaram feridos em um atentado terrorista contra a associação israelita na Argentina por um grupo terrorista, provavelmente o Hezbollah.

 

Agora, com base no que vimos até aqui, podemos ver a tabela das sete Festas Judaicas e seus dias para comemoração, conforme descrito em Levíticos 23:

Festa Época da Festa
 Páscoa  Primeiro mês, no décimo quarto dia
 Pães Asmos  Primeiro mês, do décimo quinto dia ao vigésimo primeiro
 Primeiros Frutos (Primícias)  Primeiro dia após o Sábado dos Pães Asmos
 Pentecostes  50 dias após a Festa dos Primeiros Frutos
 Trombetas  Sétimo mês, no primeiro dia
 Expiação  Sétimo mês, no décimo dia
 Tabernáculos  Sétimo mês, no décimo quinto dia ao vigésimo primeiro

 

Vamos agora analisar cada uma das Festa da tabela anterior em detalhes e seu significado profético.

Páscoa

A Páscoa é uma Festa que lembra a libertação do povo Judeu da escravidão do Egito, para nós Cristãos, nos lembra de nossa libertação da escravidão do pecado através de Cristo. Jesus é o Cordeiro Pascal definitivo e provido por Deus para a salvação dos homens, conforme profetizado durante todo o Antigo Testamento, desde a queda do homem.

O cordeiro tinha de ser sacrificado no crepúsculo ou no início do entardecer, o horário das 3 da tarde (a hora nona) era a divisão entre a Oblação (oferta) menor e a Oblação (oferta) maior. Jesus foi crucificado às 9 da manhã do dia 14 de Nisan e morreu (expirou) às 3 da tarde (Marcos 15.25), sendo sepultado as 6 da tarde daquele mesmo dia.

Na pessoa de Cristo, essa Festa teve seu cumprimento máximo, na Cruz, onde foi cravada a cédula de nossa dívida com Deus (Colossenses 2.14).

Pães Asmos

A Páscoa é seguida de uma semana de Festa dos Pães Asmos (não levedados). No Antigo Testamento, fermento poderia ser leite; ovo ou qualquer outro ingrediente que, ao ser adicionado na massa, poderia causar a fermentação. Normalmente o fermento é a “levedura”, e a massa se leveda quando é adicionada outra massa contaminada, nessa massa fresca e pura (Gálatas 5.9). O termo fermento ou levedo, no seu sentido mais amplo, é qualquer coisa que pode causar uma mudança numa massa maior. Referente às escrituras, é qualquer coisa que corrompe um ingrediente quando é adicionado.

E no caso de Cristo, o que isso representa? Vejamos:

      • Ele é o pão da vida.
      • Ele não teve fermento.
      • Ele foi açoitado, dilacerado, traspassado e moído por nós. Curiosamente o Matzo (pão sem fermento) é cheio de sulcos na aparência, o Matzo é perfurado para que o calor do forno possa passar por todo seu interior e o Matzo é feito de semente esmagada.

Em Cristo a Festa dos Pães Asmos foi cumprida, pois ele é o Pão da Vida sem fermento, do qual devemos nos alimentar continuamente para termos vida e vida em abundância.

Primeiros Frutos (Primícias)

Durante o ano existiam alguns sábados (“Shabat“) extras conhecidos como “Shabaton” ou como “O Grande Shabat“. Esses sete “Shabaton” extras caíam em dias especiais do calendário e não exatamente nas noites de sextas-feiras. O primeiro Shabaton do ano é no dia 15 de Nisan. No ano em que Jesus morreu, o dia 15 de Nisan caiu numa quinta à noite e na sexta de dia. Portanto, houve dois Shabats, um logo após o outro, ou seja, um Grande Shabat para a Páscoa, no dia 15 de Nisan, e o outro no dia 16 de Nisan que foi um Shabat normal celebrado na sexta a noite e no sábado durante o dia. Isso só pode ser encontrado no Novo Testamento somente se for lido no grego em Mateus 28.1 onde a palavra traduzida para Shabat é, na verdade, Shabaton e indo até Marcos 15.42 encontramos o texto dizendo claramente que “e portanto era o Dia da Preparação, isto é a véspera do sábado (Shabat), …”, veja também Mateus 26.62 e João 19.31. O “Dia da Preparação” refere-se a qualquer dia da semana, em qualquer data, antes de um Shabat.

A Festa dos Primeiros Frutos ou das Primícias teve seu cumprimento em Cristo através de sua ressurreição nesse dia, sendo assim Ele é o primogênito entre os mortos (Colossenses 1.18) para a vida eterna, Ele foi feito a primícia dos que dormem (1 Corintios 15.20). As manifestações descritas em Mateus 27.52-53 foram as Primícias de Cristo oferecidas a Deus Pai, aqueles santos que ressuscitaram foram os primeiros de uma imensa colheita que está para acontecer. A Festa das Primícias é a terceira e última Festa que Jesus cumpriu pessoalmente na Terra. Jesus estava presente fisicamente na Páscoa, nos Pães Asmos e nas Primícias. Ele subiu (ascendeu) ao céu depois de 40 dias, 10 dias antes do Pentecostes. Ele ainda virá fisicamente cumprir mais três Festas.

Pentecostes

Depois das Primícias conta-se o Omer (feixe), a contagem dos 50 dias é chamada de “contando o Omer“, contando os feixes. A nação de Israel ressuscitou quando saiu das águas do Mar Vermelho e 50 dias depois Deus deu a eles a Lei, a Torah. Jesus ressuscitou e 50 dias depois Deus nos concedeu o Ruach Ha’Kodesh (o Espírito Santo). Ambos os casos citados tem o mesmo propósito (João 16.13 e Gálatas 5.22-23).

A Festa hebraica é chamada Festa do Shavuot. Shavuot significa “semanas” e se refere as semanas que estão entre as Festas das Primícias e do Pentecostes. Nas Primícias, um feixe de “grãos ázimos” era movido perante Deus, exatamente como Jesus, sem pecados, foi movido (levantado) diante do Pai. No Shavuot, dois pães levedados (porosos) eram levantados diante de Deus. Já que os dois pães contem levedura (fermento), o que eles representam? Os dois pães são as duas partes da Igreja, a judia e a gentia, mas ambas contem pecado. O término dessa quarta Festa traz o encerramento das Festas das primeiras chuvas, as chuvas temporãs. Jesus falou sobre o Pentecostes em vários momentos, inclusive no dia de sua ascenção (Atos 1.4-9).

 

Podemos resumir as 4 primeiras Festas da seguinte forma:

Páscoa: Convocação pela morte do Messias.

Pães Asmos: Convocação pelo sepultamento do Messias.

Primeiros Frutos (Primícias): Convocação pela ressurreição do Messias.

Pentecostes: Convocação pela nomeação e delegação de poder ao povo dado pelo Messias.

Vamos observar agora as 3 Festas seguintes, relacionadas as últimas chuvas, a chuva serôdia, que estão para se cumprir. Como vimos nas 4 primeiras, Deus zela pelo cumprimento das Festas de acordo com seus significados e podemos esperar fatos relevantes também para as Festas de outono.

 

Trombetas

O dia 1 de Tishrei inicia a Festa das Trombetas ou Yom Teruah (O Dia do Estrondoso Despertar) ou ainda o Rosh Ha’Shanah (Cabeça do Ano, o dia do Som do Shofar). Essa é a única Festa que começa com a Lua Nova. O Shofar tinha suma importância na celebração do Ano do Jubileu. Como todos os meses do calendário, o primeiro dia de Tishrei começa com o brilho de uma lua nova. Os vigias no oriente de Israel ficavam observando até que surgisse o primeiro raio ou sinal da lua nova e esse sinal era transmitido rapidamente de vigia em vigia até chegar no Templo. O sacerdote ficava em pé no parapeito a sudeste do Templo e soava o Shofar para que fosse ouvido em todo vale ao redor. Assim que o sacerdote soava o Shofar, os tementes a Deus, verdadeiros servos, interrompiam imediatamente a colheita, mesmo que ficasse ainda mais para ser colhido, deixavam tudo lá mesmo, no campo. Era época de trigo e eles paravam tudo e se dirigiam para o Templo, para adoração do dia de ano novo, a Festa das Trombetas.

Jesus usou essa ilustração para descrever a sua Segunda Vinda. Paulo associa claramente o “soar das trombetas” com a Segunda Vinda de Cristo sobre as nuvens (1 Tessalonicenses 4.16-17 e 1 Coríntios 15.51-52). Isaías associou o uso do Shofar com a vinda do Messias (Isaías 51.9 e 60.1). Paulo associou o despertamento estrondoso com o Shofar e com o arrependimento dos pecados e citou Isaías 60.1 em Efésios 5.14-17.

O Rosh Ha’Shanah é também chamado de Yom Ha’Din, o Dia do Juízo, uma época em que as cortes celestiais se reúnem e fazem uma análise completa da vida de cada pessoa. Os 30 dias de Elul, antes do primeiro dia de Tishrei é, então, tempo de se voltar para Deus e os 10 dias que precedem ao Yom Kippur (Dia do Temor, Expiação), são chamados de Dias de Temor ou “Os Dias Terríveis”. Exatamente como o Judeu faz anualmente, vemos que precede o encerramento do Rosh Ha’Shanah e que inaugura o “Dia do Senhor” (Sofonias 2.1-3). Uma curiosidade relevante, os rabinos ensinam o seguinte:

      1. No Rosh Ha’Shanah cada pessoa é julgada.
      2. Deus abre três livros e todos aqueles que tinham se voltado para Ele, seus nomes estavam escritos no Livro dos Justos.
      3. Depois disso Deus divide o restante em dois grupos:

a) O primeiro grupo é o Rashim (completamente iníquo) e seus nomes são escritos no Livro dos Rashim, um livro que contem os nomes daqueles que são totalmente ímpios. O destino dos Rashim é selado no Rosh Ha’Shanah porque eles rejeitaram, por suas próprias escolhas, a salvação provida por Deus pelo Seu Messias.

b) O segundo grupo é chamado de Intermediários. Esse é o maior grupo e que nem é considerado justo ou completamente iníquo. A esse grupo é dado 10 dias a mais para se arrepender, antes do início do Yom Kippur. Se eles se arrependerem até o Yom Kippur, então seus nomes são escritos no Livro dos Justos, mas se não, vão para o Livro dos Completamente Iníquos. O destino de cada um é determinado no Yom Kippur.

Expiação

A palavra expiação, kipper, literalmente significa “cobertura do pecado”. A oferta pelos pecados oferece o perdão de Deus ao ofensor, uma expiação pelo pecado. O Yom Kippur ocorre no dia 10 de Tishrei e é o dia de adoração mais solene e mais sagrado no Judaísmo. Ele é chamado de “O Sabbath dos Sabbaths”. Esse é o dia em que todo Israel chora por seus pecados. Esse é o único dia do ano em que o sumo-sacerdote entra no santíssimo lugar ou “santo dos santos”, o lugar mais sagrado.

Deus revelou Sua intenção de que o Yom Kippur deveria ensinar o perdão de todas as dívidas; a libertação daqueles que estavam em algum tipo de servidão e o retorno das possessões. Quando Ele instituiu o Ano do Jubileu, a cada 50 Yom Kippur teria que ser um jubileu mesmo, ou seja, um júbilo. Era uma prática que deveria começar 50 anos depois de sua instituição, no entanto essa celebração ainda não foi realmente celebrada de verdade. Israel ainda aguarda a celebração completa do seu primeiro Jubileu, que vai acontecer quando o Messias retornar.

O Yom Kippur, ou Dia da Expiação, vem da palavra Kaphar que quer dizer “cobrir”. Jesus é a nossa propiciação ou cobertura, Ele é a nossa expiação que apaga completamente os nossos pecados.

Tabernáculos

A Festa dos Tabernáculos ou Sukkot é também chamada de “Festa das Tendas” ou “Festa das Cabanas” (Sukkahs). A Festa do Senhor e a Festa do Recolhimento da Colheita. Essa é a terceira das Festas da colheita, uma grande temporada de júbilo e alegria. Começa 5 dias após o Yom Kippur, no dia 15 de Tishrei, na lua cheia e dura 7 dias. A Festa comemora a provisão e o abrigo de Deus durante o êxodo e ilustra Sua habitação no mundo porvir, a Nova Jerusalém. A Festa dos Tabernáculos continuará a ser celebrada durante o reino milenial de Cristo (Zacarias 14.16-19).

O sétimo dia da Festa dos Tabernáculos foi chamado de Hosha’Na Rabba, que significa o Dia da Grande Hosana. Assim como todos os dias os sacerdotes derramavam água no Templo durante a Festa dos Tabernáculos, Jesus também se colocou no monte do Templo e declarou ser a verdadeira Água da Vida, a Vida no Espírito, estava sendo derramada de dentro Dele mesmo. Durante a Festa dos Tabernáculos, o Monte do Templo ficava impressionantemente iluminado com muitas tochas e lanternas. No Templo completamente iluminado Jesus declarou ser Ele mesmo a verdadeira Luz. Essas tradicionais alusões à água e à luz, como aqui mencionados, lembram parte do descritivo da Nova Jerusalém que desce do céu, conforme está escrito no livro de Apocalipse 21.9-27.

Jesus em pessoa é o nosso Sukkot, nosso verdadeiro tabernáculo que habitará perpetuamente entre os homens.

 

Com isso finalizamos esse pequeno estudo sobre as Festas e seus significados proféticos. O cumprimento das últimas três Festas está próximo, os sinais estão cada vez mais visíveis. Nos artigos anteriores dessa série de Escatologia, já apresentei em que época estamos, no próximo artigo vou apresentar vários sinais relacionados à essa época atual em que vivemos. Se deseja estudar com mais profundidade os temas das Festas aqui abordados, recomendo a leitura do livro “As Festas Judaicas do Antigo Testamento” do Dr. Grady Shannon McMurtry (veja aqui), este artigo foi uma adaptação de vários trechos dessa obra.

Que Deus o abençoe e ilumine Seu rosto sobre você!!!

 

 

41 comentários em “Escatologia – As Festas Judaicas e seus Significados Proféticos

  1. Graça e Paz!

    Maravilhoso este artigo! Amo bastante estudos das Festas Fixas do SENHOR, do Tabernáculo e profecias em geral, principalmente as que falam dos últimos dias! Precisamos estar atentos aos acontecimentos, para que possamos perseverar, e não sejamos pegos de surpresas, assim como os que dormem! Precisamos alertar a todos quanto possível a respeito destes fatos eternos! Deus seja Louvado!
    “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. (Apocalipse 1.3)

  2. Meu irmão está estudando sobre esse tema. Gostei muito do seu blog. Todo cristão deveria conhecer sobre as festas. Estudo maravilhoso! Parabéns!

    1. Verdade! Pena que muitas pessoas nao procuram se aprofundar mais nais coisas do Senhor

  3. Paz!
    Também gostei muito da sua explicação.
    Gosto muito de estudar o Pentateuco.
    Mas confesso que não compreendi muito bem a relação da Festa dos Pães Sem Fermento com o sepultamento do Messias.
    Cronologicamente faz sentido.
    Mas não consegui enxergar nenhuma relação bíblica que aponte para isso.
    Você poderia me ajudar?
    Que Deus abençoe a sua vida!

    Um abraço.

    1. Oi Bruno,

      Paz meu irmão! Além das analogias de Cristo com o Pão sem fermento que comentei no artigo, há uma curiosidade com uma tradição que ocorre durante a festa da Páscoa em diante relacionada ao pão. No caso o Chefe da família divide “Matzoh” (pão sem fermento) no meio e embrulha uma parte escondendo-a (algo como que sepultando-a) debaixo de uma almofada ou algum local similar, por exemplo. O outro pedaço é colocado de novo na mesa. O pedaço escondido chama-se “Aphikomem”. E é considerado precioso. Todos ficam em pé, seguram o prato de “Matzoh” e recitam: “Este é o pão da aflição que nossos pais comeram no Egito. Deixem todos os que tem fome entrar e comer e os que estão em falta, entram para celebrar a páscoa. Hoje estamos celebrando-a em Jerusalém. Este ano, somos servos, no ano que vem, seremos livres na terra de Israel. No fim do Seder (jantar de Páscoa) uma criança procura o “aphikomen” que foi escondido antes. A criança que o encontra recebe um presente. Jesus é o pão sem fermento da festa dos pães asmos e o pão que é “escondido” por um tempo, antes das primícias.

      Recomendo também, se puder, assistir a este vídeo legendado, pois é rico em dados a isso relacionados: https://www.youtube.com/watch?v=aeLeq8mz68I

      Um grande abraço!

    2. Muito obrigado, irmão Dionei, pela explicação!
      Vou assistir ao vídeo ainda hoje.
      Que Deus abençoe a sua vida!

      Um abraço.

  4. Esse assunto me emociona, é bom demais, os cristãos deveriam atentar mais para essas festas e seus significados, e não pensar que é só para os judeus,sendo que o apóstolo paulo diz que a igreja está atrelada a Israel. PArabéns pelo assunto abordado!

  5. A festa judaica de pentecoaste,que tem sua origem na libertação do povo judeu , na passagem do mar Vermelho comandado por moisés. O Jubileu Pascoal de 50 em 50 anos que descreve o livro de levítico 25 , estes ainda são comemorados hoje e qual é a data da comemoração ?

    1. Oi Manoel,

      O jubileu não tem sido comemorado há muito, muito tempo devido a uma série de fatores relacionados a esta festa em particular e necessidades envolvidas. Como curiosidade, entre os rabinos ortodoxos (que não acreditam que Jesus é o Messias) houve muito burburinho neste novo ano judaico de 5776 devido a crença entre muitos de que o Messias que eles esperam pudesse aparecer nesse novo ano e instaurar o reinício da comemoração do jubileu. De qualquer forma recomendo que você dê uma olhada nestes dois links que vou passar, a título de curiosidade, aqui o primeiro ( https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1105483542814987&set=a.874784435884900.1073741827.100000600541195&type=3 ) e aqui o segundo ( http://dcvcorp.com.br/?p=1651 ). Deus lhe abençoe!

  6. Deus continue te iluminando, para que através de ti sejamos também iluminados pela luz do conhecimento de Cristo Jesus. Muito me ajudou. Graça e Paz

  7. Gostaria de saber mais sobre as festas judaicas,gosto do assunto porém não sei muito pois osu católica,mas vi os 10 mandamentos e tem muito a ver,
    Obrigado,

  8. Olá

    Paz meu irmão. Deus continue te abençoando e te usando profunda e poderosamente! Amei o estudo! Sempre tice curiosidades!! Agora por favor, me tire mais uma dúvida: ”A festa das luzes”, seria a mesma que a”a festa dos Tarbenáculos”? Não consegui entender isso! Me ajude por favor!

    1. A paz irmã! Fico contente do estudo ter-lhe sido útil. Desculpe a demora, mas nessa época de início de ano eu diminui um pouco as atividades. 🙂
      A “Festa das Luzes” (ou da Dedicação, ou o Hanuká) é outra festa, criada posteriormente devido a uma questão histórica ( veja aqui: http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/a-festa-de-hanuka/ ) e não vem das ordenanças divinas feitas na Lei, portanto, ela não tem vínculo com a Festa dos Tabernáculos.

  9. A Paz de Cristo amado! Muito bons os seus estudos. Continue neste propósito. Desejo continuar lendo o site e participando. Hoje quero só agradecer. Sou Coordenador e Professor da FACECADS Sorocaba – Núcleo Teológico de Laranjal Paulista – SP. Graça e Paz te sejam multiplicadas!
    PS: Pr. Roseval WF.

    1. Oi Wagner, foi no mês de Nissan (o mês da Páscoa), o mês de Tishrei é o mês do Yom Kippur (Dia da Expiação).

  10. Formidável. Esse trabalho ilustrou o que tenho aprendido sobre a cultura judaica nos livros de Simon Schama e de Antonius H.J. Gunneweg. Estou convicto de que para entender profundamente as Sagradas Escrituras é necessário estudar a História dos Judeus, principal e necessariamente quando se escolhem historiadores cristãos.

    Joacy Vasconcelos

  11. Sou Pastor Batista, gostei muito do assunto abordado pelo irmão, sobre festa judaica, poderia me envia cópia: Obrigado – Pr. Diogeno

  12. Sou novata nos ensinos judeus, porém não na fé. Minha busca para entender melhor o Shavuot, me trouxe a esta página e estou saindo dela edificada. Deus sempre me ensinou através de livros, leituras e estudos, leitura da Palavra nas madrugadas. Neste tempo Deus tem me usado para compra de livros para meu marido e seu avanço nos conhecimentos judaicos alegra meu coração, pois antes de nos casarmos, eu já sabia que ele é descendente da tribo de Benjamim. Somos casados a quase 17 anos e Hashem começou a ter com ele, e o chamar de volta pra casa, e esclarecer a Torah e Judaismo a partir de 2015, e tudo tem se dado muito rápido. Me tocou a comprar s último Chumash – Genesis disponível, formando a coleção com os 5 livros Chumash edição Gutnick . Também Anatomia da Alma, Zohar, Dicionário Judaico, e outros. Claro, agora, sim, posso ser uma “tsadik secreta” e me colocar na posição de perguntar a meu marido o que não sei. Agradeço este estudo maravilhoso.

  13. Se você estudar associado às professias de Danielem um estudo meticuloso Vera que ate 2300 tardes e manhãs o santuário seria purificado ( festa da expiação ) após o determinação por artaxerces para o povo judeus saírem e reconstruírem jesuralem Vera que caiu em 1844. Onde os milleritas acreditavam que cristo iria voltar e ocorreu o grande desapontamento aí iniciou o juízo investigativo. Que deve culminar com a festa dos tabernáculos quando da Segunda vinda de Cristo. Um tema muito bom a se estudar quando cruzamos as festas judaicas, santuário, Daniel e Apocalipse, somente quero identificar entre Pentecostes e expiação em 1844. Que eventos teria sido as festas das trombetas, será que poderia ser o início da reforma protestante? Alguém que tiver um assunto aprofundado através da visão historicista poderia me encaminhar

  14. Muito bom irmão!
    Sou missionário adventista e estou ensinando um pouco da Palavra de Deus com minha família, pois sou até o presente momento o único adventista da família. E já iniciei pregando sobre o Senhor JESUS, fé, salvação, amor, etc. E agora desejo mostrar-lhes a ligação entre os judeus e nós cristãos, que assim como Deus pedia a obediência ao povo de Israel, assim Ele nos pede hoje, que hoje somos o Israel espiritual. Não sei se fui claro!?
    Você teria algum material para me acrescentar no conhecimento desse tema?
    Desde já meus agradecimentos e que o SENHOR continue te usando poderosamente.

  15. Olá, Shalom a todos. Sobre o comentário do irmão Frank acima. Irmão não existi Israel Espiritual, esse termo tem um tom leve de Anti-semitismo. Efésios 2, nos diz que somos povo de ISRAEL. Não se limita a uma religião, mas há um povo. Pena que nosso lideres não pregão este capítulo. Abraço e Gadol Shalom (Grande Shalom).

  16. irmão dionei acompanho estudos bíblicos sobre as festas e sua crucial importância para entendimento da palavra concordo com muito do que o irmão falou.sobre a páscoa,sobre os asmos na velha aliança o fermento era tirado do arraial separando o povo do pecado,na nova aliança cristo ressuscita nos asmos se oculta separando-se das pessoas pois todos temos pecados,aí segue as primícias como o irmão falou,acredito no cumprimento do pentecostes quando o messias se manifesta aos seus e diz,É ME DADO TODO O PODER NO CÉU E NA TERRA.depois vem as trombetas o messias fica na terra por 40 dias falando das coisas do reino de DEUS ,agora sim é preciso ascender e entrar no santo dos santos para fazer a expiação dos pecados,embora ela tenha sido feita na cruz ,ainda pecamos e necessitamos de expiação,é o que o messias está fazendo agora a sexta festa e então saíra do tabernáculo celestial com os pecados dos salvos expiados e os introduzirá nos tabernáculos agora na realidade e não sombra como na velha aliança na figura de arão.pelos estudos que tenho acompanhado pra mim é o que faz mais sentido,minha intenção é a mesma do irmão buscar a verdade. a paz de cristo irmão.

    1. Obrigado pelo comentário João, que o SENHOR nos permita cada vez mais entendermos e conhecermos os Seus propósitos. Deus lhe abençoe grandemente.

  17. Boa noite a todos,
    Temos estudados as Parasha em nossa Igreja, e nos atentado muito mais ao Pentateuco.
    D´us tem nos revelados muito de sua palavra, as festas Bíblicas são chaves para as promessas de Yehua em nossas vidas, tem sido maravilhoso para nós.
    Este artigo sobre as festas é muito rico, tenho certeza que vai ser uma benção para quem tem mergulhado em entender as promessas de D´us para a sua Igreja , e também olhar para Israel os Judeus o povo escolhido por Yeshua.
    Entender isto, é entender o propósito de D`us para a sua vida..

    Visitem nossa pagina no FACE
    MINISTÉRIO PROFÉTICO TABERNÁCULO DE DAVI

    SHALOM A TODOS ..

  18. Amado irmão , fiquei muito alegre no seu comentarios das festas Judaicas ,mas o que me chamou atenção especial foi na festa da trombeta ( soar das trombetas ) fiquemos atentos observando em seus comentarios me atentei para a seguinte questão : Jesus nasceu em uma festa , morreu em uma festa , voltou dos mortos em uma festa , a igreja nasceu em uma festa ,e minha conclusão vai voltar na festa das sete trombetas .
    Fiquemos atentos os evangélicos só pensa em prosperidade e não lembra de salvação , muito obrigado e fique com Deus.

  19. SÓ UMA COISA GOSTARIA DE QUE COMENTÁSSEMOS, NO ESTUDO FOI APRESENTADO QUE CRISTO PARTICIPOU DE 4 DAS 7 FESTAS, TODAVIA EM JOAO MOSTRA QUE CRISTO ESTAVA PRESENTE NA FESTA DOS TABERNÁCULOS. JOÃO 7.37

  20. segundo estudiosos falam que o filho Emanuel e não Jesus ele nasceu no 1 semana do tabernáculo 15 dia do 7 mes e qto ao nome Emanuel vejam a profecia no livro de Isaias 7:14 e 8:8 e cumpriu-se em Manyaoh (Mt) 1:23 não existe profecia nos livros dos profetas do nome Jesus como diz o anjo em Mt 1:21e em Hebraico IMANNul qdo, que vcxs vão aprender a crer em profecias? ou no comentario humano?

  21. Para complementar acerca do dia da morte de Jesus (14 nissan) devo dizer que há a considerar 2 posições diferentes acerca do ano.
    Se foi no ano 30, podemos concluir que o dia da semana foi numa 4ª feira e 5ª feira (15 nisan) foi um sábado. Neste caso, houve 2 sábados nessa altura: dia 15 (5ª) e o sábado semanal. dia18 nissan doa ano 30.
    Se foi no ano 33, como muitos pensam só houve um sábado e o sábado semanal ocorreu no dia 15 de nissan.

    1. Boa noite Luis! Obrigado pelo comentário e você tem toda liberdade para replicar o texto como desejar! Um grande abraço e que Deus lhe abençoe grandemente!

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