Descanso no SENHOR

O que habita no esconderijo ( סתר cether … refúgio, segredo ) do Altíssimo ( עליונּ ‘Elyown ) e descansa ( לונּ luwn ) à sombra do Onipotente, diz ao SENHOR: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio.” (Salmo 91:1,2)

Segundo a tradição dos antigos sábios de Israel, eles dizem que Moisés escreveu o Salmo 91 enquanto estava no סתר “cether”, no lugar secreto (בְּסֵתֶר) do Altíssimo, no “meio da nuvem negra” do monte, um lugar sagrado e santo de encobrimento …

E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites.” (Êxodo 24:18)

As nuvens grossas são um “esconderijo” do Altíssimo ( עליונּ “‘Elyown” ) para que não O possam ver, como está escrito: “Grossas nuvens O encobrem, de modo que não pode ver; Ele passeia pela abóbada do céu” (Jó 22:14).

Agora, o nome “‘Elyown”, Altíssimo, vem de uma palavra de raiz ( עָלָה ) que significa “ascender”, “subir”. Por exemplo, uma “oferta de olah” ( עלָה ) é uma oferta queimada totalmente e que sobe para o céu; e “aliyah” ( עֲלִיָּה ) significa “subir” para a terra de Israel. A palavra “‘Elyown”, então, expressa a verdade de que o SENHOR é o Ressuscitado e Ascendido que superou todos os poderes do inferno e que derrotou totalmente o poder da morte.

Em outras palavras, ‘Elyown é um nome para Cristo, o Messias, o nosso Senhor. Note que aquele que “permanece” no segredo do Altíssimo habita em um lugar de descanso no Alto ( que está elevado … “ascendido” ); isso significa que está sendo elevado acima da loucura circundante desse mundo caído em trevas e sombras.

A palavra hebraica para descansar ( לונּ “luwn” ou לינּ “liyn” ), significa hospedar, repousar, passar a noite ou “dormir” … como o “sono da morte” … esse termo está conectado com a morte e ressurreição do Messias, como está escrito …

Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite ( לונּ luwn ), mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança.” (Deuteronômio 21:22,23)

Sendo assim … ao “repousar”, “descansar” na morte e na ressurreição de Cristo, o Messias … o Altíssimo … Ele o protegerá com a Sua Presença e tornará o mal impotente diante de você.

Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso.” (Mateus 11:28)

Que o SENHOR lhe abençoe grandemente!!! Shalom!!!

Uma Vida Entretecida Com Propósito

Eu é que sei que pensamentos [ מחשׂבה machashabah ] tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos [ מחשׂבה machashabah ] de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, Me invocareis, passareis a orar a Mim, e Eu vos ouvirei. Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29:11-13)

O termo em hebraico מחשׂבה (“machashabah”) traduzido como pensamentos ou planos em outras versões, representa muito mais do que estas traduções em Português nos apresentam … o termo vem da raiz חשׂבchashab”, que implica em planejamento e cálculos engenhosos … e além.

Sendo assim, מחשׂבה (“machashabah”) significa muito mais do que plano, pensamento. O termo מחשׂבה (“machashabah”) fala do cuidado, da habilidade e de um entrelaçamento complicado de um tecido. Assim, o trecho deste texto poderia ser traduzido como:

Eu sei quais os propósitos, meticulosamente entretecidos, que Eu estou tecendo habilmente, cuidadosamente e elaboradamente para o seu futuro …“.

Deus é o Grande Tecelão, não apenas do cosmos, mas também da vida dos Seus filhos. E os planos que Ele tem para a sua vida não são apenas bons e belos, mas são complexamente entrelaçados e trabalhados. Cada situação e aspecto da sua vida está cuidadosamente entrelaçado; cada fracasso, cada sucesso, cada tristeza, cada alegria, etc … todos os “fios“, relacionados ao “tecido” da sua vida, acabam sendo usados pelo Grande Tecelão … onde eles são cuidadosa e habilmente entrelaçados para que, de alguma forma, cooperem para que esse futuro de paz e de bem venha a acontecer para aqueles que verdadeiramente são chamados pelo propósito do SENHOR e que são Seus filhos, que O buscam de TODO o coração! Por isso Paulo escreveu …

Sabemos que TODAS as coisas cooperam para o BEM daqueles que AMAM a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito.” (Romanos 8:28)

Deus lhe abençoe!

A Quem foi Revelado o Braço do SENHOR …

O hebraico é um idioma realmente revelador em muitos aspectos, muitas vezes uma única palavra esconde muitos significados e, por vezes, são todos representativos para o contexto original, mas ao traduzir para o Português ou outros idiomas, o tradutor precisa escolher apenas um único significado segundo o que considera a melhor interpretação. Aqui um exemplo:

Quem creu em nossa pregação? E a quem foi REVELADO ( גלה galah ) o braço do SENHOR?” (Isaías 53:1)

Esse capítulo de Isaías é conhecidíssimo, afinal trata do “Servo Sofredor”, identificado como o “braço do SENHOR”, uma metáfora para se referir ao Messias. Já no primeiro versículo existem muitas características reveladas, ainda mais se observarmos tudo ao que o termo se refere no original que foi traduzido como “revelado” ( גלה galah ), pois não apenas se refere ao Messias “manifesto” como também o termo utilizado implica em …

  • levar cativo, exilar … denotando que o Messias se converteria em um prisioneiro.
  • envergonhar, expor, desgraçar … denotando que o Messias seria envergonhado, exposto e condenado como um blasfemo, um desgraçado.
  • desnudar, tirar as roupas, expor a nudez … denotando que o Messias teria suas roupas tiradas e sua nudez exposta, como se percebe nos relatos anteriores e durante a crucificação.

Enfim, no primeiro versículo de Isaías 53, o termo גלה “galah” não apenas se refere à revelação (descoberta, manifestação) do Messias (o Servo Sofredor, o Braço do SENHOR), mas também denota que ele seria levado cativo, aprisionado, envergonhado, exposto, condenado e desnudado. Um versículo repleto de significados de uma profecia feita cerca de 700 anos antes pelo profeta Isaías e que se cumpriu em Jesus, conforme relatam os evangelhos.

A beleza e profundidade da Palavra do SENHOR é indescritível e fica ainda mais bela à medida em que mergulhamos em cada letra e palavra das Escrituras …

Que o SENHOR lhe abençoe e lhe ilumine! Shalom!!!

As medidas do Tabernáculo de Moisés e os seus significados proféticos

As medidas do Tabernáculo nas Escrituras são dadas em côvados, mas poderia também o côvado ser usado como medida de tempo?! Observando as próprias Escrituras … sim … Jesus mesmo faz uma aplicação desse tipo, apesar de não ser específico sobre o quanto de tempo se refere, a parte importante de sua aplicação é o uso do côvado também como unidade de tempo, como está escrito:

Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mateus 6:27)

Considerando isso, um aspecto adicional da verdade revelada no Tabernáculo diz respeito às suas medidas. As medidas para a construção do Tabernáculo foram dadas diretamente por Deus através do “modelo” fornecido à Moisés no monte Horebe. Certamente Deus tinha algo em mente, pois Ele nunca faz nada sem um propósito. Toda palavra que procede da sua boca é uma revelação da verdade divina, do mesmo modo que cada palavra que Ele falou à Moisés tinha uma porção especial de revelação.

O Tabernáculo em si contém muitos aspectos, não apenas nos revela verdades proféticas com relação a Cristo e à Igreja, como também pode ser interpretado em relação aos períodos de tempo relativos ao plano de redenção. A Bíblia menciona as medidas de três lugares: o pátio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.

1. A dispensação da Lei – o pátio

O pátio, com as suas paredes de cortinas de linho, deveria medir, de acordo as medidas expressas em Êxodo 26:9-19:

O lado norte – 100 côvados de comprimento
O lado sul – 100 côvados de comprimento
O lado oeste – 50 côvados de largura
O lado leste – 50 côvados de largura

Total: 300 côvados de perímetro

A cortina de linho que incluía o muro ao redor do pátio deveria ter cinco côvados de altura. A entrada do pátio também deveria ter cinco côvados de altura. Para determinar a área total do pátio temos que multiplicar 300 x 5. A área limitada pelas cortinas de linho (incluindo a entrada) era de 1.500 côvados quadrados.

Esse é um número profético dos 1.500 anos da dispensação da Lei, de Moisés até Jesus ou do Êxodo de Israel do Egito até a crucificação de Jesus Cristo no Calvário. É nesta parte que nós vemos as 60 colunas nas bases de bronze, com um topo revestido de prata e ligaduras também de prata. Isso representa os 60 homens da genealogia de Adão até o Messias registradas nos evangelhos de Mateus e Lucas.

2. A dispensação da Igreja – o Lugar Santo

O Lugar Santo do Tabernáculo media 20 côvados de comprimento, 10 côvados de largura e 10 côvados de altura, totalizando 20 x 10 x 10 = 2.000 côvados cúbicos.

Os 2.000 côvados cúbicos do Lugar Santo são proféticos dos 2.000 anos da dispensação da Igreja ou da presente dispensação do Espírito Santo, que teve início com a morte, sepultamento, ressurreição, ascensão, exaltação e glorificação do próprio Senhor Jesus Cristo, e o derramamento do Espírito no Pentecostes.

3. A dispensação ou era do Reino – o Lugar Santíssimo (Santo dos Santos)

O Lugar Santíssimo, ou Santo dos Santos, media 10 côvados de altura, 10 de largura e 10 de comprimento, sendo assim um lugar cúbico e quadrangular, formando um cubo com 1.000 côvados cúbicos (10 x 10 x 10). Nele havia apenas uma mobília, a arca da aliança. O Lugar Santíssimo era o próprio trono de Deus em Israel. Deus habitava entre o seu povo nesse Lugar Santíssimo quadrangular.

Os 1.000 côvados cúbicos do Lugar Santíssimo tornam-se uma profecia do período do Milênio, no aspecto relativo à terra e ao plano de Deus na redenção (veja o que é relatado em Apocalipse 20:1-6). A arca da aliança representa o trono de Deus e do Cordeiro, que estará com os homens aqui na terra (veja Mateus 6:9,10; Jeremias 3:17; Apocalipse 22:1,2).

Resumindo … das medidas proféticas do Tabernáculo, nós temos:

1. Os 1.500 anos da dispensação da Lei – de Moisés até Jesus
2. Os 2.000 anos da dispensação da Igreja – da primeira até a segunda vinda de Cristo
3. Os 1.000 anos da dispensação do Reino (milênio) – da segunda vinda até os novos céus e nova terra

É interessante se observar que as medidas do Lugar Santo e do Santíssimo são aproximadas, pois não há um texto descrevendo exatamente a distância da separação do Lugar Santo com o Santíssimo, portanto essa medida é inferida pelas outras informações dadas sobre o Tabernáculo, ou seja, em essência, dadas as medidas calculadas, seria mais correto dizer que o resultado é por volta de 2.000 no Lugar Santo e por volta de 1.000 no Santíssimo.

Compare essa medida de tempo de por volta de 2.000 anos e a sua conformidade com os seguintes textos abaixo, usando como chave o Salmo 90:4 que diz: “Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite“.

Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque Ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dEle [milênio]. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Oséias 6:1-3)

Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá. Quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar.” (Lucas 12:35-38)

 

* Adaptado com material de Kevin J. Conner

Quanto custaria o Templo de Salomão em Reais nos dias atuais?!

 

O Templo de Salomão foi sem dúvida, majestoso; lembre que o chão do Templo era de ouro, assim como as paredes e muito, muito mais …

É difícil avaliar com precisão, mas podemos ter uma idéia de base apenas por alguns dos materiais ( veja 1 Cr 22:1-5,14-16; 28:11-21; 29:1-3 ):

[ *** Importante: para o valor do talento, eu vou usar a medida mais comumente aceita e menor de 35Kg por cada unidade de talento … mas existem outras fontes que, no caso do ouro, estimava-se que o talento equivalia a cerca de 91Kg, enquanto que o da prata em cerca de 45Kg; números esses que poderiam mais que dobrar os valores das estimativas abaixo. ]

[ para facilitar vamos pegar uma estimativa da cotação do ouro em R$ 128 o grama e a prata em R$ 1,80 o grama ]

Ofertas pessoais de Davi:

– 3.000 talentos de ouro de Ofir ( 105 toneladas )
– 7.000 talentos de prata refinada ( 245 toneladas )

cerca de R$ 13,9 BILHÕES

Ofertas do Tesouro do Reino:

– 100.000 talentos de ouro ( 3.500 toneladas )
– 1.000.000 de talentos de prata ( 35.000 toneladas )

cerca de R$ 510 BILHÕES

Ofertas dos Líderes e do Povo:

– 5.000 talentos de ouro e 10.000 dáricos de ouro ( 175 toneladas de ouro e 10.000 moedas de ouro )
– 10.000 talentos de prata ( 350 toneladas )

cerca de R$ 23,4 BILHÕES

Ou seja, apenas em material de ouro e prata, o valor do Templo já alcançava cerca de R$ 550 BILHÕES.

Se você somar o bronze, ferro, madeira, pedras preciosas, pedras lavradas e outros materiais e ainda o serviço aplicado, este valor pode facilmente passar dos R$ 600 BILHÕES … a título de comparação, o Templo consumiu cerca de 3.800 toneladas de ouro; saiba que o governo dos EUA alegam ter em reservas de ouro a quantidade de cerca de 8.000 toneladas, ou seja, apenas o Templo consumiria hoje quase METADE das reservas de ouro do governo dos EUA. Mais do que tem a Alemanha, a segunda maior em reservas de ouro no mundo, com reservas de cerca de 3.300 toneladas. ( Veja sobre isso aqui ).

Fico imaginando como muitas pessoas de hoje reagiriam se vivessem naqueles tempos e tomassem conhecimento dos custos para tal empreendimento … possivelmente muitos teriam o mesmo comportamento de alguns discípulos, como está escrito:

Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício? Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres.” (Mateus 26:8-9)

Mas o que precisamos entender é que para o SENHOR sempre temos de dar o nosso melhor, afinal o preço que Cristo pagou por nós supera qualquer medida de valor que se queira usar, considerando esse ponto de vista, o custo do Templo foi uma ninharia …

Ao SENHOR seja TODA a Honra e TODA a Glória!!!

Números do Candelabro de Ouro ( מְנוֹרָה, a Menorah )

Eu poderia fazer dezenas de correlações simbólicas do que representa a Menorah no contexto Bíblico, e é claro que a sua simbologia está também diretamente relacionada ao Messias, o Senhor Jesus; mas apresentar todas essas correlações faria deste post um livro e não é esse o objetivo.

Neste post vou abordar um aspecto da verdade revelada, através da combinação de números relacionados à Menorah. Todos os números mencionados nas Escrituras têm um significado, e a Menorah está repleta de números. Seguem alguns deles:

  • Uma única peça de ouro: O número 1 é símbolo de unidade, de singularidade, de unanimidade, de uma só Igreja (João 17:20,21), de um só Deus e um só Senhor (1 Cor 8:6).
  • Três botões: O número 3 simboliza a divindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Estes três botões sustentavam os sete braços da Menorah formando uma base sólida. Isto é um símbolo da verdade encontrada no fato de que Deus é o firme fundamento e aquele que sustenta a Igreja (Mat 28:19,20).
  • Sete lâmpadas: O número 7 simboliza plenitude, totalidade e perfeição. Sobre os sete braços havia sete lâmpadas acesas com fogo. Estas sete lâmpadas simbolizam os sete Espíritos que estão sobre o Messias, o Senhor Jesus (Is 11:2). Isto também se aplica à Igreja, que é o seu Corpo (Ap 1:4). Havia sete lâmpadas, mas apenas uma Luz. Há sete espíritos (Is 11:2), porém um só Espírito. O número 7 também é bastante significativo em muitas outras passagens bíblicas: sete festas, sete anos para o ciclo do Shemitah, etc…
  • Nove ornamentos: O número 9 é uma característica dos braços da Menorah. Em cada um dos seis braços procedentes da Menorah havia três taças, três botões e três flores. Cada braço tinha nove ornamentos ao todo. O número nove é o número do Espírito Santo na Igreja. Existem nove frutos do Espírito (Gal 5:22,23) e nove dons do Espírito (1 Cor 12:8-11).
  • Doze símbolos: No pedestal da Menorah havia quatro grupos de taças, botões e flores perfazendo um total de doze. O número doze representa a autoridade plena apostólica. Existem muitos outros exemplos nas Escrituras que confirmam este pensamento, como: os doze pães na Mesa da Proposição, os doze fundamentos da cidade de Deus, as doze pedras no peitoral do sumo sacerdote, as doze tribos de Israel e os doze apóstolos do Cordeiro.
  • Sessenta e seis: Somando-se o número de taças, botões e flores do pedestal e dos seis braços temos como resultado o total de livros da Bíblia. Havia três grupos de taças, botões e flores nos três braços de cada lado da Menorah. Se nós adicionarmos os doze do pedestal, temos um total de 39, o que nos leva ao número de livros do Antigo Testamento (3 x 9 = 27 + 12 = 39). Assim, os demais braços totalizam 27, correspondendo aos 27 livros do Novo Testamento. A soma total é de 66. Foi do agrado de Deus nos dar a sua Palavra em 66 livros reunidos em uma só Bíblia para iluminar os nossos caminhos (Sl 119:105). A Menorah nos recorda que precisamos da luz do Espírito Santo para iluminar esses 66 livros para a Igreja.
  • O número seis é também o símbolo do homem. Foi no sexto dia que o homem foi criado. O Livro de Deus é formado por 66 livros, sendo o único Livro da luz divina para o homem! A Bíblia é a Palavra de Deus para o homem perdido. Os 66 ornamentos da Menorah não eram separados, mas confeccionados em uma única peça de ouro. Da mesma forma, a Bíblia é composta de 66 livros unificados pelo Espírito e pela mente de Deus em um único Livro. A Bíblia toda é a essência da obra de Deus. Jesus ensinou a respeito da unidade das Escrituras, mencionando que toda a Palavra testemunha sobre Ele (Lc 24:27; Hb 10:5-9).

A exemplo da Menorah, a Igreja deve deixar a luz de Deus brilhar nas trevas deste mundo, trazendo a luz do conhecimento da glória de Deus, como é vista na face de Jesus Cristo (2 Cor 4:6). A vida do cristão deveria ser luz para os homens, pois a luz é a própria natureza e o caráter de Deus em Cristo.

 

** Adaptado de material de Kevin Conner

A Segunda Barreira

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No Templo de Jerusalém haviam duas grandes barreiras que separavam Deus do homem. Uma consistia em uma enorme porta, chamada de Hekal, a porta do Lugar Santo, que separava o Lugar Santo no templo. A outra, mais profunda, era o colossal véu que separava o Lugar Santo do Santíssimo (o Santo dos Santos) e que apenas o sumo-sacerdote podia atravessar no Dia da Expiação (o Yom Kippur, יוֹם כִּיפּוּר‎).

Eram representações das barreiras que nos separavam, a cada um de nós, de Deus; o abismo entre o pecador e o santo. Mas está registrado no Novo Testamento (em Mateus 27:50,51) que, no momento da morte do Messias, o véu do Santo dos Santos foi dividido em dois.

O que significaria isso? Que a barreira entre o homem e Deus, no Santo dos Santos, foi removida. Mas ainda havia uma segunda barreira: a enorme porta do Lugar Santo. Não deveria essa barreira também ter sido aberta? Poderia ter ocorrido um segundo sinal, como sendo uma segunda testemunha? Sim, houve, e um muito poderoso …

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Isso está registrado em Tractate Yoma 39b ( você pode ver essa passagem aqui ), nos escritos dos Rabinos, o Talmud. Nesses escritos estão os incríveis relatos registrados pelos Rabinos de que, antes da destruição de Jerusalém, em 70 dC, coisas estranhas começaram a acontecer no Templo. A segunda barreira, a porta Hekal, começou a abrir sozinha, isso começou cerca de 40 anos antes da destruição do Templo, ou seja, por volta de 30 dC, à época da crucificação de Jesus. Sendo assim, os próprios Rabinos deram testemunho sobre a eliminação da segunda barreira que ocorreu com a morte do Messias, que separava Deus do homem … Deus de nós … desde então, o caminho para a Sua presença nos foi aberto.

Tal evento também aparece nos escritos do famoso historiador Josefo. Em seu livro “A Guerra dos Judeus” ( veja aqui ), há o relato da abertura sozinha, numa sexta à noite, da porta do pátio interior, que era de bronze e totalmente maciça, a qual precisava de vinte homens para a fechar a noite, e ainda com dificuldade, fixada por meio de barras de madeira cercadas de ferro e que tinha ferrolhos profundamente presos ao chão, o qual consistia numa pedra de um único bloco; tal evento surpreendeu a muitos a ponto de ser registrado em seu livro; esses eventos citados, entre outros, já serviam na época como um presságio do que viria a ocorrer poucos anos depois com a destruição do Templo, mas como o próprio Josefo declara, apenas os mais doutos (sábios) souberam interpretar corretamente os sinais que ocorriam.

Desde então, podemos ter intrepidez para entrar no Santo dos Santos, como está escrito …

Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus,” (Hebreus 10:19-21)

E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas;” (Mateus 27:50,51)

“… a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Hebreus 6:18b-20)