A Infinidade do SENHOR

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Quando medito sobre a infinidade do SENHOR, muitas vezes este versículo da oração de Salomão durante a inauguração do Templo me vem à mente:

Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei.” (1 Reis 8:27b) (2 Crônicas 6:18b)

Ao refletir na infinidade do Eterno, o Altíssimo, lembro de duas palavras: imensidão e onipresença. Num certo sentido são termos sinônimos, porém, cada um deles possui uma conotação diferente em relação às perfeições divinas.

A “imensidão” assinala o fato de que Deus transcende a todo espaço sem ficar sujeito às limitações do mesmo, Ele é infinito em relação ao espaço.

A “onipresença” indica que Deus enche cada parte do espaço com seu Ser completo. Quem acompanha as minhas postagens, já deve ter observado essa minha análise sob o ponto-de-vista da Física Quântica, onde o paradoxo “onda/matéria” aponta para o SENHOR como o determinador último da situação do universo a cada momento ( veja esta minha reflexão sobre isso neste outro post, aqui: https://www.facebook.com/DioneiCleberVieira/posts/1338429386187067 ).

Segundo Louis Berkhof: “Enquanto a imensidão dá ênfase à transcendência de Deus, a onipresença dá ênfase à sua imanência. Deus está imanente em todas as suas criaturas, em sua criação total, mas de maneira alguma encerrado por ela”.

Deus está além do espaço e não se confunde com ele. Ele enche o céu e a terra, mas estes não podem contê-lo, porque Ele está além deles e acima deles, como declara Salomão no versículo acima compartilhado. A essência de Deus não se confunde com a da Sua criação. Está presente nela por inteiro, sem se misturar com ela (veja a minha reflexão sobre isso a partir da Física Quântica anteriormente mencionada). De certa forma, como a luz do Sol está presente no ar, mas não se mistura com ele, assim Deus está presente e enche todas as coisas, mas é totalmente independente das mesmas.

Salomão fica pasmo de que um Deus tão grande possa habitar num espaço tão pequeno de um universo feito com as Suas próprias mãos, enchendo-o com toda a plenitude de Seu Ser. Salomão pasma-se ainda que Deus possa habitar num espaço menor ainda que é um templo de alguns poucos metros, feitos pelas mãos de homens, mas enchendo-o também com a plenitude do Seu Ser! Esta é a onipresença de Deus.

Toda essa reflexão fica ainda mais interessante quando pensamos em Cristo, em quem habita, corporalmente, TODA a plenitude divina como ressalta Colossenses 2:9:

porquanto, nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

Medite … reflita nessas coisas e você perceberá que não existem problemas que se possam comparar à infinitude do nosso Deus!!! Descanse nEle, pois Ele definitivamente é SENHOR!!!

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