Nascido do Espírito

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A palavra “espírito” (רוח “ruwach”) aponta para algo extraordinário e além da nossa expectativa, isto é, para a misteriosa Presença Divina que permeia todas as coisas e ainda se eleva acima de todas as coisas.

Jesus comparou o espírito (em grego πνευμα “pneuma”) com os movimentos inescrutáveis do vento: “O vento (πνευμα ‘pneuma’) sopra onde quer, ouves a sua voz, mas você não sabe de onde vem nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito (πνευμα ‘pneuma’)” (João 3:8).

Nós vemos o efeito do vento, mas não o próprio vento, o que ilustra que o vento está, em última análise, além do nosso alcance e controle. Para ser “nascido do Espírito” é necessário, portanto, uma intervenção misteriosa do céu:

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (João 1:12-13)

Dessa forma, somos então uma nova criatura, com um espírito novo dado por Deus em conjunto com o Espírito do SENHOR que em nós habita e atua para nos fazer seguir aos Seus estatutos, segundo o que está descrito em Ezequiel …

Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ezequiel 36:26-27)

Assim … ser “conduzido pelo Espírito” implica em ver as coisas de uma forma diferente, isto é, apreender a Presença Divina nos movimentos misteriosos da vida. O nosso “espírito novo” precisa estar sensível e obediente às instruções do Espírito do SENHOR que está em nós para assim nos mantermos no centro da vontade do SENHOR. Sendo assim …

Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (1 Coríntios 2:13-16)

 

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