Em que ano do calendário divino realmente estamos?!

Pelo calendário judaico oficial nós estamos no ano 5779, mas é de amplo conhecimento que há uma diferença entre a contagem de anos do calendário judaico atual e o calendário gregoriano quando comparado a datas históricas e períodos entre elas, a questão é de quantos anos de diferença nós estamos falando, pois há vários fatores que levaram a esses anos “perdidos” ( eu abordei sobre essa diferença e os motivos relacionados em meu artigo intitulado “Ano de 5779 e os Anos Perdidos do Calendário“; para quem deseja maiores detalhes o artigo pode ser acessado aqui ).

Entretanto, existe uma outra maneira de comparar as cronologias rabínica e convencional, sendo que a data de início da reconstrução do segundo Templo na cronologia rabínica é tida como ocorrendo em 351 aC; o que nos leva para o ano de 421 aC como sendo a data da destruição do primeiro Templo … uma data reconhecida por muitos rabinos.

Considerando esses dados e a data de destruição do segundo Templo no ano 70 dC, temos então segundo a contagem rabínica 490 anos passados entre 421 aC até 70 dC ( um eco relacionado a profecia de 70 semanas de Daniel ). Porém, na cronologia convencional, o período de tempo entre a destruição do primeiro Templo até a destruição do segundo Templo vai de 586 aC até 70 dC, somando um período de 655 anos ( lembre que não existe ano zero ).

Com base nesses dados, temos que a diferença entre o calendário judeu atual e o calendário gregoriano convencional é, a grosso modo, de: 655 – 490 = 165 anos … portanto, observando essa diferença estaríamos no ano 5944 ( 5779 + 165 ), faltando algumas dezenas de anos para o marco emblemático de 6000 anos.

É claro que existem imprecisões em datas históricas mais antigas reconhecidas inclusive no calendário gregoriano, o que denota que esse valor de 165 anos pode ser um pouco maior ou um pouco menor … porém, qual a importância disso? O ponto é que o ano 6000 representa um marco profeticamente falando, visto que marcaria o fim do sexto dia ( vide Salmo 90:4 aplicado em Gênesis 1 ) e início do sétimo que seria o período de descanso e interpretado como sendo o período do Reino Milenar.

Embora muitos cristãos hoje sejam totalmente ignorantes deste cronograma, a criação em 7 dias de Gênesis 1 aponta para um plano de 7000 anos de Deus para a humanidade ( Isaías 46:9,10 ) e essa é uma doutrina amplamente conhecida e aceita pela igreja primitiva ( eu escrevi um artigo sobre essa questão aqui ). Cabe lembrar que o apóstolo Pedro reiterou este conceito em sua segunda epístola, advertindo-nos a não ignorar o fato de que “… para o SENHOR, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pedro 3:8). Muitos líderes cristãos têm ignorado isso, ensinando aos seus rebanhos que esses versículos apenas indicam que Deus vê o tempo de maneira diferente da nossa … porém, por mais verdadeiro que seja esse fato, isso não aborda a especificidade dos versos.

A Nova Enciclopédia Schaff-Herzog do Conhecimento Religioso afirma que “Os primeiros pais [da igreja] comumente entendiam o segundo advento como sendo no final de 6000 anos da história do mundo” (Vol. VII, p. 376). A Enciclopédia tira essa conclusão dos escritos de vários membros influentes da igreja primitiva, incluindo Irineu, Hipólito, Metódio, Comodiano, Lactâncio e o pseudo Barnabé. Judeus significativos também acreditavam em um cronograma de 7000 anos, conforme evidenciado por quatro ensinamentos ( de quatro rabinos ) registrados no Talmude. O antigo Livro dos Jubileus, que teve fragmentos de 16 cópias encontradas entre os pergaminhos do Mar Morto, indiretamente acrescenta apoio, salientando que Adão morreu apenas setenta anos antes de seu milésimo aniversário, e ligando isso à proclamação de Deus de que Adão morreria no mesmo dia em que ele comesse o fruto proibido (Jubileus 4:29,30). Em outras palavras, Adão viveu apenas 70 anos antes de um dia milenar.

O movimento de certos planetas também parece testemunhar a importância de um período de 6000 anos. Quinhentas revoluções de Júpiter ( o planeta interpretado como “planeta-rei” ) em torno do Sol equivalem a 6000 anos proféticos de 360 ​​dias ( perceba que o “ano profético” no livro de Daniel e de Apocalipse é de 360 dias … 1260 dias são 42 meses ). Novecentas e seiscentas revoluções de Vênus ( o planeta interpretado como do Messias encarnado com sua Noiva ) equivalem a 6000 anos proféticos. Duzentas revoluções de Saturno ( o planeta interpretado como da escravidão e destruição ) são apenas setenta anos antes dos 6000 anos proféticos. Setenta revoluções de Urano ( o planeta interpretado como do Céu ) levam 6000 anos proféticos, e a Bíblia indica que setenta é o número tradicional de nações pagãs depois de Babel ( vide as famílias de Gênesis 10 ). Isso tudo poderia ser coincidência, talvez … mas considerando o quanto outras informações Deus codificou nas estrelas e constelações que foram criados para sinais e tempos determinados pelo SENHOR, eu acredito que não existe “acaso” nessas questões.

Há muitos dados de apoio nas Escrituras que apontam para essa interpretação dos 6000 anos e período posterior do Reino Milenar, mas descrever isso em detalhes não caberia num artigo, estaria mais para alguns livros.

Quanto tempo falta então para o ano 6000 realmente? Seria esse o ano 5944? É difícil afirmar com certeza, inclusive o antigo Livro dos Jubileus possui uma profecia curiosa, mas pertinente e que vale a pena conhecer, pois já antecipava que se perderia a contagem correta dos anos no tempo do fim desta era …

E todos os dias do mandamento serão cinqüenta e duas [52] semanas de anos, e assim o ano inteiro é completo. [ 364 dias … 13 luas novas ( vide também Enoque 74:10,11 ) ]. Assim está gravado e ordenado nas tábuas celestes. E não deve ser negligenciado (este mandamento) nem sequer um ano nem de ano para ano. E ordene aos filhos de Israel que observem os anos de acordo com esse cálculo – trezentos e sessenta e quatro [ 364 ] dias – e constituirá um ano completo, e eles não deverão estragar esta [ contagem ] de tempo dos dias e das festas; porque tudo cairá sobre eles de acordo com o testemunho deles, e eles não deixarão nenhum dia de fora nem perturbarão nenhuma festa. Mas quando eles negligenciarem e não observarem-nas de acordo com os mandamentos dEle [ de Deus ], então eles perturbarão sua [ contagem ] de tempo e os anos ficarão movidos de sua ( ordem ). As estações e os anos ficarão com sua ordem violada [ desalinhados ]. E eles negligenciarão suas ordens. E todos os filhos de Israel esquecerão e não acharão o caminho dos anos, e esquecerão as luas novas, as estações e os sábados e eles seguirão erroneamente toda a ordem dos anos.” (Jubileus 6:30-34)

Não é isso o que vivemos agora? Não estamos meio que “perdidos” na contagem do tempo quando comparado aos eventos antigos? O calendário que usamos foi criado por ocidentais que se desvincularam da antiga maneira hebraica de marcar o tempo e, como resultado, estamos um pouco desequilibrados. O calendário romanizado opera com um ano de 365,25 dias, mas o calendário bíblico opera com um ano de 360 ​​dias mais quatro dias extracalares que não são contados e com ajustes para os seus ciclos e estações do ano. O Livro dos Jubileus, o Livro de Enoque e alguns dos escritos dos Essênios confirmam isso. A contagem do tempo foi “perdida”, por assim dizer, do que era para ter sido, dessa forma somente Deus sabe precisamente onde estamos na história.

Particularmente acredito que a cruz marcou a virada do quarto para o quinto dia e afirmo isso baseado no padrão definido para o Cordeiro Pascal, visto que Cristo foi o Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo, o que denota que o ano 6000, ou o fim do sexto dia, ocorrerá após 2000 anos da cruz de Cristo ( mais detalhes sobre isso no meu artigo intitulado “O Padrão do Cordeiro Pascal Cumprido na História”, cujo artigo pode ser acessado aqui ). Mesmo tendo essa informação sobre a cruz marcando a virada do quarto para o quinto dia, ainda assim não temos como precisar o ano adequadamente, pois devido aos problemas no próprio calendário gregoriano, ninguém sabe afirmar em que ano exatamente ocorreu a crucificação … uma pesquisa abrangente sobre o tema e você encontrará datas envolvendo desde 26 dC até 33 dC, sendo assim não temos como saber ao certo.

O fato é que esse tempo se aproxima e com ele aumenta a expectativa do retorno do Messias, então recomendo que aproveite ao máximo o tempo que nos foi dado para espalhar o Evangelho, porque não resta muito mais. Não precisamos ser como os israelitas ao pé do monte Sinai, que se cansaram de esperar que Moisés retornasse e, assim, caíram em falsa adoração e folia pecaminosa. Em vez disso, deveríamos ser como os bons servos que cuidam fielmente do dia-a-dia dos negócios de seu SENHOR até a Sua volta … afinal a segunda vigília está chegando ao fim e a terceira se aproxima ( vide Lucas 12:35-48 em conjunto com Salmo 90:4 )

Que o SENHOR lhe ilumine e abençoe grandemente! 🙏❤️

3 thoughts to “Em que ano do calendário divino realmente estamos?!”

  1. Pelo meus cálculos dia 25 de março amanhã às 15 HS completa o ciclo de 6.000 anos o sexto dia Cristo nasceu no ano de 3986 e foi crucificado morto e sepultado 25 março do ano 19 pelas informações todos sabem que Cristo tinha 33 anos quando foi morto ,na carta A SENTENÇA DE CRISTO que se encontra no museu de catalão ,vem contando que dia foi o acontecido de que ano e como seria o procedimento

  2. Eu creio que somos a geração da vinda de nosso SENHOR!
    Mesmo que segundo o calendário divino estejamos décadas antes de findar estes 6 dias milenares creio que ele pode vir antes.

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