A Eternidade no Coração do Homem

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Ele fez tudo apropriado (belo, elegante) ao seu tempo. Também pôs no coração do homem (da humanidade) o anseio pela eternidade; mesmo assim ele (o homem) não consegue compreender inteiramente o que Deus fez (desde o seu princípio até ao seu fim).” (Eclesiastes 3:11)

Seria possível um navio ou um avião não ter um projetista? Como então poderia todo esse elegante e belo universo não ter um Criador?

Quem observa a criação, pode perceber a beleza e a elegância em tudo ao nosso redor, inclusive naquilo que é imperceptível para muitos, tais como o mundo subatômico e as elegantes leis físicas que regem as forças que compõem o nosso universo. Desde a mais bela flor até a mais intrincada fórmula física do eletromagnetismo, há uma formosura e elegâncias que denotam um Criador sem igual!!!

Da mesma forma como o Altíssimo colocou no coração do homem (da humanidade) a percepção da lei moral, tal como enfatiza Romanos 2:14-15, também colocou o SENHOR no coração do homem o anseio pelas coisas eternas … anseio este que apenas Ele, o Eterno, é capaz de suprir na vida do homem. Somos seres miseravelmente limitados, mas dentro de nós possuímos a capacidade de perceber e imaginar o ilimitado, capacidade essa que já intriga a humanidade de uma forma abrangente desde os seus primeiros filósofos e pensadores.

O homem busca compreender como tudo se formou e para onde as coisas caminham, mas o máximo que conseguirá sozinho são apenas um conjunto cada vez mais elaborado de teorias, mesmo assim esse esforço é válido e nos ajuda, inclusive, a perceber parte dessa elegância e sabedoria do Criador em tudo o que faz. Mas como não temos como voltar no tempo e testemunhar “in-loco” os detalhes do princípio por nós mesmos, dependemos da revelação do Eterno sobre o seu desígnio, tanto para o princípio como para o fim das coisas.

Como disse apropriadamente Einstein durante um simpósio em 1941: “A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega”, o homem sem Deus está incompleto, o seu anseio pela Eternidade não pode ser preenchido … tal como uma panela que possui apenas uma única tampa apropriada, o vazio do homem no que tange às questões da eternidade só pode ser preenchido pelo Eterno, o SENHOR e Criador de todas as coisas.

O homem é incapaz de compreender a abrangência e o propósito de toda a criação se não olhar para ela pelos olhos do seu Criador, seria como observar apenas algumas notas soltas da sinfonia número 11 de Beethoven sem jamais compreender a beleza e a musicalidade de toda a sinfonia, quando essas notas são dispostas juntas e na ordem pelo seu compositor. Para tal, o SENHOR tem nos revelado, através de Sua Palavra, aquilo que Ele deseja que saibamos para este tempo, pois Ele mesmo deixou claro que há muito mais por vir e o que chamamos de fim das coisas, para Ele nada mais é do que um novo começo … e muito melhor do que o anterior!!! Busque ao SENHOR, Ele se aproxima e se revela para aqueles que O buscam de TODO o coração e com TODA a força do seu ser, e então o seu anseio pela eternidade será completamente saciado!!!

Deus lhe abençoe e resplandeça o Seu Rosto sobre você!!!

A Infinidade do SENHOR

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Quando medito sobre a infinidade do SENHOR, muitas vezes este versículo da oração de Salomão durante a inauguração do Templo me vem à mente:

Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei.” (1 Reis 8:27b) (2 Crônicas 6:18b)

Ao refletir na infinidade do Eterno, o Altíssimo, lembro de duas palavras: imensidão e onipresença. Num certo sentido são termos sinônimos, porém, cada um deles possui uma conotação diferente em relação às perfeições divinas.

A “imensidão” assinala o fato de que Deus transcende a todo espaço sem ficar sujeito às limitações do mesmo, Ele é infinito em relação ao espaço.

A “onipresença” indica que Deus enche cada parte do espaço com seu Ser completo. Quem acompanha as minhas postagens, já deve ter observado essa minha análise sob o ponto-de-vista da Física Quântica, onde o paradoxo “onda/matéria” aponta para o SENHOR como o determinador último da situação do universo a cada momento ( veja esta minha reflexão sobre isso neste outro post, aqui: https://www.facebook.com/DioneiCleberVieira/posts/1338429386187067 ).

Segundo Louis Berkhof: “Enquanto a imensidão dá ênfase à transcendência de Deus, a onipresença dá ênfase à sua imanência. Deus está imanente em todas as suas criaturas, em sua criação total, mas de maneira alguma encerrado por ela”.

Deus está além do espaço e não se confunde com ele. Ele enche o céu e a terra, mas estes não podem contê-lo, porque Ele está além deles e acima deles, como declara Salomão no versículo acima compartilhado. A essência de Deus não se confunde com a da Sua criação. Está presente nela por inteiro, sem se misturar com ela (veja a minha reflexão sobre isso a partir da Física Quântica anteriormente mencionada). De certa forma, como a luz do Sol está presente no ar, mas não se mistura com ele, assim Deus está presente e enche todas as coisas, mas é totalmente independente das mesmas.

Salomão fica pasmo de que um Deus tão grande possa habitar num espaço tão pequeno de um universo feito com as Suas próprias mãos, enchendo-o com toda a plenitude de Seu Ser. Salomão pasma-se ainda que Deus possa habitar num espaço menor ainda que é um templo de alguns poucos metros, feitos pelas mãos de homens, mas enchendo-o também com a plenitude do Seu Ser! Esta é a onipresença de Deus.

Toda essa reflexão fica ainda mais interessante quando pensamos em Cristo, em quem habita, corporalmente, TODA a plenitude divina como ressalta Colossenses 2:9:

porquanto, nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

Medite … reflita nessas coisas e você perceberá que não existem problemas que se possam comparar à infinitude do nosso Deus!!! Descanse nEle, pois Ele definitivamente é SENHOR!!!

Nascido do Espírito

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A palavra “espírito” (רוח “ruwach”) aponta para algo extraordinário e além da nossa expectativa, isto é, para a misteriosa Presença Divina que permeia todas as coisas e ainda se eleva acima de todas as coisas.

Jesus comparou o espírito (em grego πνευμα “pneuma”) com os movimentos inescrutáveis do vento: “O vento (πνευμα ‘pneuma’) sopra onde quer, ouves a sua voz, mas você não sabe de onde vem nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito (πνευμα ‘pneuma’)” (João 3:8).

Nós vemos o efeito do vento, mas não o próprio vento, o que ilustra que o vento está, em última análise, além do nosso alcance e controle. Para ser “nascido do Espírito” é necessário, portanto, uma intervenção misteriosa do céu:

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (João 1:12-13)

Dessa forma, somos então uma nova criatura, com um espírito novo dado por Deus em conjunto com o Espírito do SENHOR que em nós habita e atua para nos fazer seguir aos Seus estatutos, segundo o que está descrito em Ezequiel …

Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ezequiel 36:26-27)

Assim … ser “conduzido pelo Espírito” implica em ver as coisas de uma forma diferente, isto é, apreender a Presença Divina nos movimentos misteriosos da vida. O nosso “espírito novo” precisa estar sensível e obediente às instruções do Espírito do SENHOR que está em nós para assim nos mantermos no centro da vontade do SENHOR. Sendo assim …

Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (1 Coríntios 2:13-16)

 

O Selo de Ezequiel 9

Meditando hoje no contexto de Ezequiel 9, várias coisas me chamaram a atenção, mas neste post vou apenas observar o versículo 4, pois ele é muito interessante quando lido nos originais em hebraico. O versículo diz:

e lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal (תו “tav”) a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.” (Ezequiel 9:4)

O contexto do capítulo 9 de Ezequiel é sobre a sentença de morte pronunciada contra Jerusalém e executada assim que os justos são “selados” (marcados) contra a destruição. Os que são “selados” (marcados) constituem um remanescente salvo. Esse “selo” sobre os justos, nos remete aos servos de Deus que são selados na fronte em Apocalipse 7:3, 9:4 e 14:1.

A marca do texto de Ezequiel que era para ser colocada na testa dos justos é a letra hebraica “tav”; a parte curiosa sobre essa letra é que, à época de Ezequiel no século 6 a.C., o “tav” era representado como uma cruz (vide a imagem abaixo).

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O formato atual e moderno do “tav”, o qual lembra a marca do sangue nos umbrais das portas na décima praga do Egito (vide a imagem abaixo), veio apenas nos séculos seguintes.

new_tavSendo assim, os justos no texto de Ezequiel que foram selados para serem salvos da destruição, foram aqueles que receberam o sinal, o “tav”, no formato de uma cruz … isso te lembra algo?! 🙂

Glórias ao SENHOR! Pela cruz de Cristo fomos “selados”, “marcados com um sinal” que nos justifica e nos poupa da destruição futura!

 

 

O Jaspe, O Sardônio, A Esmeralda

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O esplendor do SENHOR …

Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda.” (Apocalipse 4:2-3)

Nesse trecho o traço central é o “trono e o seu ocupante”, o texto diz que o esplendor do SENHOR é como o “jaspe” e o “sardônio”. Essas duas pedras mencionadas são, não por acaso, a última (jaspe) e a primeira (sardônio) pedra das doze pedras que cobriam a couraça do sumo sacerdote do Antigo Testamento (veja em Êxodo 28:17-20). 

A primeira pedra é para Rúben ( ראובנּ “R@’uwben” ), cujo nome significa “eis um filho” e a última pedra é para Benjamim ( בנימינּ “Binyamiyn” ), cujo nome significa “filho da minha mão direita”. As pedras são uma representação de Cristo, que é o “Primeiro e o Último” (Apocalipse 1:17). Em seu ministério na Terra, o SENHOR dirigiu-se a Ele como “Meu Filho amado” (Mateus 3:17) e no céu Ele é o Filho que “assentou-se à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus 1:3). Sendo assim, o esplendor do SENHOR como sardônio e jaspe denotam ao Seu Filho … “Eis um filho … filho da minha mão direita“.

A menção à “esmeralda” ao redor do trono, implica, segundo a linha de raciocínio colocada anteriormente, à Judá ( יהודה Y@huwdah ), cujo significado é “louvado” … o significado fala por si … o meu Senhor é o único louvado e exaltado sobre todos, cujo nome está acima de todo nome! Definitivamente as Escrituras são majestosas na sua beleza, harmonia e perfeição … glórias ao SENHOR!


Bendito és Tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso Pai, de eternidade em eternidade. Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque Teu é tudo quanto há nos céus e na terra; Teu, SENHOR, é o reino, e Tu Te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de Ti, Tu dominas sobre tudo, na Tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.” (1 Crônicas 29:10-12)

Em Que Época Vivemos?

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Eu vou fazer a seguir uma interpretação “diferente” sobre certos pontos e questões bíblicas, então adianto que posso estar errado em minha interpretação, mas cada um entenda como desejar … não estou escrevendo isso “em pedra”, estou apenas compartilhando idéias e pensamentos! Vou buscar ser sucinto e não ir muito profundo como poderia …
 
Muitos Rabinos e estudiosos entendem que estão designados à humanidade 6.000 anos antes do milênio de descanso, o sétimo. A base para esse pensamento vem tanto da questão dos dias da criação, onde cada dia representa mil anos (vide Salmo 90:4, “Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.“), como também vem da interpretação dos 120 anos mencionados em Gênesis 6:3 (“Por causa da perversidade do homem, meu Espírito não contenderá com ele para sempre; ele só viverá cento e vinte anos.”), onde os sábios interpretam que o SENHOR se referia a 120 anos “jubileu”, ou seja, 6.000 anos, sendo o sétimo milênio o de descanso … o Reino Milenar de Cristo.
 
Observando isso, a pergunta é: em que época veio Jesus e quando se completariam os 6.000 anos? Pelo calendário judaico, estamos no ano 5776, mas sabe-se que essa contagem não é acurada, então como saber? Talvez a “dica” esteja no quarto dia da criação, pois no quarto dia, dizem as Escrituras, Deus fez os “luzeiros”, em especial o Sol e a Lua. Observando isso, é o mesmo que dizer que o quarto dia equivale ao período do quarto milênio da humanidade dentro dos seis milênios designados. E quando veio Jesus? Vamos lembrar alguns textos interessantes …
 

Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça (o Messias), trazendo salvação (cura) nas suas asas (nas orlas de suas vestes); saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.” (Malaquias 4:2)

O julgamento é este: que a luz (o luzeiro) veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” (João 3:19)

De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo (o luzeiro); quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” (João 8:12)

Poderia ainda citar mais alguns textos, mas acredito que meu ponto está colocado, principalmente quando se observa que Malaquias 4:2 é um texto que se refere ao Messias, ao Cristo! Isso coloca o nascimento do Messias no período do quarto milênio da humanidade (por volta do ano 4.000). Sendo assim, cerca de 2 outros dias já se passaram, o que nos coloca dentro ou próximo do fim do sexto dia e no início para o sétimo, o Reino Milenar. O que também me lembra de mais dois outros trechos das Escrituras que são interessantes quando se utiliza o Salmo 90:4 como “chave” (“Pois mil anos, aos Teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.”) …

Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque Ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dEle. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Oséias 6:1-3)
 
Bem-aventurados aqueles servos a quem o SENHOR, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que Ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá. Quer Ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar.” (Lucas 12:37-38)
 
Observando tudo o que coloquei aqui e o que vemos ocorrendo pelo mundo nos tempos atuais, parece que estamos “às portas” de uma mudança magnífica … estamos próximos ou já vivenciando um tempo de transição que será muito difícil, mas que irá marcar o mundo mais uma vez como já ocorreu há cerca de 2.000 anos, só que desta vez de uma forma diferente … Fique alerta!!!!