Por que se aprofundar no estudo da Palavra?

Quem se limita no estudo da Palavra de Deus, limita em sua vida o Deus da Palavra.

Vou explicar melhor … é comum eu ver pessoas que ao lerem e estudarem as Escrituras, pulam textos ou livros inteiros, ou por acharem chatos, ou por acharem complicados, ou até mesmo porque o texto as confronta em seu viver ou em sua teologia, isso entre outros tantos motivos … e assim estes “fatiam” as Escrituras apenas naquilo que lhes interessa. Lamento dizer, mas essa não é uma atitude sábia, pois quem faz isso por não gostar, por exemplo, de textos de genealogias, quantidades de tribos, ou de livros tais como Levítico, Números, Cantares, Ester, Provérbios, Daniel, Ezequiel, Judas, Hebreus, o “famigerado” Apocalipse, entre muitos outros; estará desdenhando e ignorando verdadeiras jazidas do SENHOR.

Mesmo as genealogias escondem em si a beleza do resumo da mensagem do evangelho em seu significado e muitas outras coisas, quem não as estuda jamais o perceberá, da mesma forma, por exemplo, não conhecerá a beleza e complexidade da construção da genealogia de Mateus 1 no grego, quem não estuda os números das tribos, jamais conseguirá ver a gigante cruz que se movia no deserto durante o êxodo. Quando você se limita até mesmo do idioma original, jamais perceberá a beleza matemática da construção dos primeiros versículos do Gênesis e a sua profundidade. Jamais perceberá a beleza do Aleph e o Tav (Alfa e o Ômega) nas milhares de passagens das Escrituras, o seu significado, beleza e profundidade nas genealogias, no casamento de Rute com Boaz, em Zacarias e muitas outras passagens. Não perceberá o que os textos em Aramaico de Daniel escondem sobre o tempo do fim, não perceberá a beleza dos 13 atributos do SENHOR, sua relação com as virtudes do fruto do espírito e os 7 atributos exclusivos do SENHOR, assim como a sua relação com o número 13. Isso para não citar ainda muitas e muitas belezas e riquezas dos textos de Provérbios, Salmos e muitos outros. As Escrituras são como minas de ouro e pedras preciosas que quanto mais se cava, mais riqueza se encontra.

Entendo que muitos tem ministérios específicos, mas isso não significa que tenham de se limitar neles, pois quem é especialista sobre as questões da semeadura e colheita pode nunca conhecer a profundidade e a excelência da generosidade. Assim como quem é especialista nos dons, e nisso permanece, poderá jamais conhecer a profundidade do caminho mais excelente que Paulo indica sobre o amor. A mensagem do Evangelho é simples para que todos tenham acesso, tanto que ela pode ser resumida por completo em João 3:16, mas esse é apenas o ponto de partida, infelizmente em nosso tempo muitos o tomam como ponto de chegada e perdem um universo de coisas de uma vida plena em Deus.

Eu, particularmente, reconheço que ainda sou como uma criança à beira da praia enquanto o SENHOR tem um mar de riquezas e verdades que se escondem diante de mim, mas não importa o tamanho da sede que se tenha de se conhecer a Deus, Ele é sempre maior do que a nossa maior sede. O nosso mundo atual mede o sucesso pelo dinheiro, isso acontece mesmo em meios cristãos, mas o sucesso é proporcional em se conhecer ao SENHOR e no nível de intimidade com Ele, em fazer a Sua vontade e realizar o Seu propósito para a sua vida e assim Glorificá-lO. Mas se você já se limita no estudo da Palavra de Deus, acabará limitando em sua vida o Deus da Palavra e todo o relacionamento com Ele!

Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu Sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o SENHOR.” (Jeremias 9:23-24)

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR” (Oséias 6:3a)

Que o SENHOR lhe ilumine e abençoe! 

Os Três Níveis

A arca de Noé tinha o próprio Deus como designer (Gênesis 6:14-16), e a salvação por meio de Jesus é o design de Deus (Jonas 2:9, Efésios 1:9,11). A arca de Noé continha apenas uma porta (Gênesis 6:16), assim como Jesus é a única porta para a salvação (João 10:9). A arca de Noé continha três níveis (Gênesis 6:16) e a salvação possui três níveis experienciais (2 Coríntios 1:10): passado, presente e futuro.
 
No passado (em Moriah), Jesus nos livrou da pena do pecado; no presente, Ele nos livra do poder do pecado; e no futuro Ele nos livrará da própria presença do pecado. Da mão de Noé foi dado o sinal da pomba, um símbolo de paz e da presença permanente do Espírito de Deus.
 
A vida cristã também é permeada de três níveis de conhecimento e intimidade com o SENHOR. O Tabernáculo apresentava os mesmos três níveis: o Pátio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo; sendo então uma simbologia, uma sombra dos três níveis da vida cristã, que abrangem o corpo (Pátio), onde sacrificamos todo os dias os desejos da carne no altar (vide Romanos 12:1), a alma (Lugar Santo), onde renovamos e transformamos a mente (intelecto) e o coração (sentimentos), e o espírito do homem (Lugar Santíssimo), onde nos enchemos do Espírito e da presença do SENHOR e buscamos ser um com Ele.
 
O cristão entra no Pátio pela , aceitando o sacrifício de Cristo na cruz (altar) e lendo a Palavra (bacia) que limpa e aumenta a sua fé, então ele cresce e se desenvolve para entrar no Lugar Santo pela esperança, pela expectativa do bem que virá, tendo a mente (intelecto) e o coração (sentimentos) iluminados (menorah), alimentados (mesa dos pães da presença) e buscando ao SENHOR em oração (altar de incenso). Finalmente, ele adentra o Lugar Santíssimo quando conhece e pratica o verdadeiro amor, a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo, tendo em si a presença do SENHOR (arca da aliança). Vide 1 Coríntios 13:13, “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.
 
A fé em Cristo nos faz passar pela porta do caminho que nos leva ao Pátio; a esperança, a expectativa do bem que virá por meio de Cristo nos leva pela porta da verdade que nos faz adentrar ao Lugar Santo. Já o amor de Cristo e em Cristo é a chave para passar a porta que nos leva para a vida, para o Santíssimo, onde está a presença de Deus e a vida eterna. Vide João 14:6, “Respondeu-lhe Jesus: Eu Sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim.
 
O cristão no Pátio, dá fruto (a 30); pelo processo de limpeza ele cresce, entra no Lugar Santo, e começa a dar mais fruto (a 60). Quando está cheio do Espírito, da presença e do amor do SENHOR, ele entra no Santíssimo e dá muito fruto (a 100). Vide textos de João 15:2,5 e Mateus 13:23.
 
O cristão no Pátio, ainda está com o seu “barco” na areia, junto à praia do lago, pouco ainda conhece do seu SENHOR, apenas ouve dEle se falar. O cristão no Lugar Santo já está com o seu “barco” em “águas rasas“, onde o SENHOR mesmo lhe instrui e ensina sobre Si e o Reino. Mas é com o seu “barco” em “águas profundas“, no Santíssimo, onde a intimidade com o SENHOR é igualmente profunda e plena, onde a verdadeira recompensa se manifesta e transborda a ponto de ser abundantemente cheio, rasgando nossas “redes”. Vide Lucas 5:1-7.
 
O cristão no Pátio conhece a boa vontade do SENHOR. No Lugar Santo ele conhece a agradável/aceitável vontade do SENHOR, mas é no Santíssimo onde ele conhece a perfeita vontade do SENHOR. É um processo gradativo de conhecimento e de intimidade com o SENHOR que nos revela também gradativamente a Sua vontade. Vide Romanos 12:2, “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
 
Eu recomendo que você busque ao SENHOR com ardor, constância, fervor e profundidade, por meio da Palavra, da oração e deixando o Espírito lhe mudar, moldar e guiar … deixe de ser um cristão menino, carnal (no Pátio) e cresça, passando pelo Lugar Santo, renovando e transformando a sua mente e coração, até chegar ao Santíssimo, onde então você conhecerá a perfeita vontade do SENHOR, sendo um com Ele; então conhecerá e manifestará em si o amor verdadeiro, que é o maior e o mais nobre dos sentimentos, das virtudes do fruto do Espírito, o qual nos faz parecidos com o SENHOR, onde você dará muito fruto (a 100), terá a recompensa das “águas profundas“, alcançará a vida abundante, e assim conhecerá a Plenitude de Cristo, de Sua vontade e será cheio de toda a sabedoria e entendimento espiritual.
 
Que o SENHOR lhe ilumine e abençoe!!! ?❤️

 

Variantes Textuais de Deuteronômio 32:8 … Filhos de Deus

A descoberta dos Pergaminhos do Mar Morto vieram a nos mostrar que os textos bíblicos do Antigo Testamento que temos são muito fiéis ao que se conhecia anteriormente. Mas há algumas variantes textuais que são interessantes de se notar, ainda mais quando comparados a versão da Septuaginta … como exemplo, veja este trecho abaixo, baseado no texto Massorético (vide imagem anterior), que é rico em significado …

Lembra-te dos dias da antiguidade, atenta para os anos de gerações e gerações; pergunta a teu pai, e ele te informará, aos teus anciãos, e eles to dirão. Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou os limites dos povos, segundo o número dos FILHOS DE ISRAEL.” (Deuteronômio 32:7,8)

O texto Massorético é datado de entre o século 7 e 10 depois de Cristo, mas há variantes textuais importantes e mais antigas encontradas na Septuaginta ( do terceiro século antes de Cristo ) e nos Pergaminhos do Mar Morto ( do primeiro e segundo séculos antes de Cristo ). Esse texto de Deuteronômio pode ser encontrado no pergaminho 4Q37 ( vide imagem anterior ) e o texto fica então assim …

Lembra-te dos dias da antiguidade, atenta para os anos de gerações e gerações; pergunta a teu pai, e ele te informará, aos teus anciãos, e eles to dirão. Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou os limites dos povos, segundo o número dos [ ANJOS ] FILHOS DE DEUS.” (Deuteronômio 32:7,8)

A Septuaginta em sua tradução ( vide imagem anterior ), ao invés de usar o termo filhos, traduz para o grego como “αγγέλων” ( anjos ), a exemplo também do que se vê no livro de Jó 1:6. Algumas versões mais atuais da Bíblia trazem em suas traduções a base do que foi encontrado nos Pergaminhos do Mar Morto e usam então o termo “filhos de Deus” ao invés de “filhos de Israel” ( vide a imagem abaixo que é da versão ESV – English Standard Version ).

O termo “filhos de Deus” é mais coerente do que “filhos de Israel“, visto que essa divisão ocorreu antes de Abraão ser chamado e, consequentemente, antes da nação de Israel florescer … o fato de surgir a variação “filhos de Israel” deve-se também ao fato de que Israel também é chamado de “filho de Deus” muitas vezes nos textos bíblicos, visto ser a nação escolhida por Deus. Mesmo o próprio texto de Deuteronômio 32, riquíssimo em dados e significados, dá várias indicações dessa filiação em alguns dos textos, como estes …

Porque a porção do SENHOR é o Seu povo; Jacó é a parte da Sua herança.” (Deuteronômio 32:9)

Olvidaste a Rocha que te gerou; e te esqueceste do Deus que te deu o ser. Viu isto o SENHOR e os desprezou, por causa da provocação de seus filhos e suas filhas” (Deuteronômio 32:18,19)

Tenho feito há um bom tempo, muitos estudos e pesquisas comparando os Pergaminhos do Mar Morto, da Septuaginta e dos textos Massoréticos … e se percebe claramente como alguns desses textos mais antigos ( Septuaginta e Pegaminhos do Mar Morto ) influenciaram os escritores do Novo Testamento e isso é muito interessante, pois trás luz a certos entendimentos, interpretações e o porquê do uso de alguns termos nos textos do Novo Testamento. Essa variante, por exemplo, é interessante quando se analisam questões relacionadas a “assembléia dos deuses” como visto no Salmo 82 e em muitos outros textos. Enfim, este é um tema muito rico em vários aspectos e abrange muito significado, mas ficará para outros posts e artigos devido a sua grande abrangência.

O Perdão Perfeito e Pleno do SENHOR

Quem, ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniqüidade e Te esqueces ( עבר `abar ) da transgressão do restante da Tua herança? O SENHOR não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.” (Miquéias 7:18)

O termo para o verbo “esquecer” aqui em hebraico é עבר ( `abar ) que significa: ultrapassar, passar por, atravessar, alienar, tomar, levar embora, passar por cima … é o mesmo termo do qual deriva o termo “hebreu” ( עברי, “Ibriy” ), que significa “pessoa dalém de”, “passar adiante” …

Portanto, “esquecer” aqui não significa que o SENHOR já não lembra do pecado, até porque pelo Seu atributo de Onisciência, isso lhE é impossível, mas isso significa que, quando o SENHOR perdoa a iniquidade e “esquece” a transgressão, ELE “passa por cima” destes pecados e os mesmos já não tem poder para nos acusar e condenar, pois foram “levados embora”, foram “ultrapassados”; o perdão é perfeito e pleno, já que o pecado não tem mais poder acusatório para condenação.

Portanto, devemos espelhar essa característica do SENHOR, o nosso Pai celeste, e também ter prazer na misericórdia, proporcionando um perdão pleno, completo para com o próximo sempre que for necessário (“setenta vezes sete” como disse Jesus) …

Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.” (Lc 6:36)

A misericórdia triunfa sobre o juízo.” (Tg 2:13b)

Que o SENHOR lhe abençoe e lhe proporcione a Paz que excede a todo entendimento!

Beleza e Curiosidades da Bíblia – Verdade

Em um tempo onde muitos buscam relativizar a verdade, retirando de sua essência os imprescindíveis absolutos, criando assim sofismas sobre sofismas … mentiras com aparência de verdades … é preciso então se resgatar a essência do sentido da verdade por si só, a qual em sentido último mais profundo aponta para o Criador e SENHOR de todas as coisas.

A idéia hebraica de “verdade” ( emet: אֱמֶת ) é mais rica do que a descrição factual ou a sua “correspondência” entre linguagem e realidade, uma vez que ela contém implicações morais e possibilidades: o que é verdadeiro, também é certo, bom, confiável ( honesto ), bonito e sagrado. A palavra hebraica vem de um verbo raíz ( aman: אמנּ ), que significa “confirmar”, “ser fiel” ou “permanecer firme“, e a sua forma substantiva ( ou seja, emuná: אֱמוּנָה, “fidelidade” ou “confiabilidade” ) expressa a vontade de viver com o que for ratificado, o “amém” da decisão; onde o termo “amém”, no grego “αμην“, tem a sua raíz no hebraico אמנּ ( ‘amen ), que significa “em verdade”, “verdadeiramente” ou “assim seja“.

Observando a constituição da palavra verdade ( emet: אֱמֶת ) em hebraico ( vide imagem anterior ), você tem as letras Alef ( א ), Mem ( מ ) e Tav ( ת ). A letra Alef representa o SENHOR Deus, isso pode ser inferido por uma série de indicativos, mas vou colocar apenas um para não me estender, pois o formato da letra Alef, é compreendido por muitos rabinos como um composto da letra Vav ( ו ) no meio, com dois Yud’s ( י ), um na parte de cima e outro na parte de baixo formando então o ” א ” e, somando-se os valores do Vav e dos dois Yuds ( 6 + 10 + 10 ), temos 26 … que é o valor do tetragrama do nome de Deus ( יהוה ). Sendo assim, na palavra emet ( אמת ), se você retirar o Alef, que representa Deus, sobra ( מת ) … esta é uma palavra para “morto” ( מת ) … ou seja, quando você remove Deus da verdade ( אמת ), o resultado é morte ( מת ).

Portanto, o conceito hebraico de verdade é existencial … está intrinsicamente ligado ao SENHOR, o Autor e Criador da vida: a verdade que não é vivida não é realmente verdade. Falar a verdade ( dibbur emet ) e abominar a desonestidade são atos considerados fundamentais para a vida moral, como diz o SENHOR: “Falai a verdade ( דַּבְּרוּ אֱמֶת ) uns aos outros; fazei justiça verdadeira e perfeita em seus portões” (Zacarias 8:16). Jesus diz repetidamente, “Amém, amém ( em verdade, em verdade ) Eu digo a vocês …“, para sublinhar a confiabilidade e a certeza da verdade de Deus (Mateus 5:18, 26, etc.) e, na verdade, Ele mesmo é chamado de “o Amém, a testemunha fiel e verdadeira” (Apocalipse 3:14).

Quando se olha o hebraico na sua forma mais antiga, através de pictogramas ( vide imagem anterior ), vemos que verdade é formado por um Alef, representado por uma cabeça de boi ( simbolizando o mais forte, força, poder, liderança ), por um Mem representado por águas ( simbolizando caos, nações, sangue ) e por um Tav, representado por uma cruz ( simbolizando marca, sinal ). Quando pegamos o significado de cada letra, como já vimos anteriormente, podemos inferir que a verdade no seu sentido mais profundo da simbologia é: “Deus ( o mais forte ) derramando o Seu sangue numa cruz“.

Que o SENHOR lhe abençoe e que lhe inunde com Sua verdade!🙏❤

As Cinzas da Novilha Vermelha

As cinzas da novilha vermelha representavam a morte e o sacrifício de algo extremamente raro, valioso e precioso. As cinzas eram misturadas com “água viva” ( מַיִם חַיִּים ), ou seja, “água corrente” para revelar a verdade de que, embora o fim de toda carne é pó e cinza, o Espírito dá a limpeza que purifica e a vida. Na verdade, as letras da palavra “cinzas“, em hebraico אֵפֶר, podem ser rearranjadas para soletrar tanto “cura” ( רַפֵא ) quanto “beleza, ornamento, coroa” ( פְאֵר ).
 
O autor do livro de Hebreus argumenta, a partir do menor para o maior, que: “Se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito Eterno, a Si mesmo Se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus 9:13,14).
 
Na verdade, por causa do sacrifício de Cristo nos é dado “… beleza ( coroa ) em vez de cinzas; óleo de alegria, em vez de pranto; veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a Sua glória” (Isaías 61:3).

Buscar a Face de Deus e Encontrar Seu Propósito

A palavra hebraica para “mundo” ou “eternidade” é `olam ( עוֹלָם ), que é derivado de um verbo raiz ( עָלַם, `alam ), que significa “ocultar” ou “esconder“. O SENHOR “esconde” o Seu rosto de nós, para que nós O busquemos, e o termo buscar é no sentido de procurar de um forma intensa até O encontrar. Muito antes do tempo do filósofo Platão, o rei Davi proclamou que havia uma “linha divisória” entre o reino do mundo temporal e o reino do mundo oculto e eterno.

O mundo temporal é finito, sujeito a alterações, mas que aponta para além de si, para um mundo eterno, que é a fonte da verdadeira importância, do significado da própria vida. “… não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” (2 Cor. 4:18).

Portanto o Rei Davi disse, בַּקְּשׁוּ פָנָיו תָּמִיד / bakeshu fanav tamid: “Buscai o SENHOR e o Seu poder; buscai perpetuamente a Sua face (presença)” (Salmo 105:4). Saiba que o valor numérico para a palavra “fanav” (isto é, “o rosto“) é o mesmo que o descrito para a palavra “`olam“. Quando verdadeiramente buscarmos a face de Deus (isto é, a Sua presença), seremos então capazes de discernir o propósito oculto e fundamental para as nossas vidas.