Célula do ISIS é Presa no Brooklyn – Ataques Planejados Contra Obama nos EUA

A prisão feita pelo FBI de três membros do Estado islâmico em Nova York é, em grande parte, devido a um informante confidencial em uma mesquita.

 

por Ryan Mauro,

 

 Imagem a partir de um vídeo do Estado Islâmico que descreve a decapitação de egípcios coptas. 

 

O FBI prendeu três membros do Estado Islâmico (ISIS) no Brooklyn, em Nova Iorque, em grande parte devido a um informante confidencial, não identificado, em uma mesquita. Os conspiradores discutiam a realização de um ataque na América se eles fossem incapazes de se juntarem ao Estado islâmico na Síria.

Os três suspeitos de terrorismo são: Abdurasul Hasanovich Juraboev, Akhror Saidakhmetov e Abror Habibov. Os envolvidos deixaram claro que as suas intenções violentas não são motivadas por queixas políticas. Eles são motivados pelos ensinamentos islâmicos que exigem dos muçulmanos de participarem numa jihad violenta por causa de um “Califado Global” e pelas profecias apocalípticas [islâmicas].

Juraboev é um residente permanente dos EUA e cidadão do Uzbequistão. Não está claro quando ele foi radicalizado mas ele disse aos membros do Estado Islâmico online que sua família no Uzbequistão não é religiosa e devota. Ele frequentava um site uzbeque que implorava que cidadãos uzbeques se juntassem ao Estado Islâmico e lutassem por um “Califado Global”.

Em 8 de agosto, Juraboev escreveu um post no site sob um pseudônimo falando sobre seu desejo de “infligir medo no coração dos infiéis”, o que faz referência ao Alcorão (3:151). Ele perguntou se ele poderia se juntar ao Estado Islâmico mantendo-se nos Estados Unidos e se seria aceitável para ele se tornar um “mártir” por tentar atirar no Presidente Obama.

O FBI viu a mensagem, rastreou o endereço IP para o seu endereço no Brooklyn. Ele admitiu às autoridades que ele apoia o Estado Islâmico e que gostaria de se juntar ao grupo terrorista na Síria. Ele disse que ia matar o presidente Obama ou fazer um atentado com bomba em Coney Island, se o Estado Islâmico ordenasse a ele que o fizesse e a “ordem tinha base no Alcorão e na ‘Sunna’ (as tradições do Profeta Maomé)”.

A acusação resume sua explicação da seguinte forma:

“Embora admitindo que ele não goste do presidente Obama por causa de seu papel na morte de muçulmanos através do seu apoio à Israel e ao recente bombardeio do ISIL [o Estado Islâmico], Juraboev afirmou que ele não iria matar o presidente Obama por causa da má vontade em relação a ele, mas sim por causa de “Alá“. [grifo meu]

Ele também deu ao FBI uma declaração por escrito sobre as suas crenças. Em uma parte do testemunho se lê, “o islâmico que é correto está lutando sob o califado contra politeístas e infiéis“. O Estado Islâmico caracteriza cristãos como politeístas no vídeo onde decapitou 21 egípcios coptas na Líbia.

Juraboev disse ao FBI que o segundo suspeito, o seu colega de trabalho do Cazaquistão, chamado Akhror Saidakhmetov, também apoia ao Estado Islâmico e quer ir para a Síria ou executar o terrorismo nos Estados Unidos. Saidakhmetov também fez um post no site do uzbeque elogiando o vídeo do Estado Islâmico: “Sobre a Metodologia Profética”, que afirma que o Estado Islâmico está cumprindo as profecias do “fim dos tempos”.

Em setembro de 2014, um informante confidencial para o FBI, não identificado, em uma mesquita, se aproximou de Juraboev e fingiu apoiar o Estado Islâmico. O informante conheceu Saidakhmetov no dia seguinte e os três discutiram planos para se juntarem ao Estado Islâmico na Síria, viajando através da Turquia.

As conversas foram gravadas pelo informante provando que os dois suspeitos estavam considerando realizarem planos terroristas dentro dos EUA. Uma de suas idéias era se juntar às forças armadas dos Estados Unidos, a fim de compartilhar o conhecimento do campo de batalha com o Estado islâmico, mas Juraboev não achou que Saidakhmetov seria capaz de desempenhar o papel. Mesmo que Saidakhmetov professasse que ele iria abrir fogo contra os soldados dos EUA se fosse pego, o plano foi abandonado.

Saidakhmetov também declarou que ele iria fazer um tiroteio contra os policiais e a sede do FBI, se ele fosse impedido de ir para a Síria.

O terceiro suspeito, um uzbeque do Brooklyn, chamado Abror Habibov, é um defensor Estado Islâmico que estava disposto a patrocinar os outros dois para irem para a Síria.

No início desta semana, o FBI prendeu Abdirahman S. Mohamud em Ohio, por conspirar para fornecer ajuda material a terroristas no Oriente Médio. As autoridades não divulgaram de qual grupo que era. Eles aparentemente tinham medo de algo iminente, pois apresentaram queixas no Tribunal Comum local para que não houvesse “uma ação rápida”. Queixas adicionais virão.

O Departamento de Justiça prendeu cinco suspeitos bósnios de terrorismo apenas há algumas semanas atrás pelos seus laços com o Estado Islâmico e com um braço da Al-Qaeda na Síria, a Jabhat al-Nusra. Um sexto suspeito que foi indiciado já havia deixado o país.

Em janeiro, um combatente do Estado Islâmico, chamado Christopher Lee Cornell, foi preso em Ohio enquanto ele planejava um ataque contra o edifício do Capitólio dos EUA. As autoridades encontraram dois rifles semi-automáticos e 600 cartuchos de munição, em preparação para o ataque.

Ao todo, 10 islamitas suspeitos de terrorismo foram presos na América neste ano e de todos, apenas um não tinha ligações com o Estado Islâmico. Para colocar isso em perspectiva, cerca de 14 suspeitos foram presos no ano passado, quando tentavam deixar a América para se juntarem ao Estado islâmico.

A detenção desta célula de três homens do Estado Islâmico deve lembrar-nos da importância do FBI e do uso de informantes infiltrados, quando tal se justifique para satisfazer os suspeitos e, se necessário, segui-los em mesquitas.

O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR), uma entidade da Irmandade Muçulmana dos EUA, ataca implacavelmente o FBI pelo seu uso de informantes dentro da comunidade muçulmana e em mesquitas quando tal se justifique. O CAIR acusa o FBI de torturar muçulmanos inocentes e usar agentes disfarçados para radicalizar propositadamente aos muçulmanos. O CAIR tem ido tão longe a ponto de dizer que a guerra contra o terror é “criada”.

A propaganda é tão alta que o Conselho Muçulmano de Assuntos Públicos (MPAC), um grupo com sua própria história perturbadora que tem tomado uma linha mais anti-islâmica nos últimos anos, diz que isso não é verdade. Um estudo de 2013, citado pelo MPAC, mostra que apenas cerca da metade das prisões de suspeitos da Al-Qaeda na América envolveram um informante.

“Alguns afirmam que a maioria das prisões de suspeitos da Al-Qaeda no nosso país foram o resultado de informantes que ‘armaram’ para os réus. Devido a isso, alguns têm argumentado que o FBI é responsável pela fabricação de mais um desses casos. No entanto, as evidências não sustentam essa noção”, escreve o MPAC.

As prisões desta semana no Brooklyn e em Ohio mostram porque essa propaganda precisa ser combatida. A demonização do FBI pelo CAIR faz os muçulmanos menos propensos a relatarem uma ameaça ou até mesmo para entenderem que a ameaça existe. O FBI merece um melhor tratamento.

 

* Artigo traduzido por mim, link do original aqui: ISIS Cell Arrested in Brooklyn – Planned Attacks on Obama, US

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