Aprendendo com Davi sobre Prioridades

Davi sabia dar prioridade ao que é mais importante, isso ele deixa claro neste Salmo e neste versículo …

Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no Seu templo.” (Salmo 27:4)

É interessante observar nesse texto que o verbo em hebraico para “peço” no original é שׂאל (sha’al) ou שׂאל (sha’el), e o mesmo denota “pedir esmola”, “mendigar”; uma atitude muito diferente dessa que muitos dizem hoje em que se deve “determinar”; Davi sabia quem ele era e quem Deus É, por isso ele sabia como alcançar o coração do SENHOR devidamente; tolos são aqueles que não conseguem perceber quem é o verdadeiro Senhor nessa relação do homem com Deus … possivelmente acabarão por descobrir da pior forma o quanto as suas percepções e valores estão equivocados.

No Seu tabernáculo, oferecerei sacrifício de júbilo; cantarei e salmodiarei ao SENHOR.” (Salmo 27:6b)

Neste Salmo, Davi se refere ao Tabernáculo do SENHOR, não aquele de Moisés, que ficava no Monte Gibeom, mas aquele que Davi havia feito, e em que havia somente a Arca do SENHOR, sem o véu de separação, que ficava no Monte Sião, e que simbolizava a graça, pois nele não eram oferecidos sacrifícios diários de animais como ocorria em Gibeom, mas sim sacrifícios espirituais que eram o erguer de mãos, os louvores e os júblios de adoração.

Ao meu coração me ocorre: Buscai a Minha presença; buscarei, pois, SENHOR, a Tua presença.” (Salmo 27:8)

Também note que o termo “buscar” que aparece muitas vezes neste Salmo, vem do original בקשׂ (baqash) e denota uma busca incessante para se encontrar, não é aquela busca do tipo em que se pode vir a desistir, mas é daquela que só termina quando se encontra.

Quem sabe o que é importante de verdade não tem nada a temer, porque sabe a quem pode se dirigir em petição nas horas difíceis, e a sua esperança está bem fundamentada! Leia todo o Salmo 27 e irá perceber isso!

Que o Eterno resplandeça o Seu rosto sobre você e lhe abençoe grandemente!

O Poder da Língua

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A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.” (Provérbios 18:21)

Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente;” (1 Pedro 3:10)

Quando o autor de hebreus comenta sobre a paz e a santificação, sem a qual ninguém verá ao Senhor (Hebreus 12:14), é impossível dissociar o texto ao “poder da língua”, pois o texto implica que a santificação envolve diretamente a habilidade da fala, afinal “a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12:34b). A língua expressa o estado e a natureza da alma, e seremos chamados a prestar contas de nossas palavras, delas dependem a vida e a morte, conforme está escrito: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.” (Mateus 12:36,37).

Em 1 Pedro 2:22,23; o texto mostra que Jesus, mesmo ao ser vilipendiado por homens ímpios e desvairados, não devolveu os seus insultos verbais, e nem saiu qualquer ludíbrio de seus lábios; não era ele uma pessoa dúplice, pronta a dizer tolices; antes, sempre se mostrou honesto em todas as suas ações e em todas as suas palavras.

Tiago, em seu livro, alude que o homem perfeito, aquele que possui perfeição moral, é o que controla a sua língua e Tiago dá sérias advertências sobre o “poder da língua”, como descrito abaixo:

Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo. … Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno. … a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?” (Tiago 3:2,6,8-11)

Tiago enfatiza que a língua é um membro bem pequeno do corpo, mas difícil de controlar, e quem a controla é também capaz de controlar todo o seu corpo. O texto reitera que todos cometem equívocos dos tipos mais diversos; talvez o erro  mais comum seja o da língua. É fácil dizer palavras apressadas e assim acabar ofendendo e magoando alguém de forma indevida e injusta.

O homem é como um navio batido pelas ondas e pelos ventos e que, apesar das intempéries, pode ser controlado por um pequeno leme para se manter no curso correto, mesmo em meio às mais difíceis tempestades, e Tiago usa a mesma imagem para a língua, comparando-a ao pequeno leme que controla o navio. Uma língua descontrolada é como um navio sem leme, e o fim dele poderá ser em meio aos recifes, num naufrágio … é também como uma labareda de fogo sobre galhos secos que podem, pelo seu descontrole, dizimar uma floresta inteira pelas chamas. É por isso que Tiago reitera a importância de que se controle a língua, para que ela seja fonte de benção, e não de maldição.

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As pessoas em geral, desprezam o poder e a consequência das suas próprias palavras. Não custa lembrar que, todo o universo que conhecemos, foi criado pelo poder da palavra (vide Salmo 33:9) … assim também o é em sua vida, muito do que você vive hoje é resultado simples e direto de suas próprias palavras, mas infelizmente muitos se esquecem dessa verdade. É bom você observar e meditar em tudo isso antes de decidir proferir mais palavras de maldição novamente (sejam elas faladas ou escritas), sejam elas para si próprio ou para os outros … lembre de Mateus 12:36,37 que foi anteriormente referenciado. Não é por acaso que o primeiro pecado ocorreu por intermédio da boca, quando Adão e Eva experimentaram do fruto, e assim continuaram pelas palavras que ambos proferiram diante do SENHOR quando inquiridos por Ele, é muito provável que teriam alcançado um resultado diferente se tivessem escolhido melhor as palavras naquela situação, pois o SENHOR é bom e a sua bondade dura para sempre, mas a resposta do SENHOR é, muitas vezes, um reflexo e resposta ao teor das palavras que proferimos. Davi entendia disso muito bem …

Quem, SENHOR, habitará no Teu tabernáculo? Quem há de morar no Teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;” (Salmo 15:1-3)

Na boca de um verdadeiro adorador, não cabem palavras de iniquidade, de maldição e de morte, que geram intrigas e ódio entre irmãos; portanto, controle o poder de sua língua e …

Refreie a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la.” (Salmo 34:13,14)

A boca do justo profere a sabedoria, e a sua língua fala o que é justo.” (Salmo 37:30)

A minha língua celebre a Tua lei, pois todos os Teus mandamentos são justiça.” (Salmo 119:172)

Graça e Lei, Uma Reflexão …

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Ultimamente eu tenho ouvido alguns comentando que, pelo fato de estarmos sob a égide da graça, então já não há mais uma lei, como se o Reino de Deus fosse agora regido pela anarquia legal. Esse tipo de pensamento em si é errôneo já na sua fonte, visto que a nova aliança, registrada em Jeremias 31:31-33 (cumprida em Cristo, vide Mateus 26:26-28), já enfatiza que a lei sai das “tábuas (coração) de pedra” para a mente e o coração, como também enfatizam Ezequiel 36:26,27 e 11:19,20 (recomendo que leia também o versículo 21 do capítulo 11, considero muito pertinente). A graça, por meio de Cristo e em Cristo, nos alcança algo que debaixo da lei mosaica jamais conseguiríamos alcançar, mas ela não anula a existência de uma lei, de princípios e mandamentos que devem ser obedecidos.

Em certo sentido a lei teve uma “evolução”, um “upgrade” ao sair das tábuas (coração) de pedra e ir para a mente e o coração (de carne) … algo que Paulo em certo momento declara como “Lei de Cristo” … como exemplo disso, veja que Paulo nesse trecho abaixo, claramente declara que jamais fica “sem lei” para com Deus …

Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, NÃO ESTANDO SEM LEI PARA COM DEUS, MAS DEBAIXO DA LEI DE CRISTO, para ganhar os que vivem fora do regime da lei.” (1 Coríntios 9:20,21)

Em Hebreus, o autor deixa claro a mudança de lei necessária quando houve a mudança de sacerdócio, implicando na existência de uma lei mesmo debaixo da graça.

Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.” (Hebreus 7:11,12)

Para quem acha que a “Lei de Cristo”, como citado por Paulo, é mais “branda” em alguns pontos do que a mosaica, recomendo a leitura de Mateus 5:17-48, observando o fechamento imperativo da última sentença: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48).

Recomendo adicionalmente também a leitura completa de João 15, com ênfase para o mandamento dado pelo próprio Senhor, DUAS vezes nesse trecho:

O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” (João 15:12)

Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.” (João 15:17)

Recomendo igualmente que se medite no que Paulo assim escreveu sobre o assunto e que se harmoniza com João 15:

A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Romanos 13:8-10)

Que o SENHOR lhe abençoe!

O SENHOR e a Sua “Pluralidade” nos Originais

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Eu amo estudar sobre o meu SENHOR e a Sua Majestade nas Escrituras em hebraico, pois no original certas frases ganham um sentido maior e mais interessante pela sua construção, termos e conjugações; afinal por melhor que seja a tradução, o idioma original sempre terá características próprias que só são perceptíveis nele e que se perdem na tradução.

Como exemplo, vou colocar uma série de versículos que ilustram a “pluraridade” do SENHOR que na versão em Português foram traduzidos de uma forma singular, mas que no original estão no plural. Como irá observar, o termo no original para “Deus” é “Elohiym”, quem conhece o hebraico já percebe, pela sua terminação, que Elohiym é plural e ele aparece já no primeiro versículo das Escrituras em Gênesis 1:1, ou seja, se fôssemos literalmente interpretar o versículo, teríamos algo como: “No princípio criou Deuses os céus e a terra”. Isso é gramaticalmente esquisito, visto que o verbo criar está no singular e não no plural como seria a concordância correta, por isso temos a tradução “criou Deus” e essa é a primeira pista na Bíblia da referência à “pluralidade” de Deus. Nos textos abaixo eu vou colocar como está o verbo ou substantivo no hebraico original entre colchetes e o nome usado do SENHOR para que se perceba a diferença com a versão traduzida:

Quando Deus [Elohiym] me fez [fizeram] andar errante da casa de meu pai, eu disse a ela: Este favor me farás: em todo lugar em que entrarmos, dirás a meu respeito: Ele é meu irmão.” (Gênesis 20:13)

E edificou ali um altar e ao lugar chamou El-Betel; porque ali Deus [Elohiym] Se lhe revelou [foram-lhe revelados] quando fugia da presença de seu irmão.” (Gênesis 35:7)

Então, Josué disse ao povo: Não podereis servir ao SENHOR, porquanto é Deus [Elohiym] Santo [Santos], Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados.” (Josué 24:19)

Quem há como o Teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem Tu, ó Deus [Elohiym], foste resgatar [foram resgatá-los] para ser Teu povo? E para fazer a Ti mesmo um nome e fazer a Teu povo estas grandes e tremendas coisas, para a Tua terra, diante do Teu povo, que Tu resgataste do Egito, desterrando as nações e seus deuses?” (2 Samuel 7:23)

Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus [Elohiym], com efeito, que julga [julgam] na terra.” (Salmo 58:11)

Lembra-te do teu Criador [teus Criadores] nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer;” (Eclesiastes 12:1)

Porque o teu Criador [Criadores] é o teu marido [maridos]; o SENHOR dos Exércitos é o Seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; Ele é chamado o Deus [Elohiym] de toda a terra.” (Isaías 54:5)

Regozije-se Israel no seu Criador [seus Criadores], exultem no seu Rei os filhos de Sião.” (Salmo 149:2)

O que isso está nos dizendo é que a realidade de Deus é tão transcendente, tão incrível e tão alta que não há nenhuma palavra em qualquer linguagem que possa expressá-la devidamente. A palavra de Deus nos permite saber que tudo o que você acha que Deus É, saiba que Ele É ainda mais do que isso. Apesar de quão grande você acredite que Ele seja, Ele É ainda maior; apesar de tão belo, majestoso e impressionante que você creia que Ele É, Ele É ainda mais belo, mais majestoso e mais surpreendente. O que isso nos revela sobre Deus? Revela que, apesar do quanto acreditamos saber sobre Deus, há sempre mais para se saber … muito mais. Por isso, nunca pare de buscar a Ele, porque “Elohiym” É tão incrível que Ele É sem fim.

Em Isaías  temos dois exemplos emblemáticos que denotam a pluralidade do SENHOR em três formas, onde você pode perceber distintas personalidades/manifestações relacionadas ao Deus único … veja:

Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; Eu Sou O mesmo, Sou O primeiro e também O último. Também a Minha mão fundou a terra, e a Minha destra estendeu os céus; quando Eu os chamar, eles se apresentarão juntos. Ajuntai-vos, todos vós, e ouvi! Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR amou a Ciro e executará a Sua vontade contra a Babilônia, e o Seu braço será contra os caldeus. Eu, Eu tenho falado; também já o chamei. Eu o trouxe e farei próspero o seu caminho. Chegai-vos a Mim e ouvi isto: não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isso vem acontecendo, tenho estado lá. Agora, o SENHOR Deus Me enviou a Mim e o Seu Espírito.” (Isaías 48:12-16)

Perceba que neste trecho de Isaías 48 Deus se apresenta em três formas distintas:

  1. Aquele que fala … “O primeiro e … O último”
  2. O SENHOR Deus … (que enviou Aquele que fala)
  3. O Espírito de Deus … “o Seu Espírito” (o qual também tem participação no envio dAquele que fala)

O Espírito do SENHOR Deus está sobre Mim, porque o SENHOR Me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a Sua glória.” (Isaías 61:1-3)

Novamente, neste outro trecho de Isaías 61 temos outras três formas distintas:

  1. Aquele que fala … (Aquele que foi “ungido” para cumprir uma tarefa que somente Deus pode cumprir)
  2. O SENHOR Deus … (O que ungiu Aquele que fala para realizar a Sua tarefa)
  3. O Espírito de Deus … (O que repousa sobre Aquele que fala)

Existem vários debates para buscar explicar essas menções em plural como nos textos acima, desde a alegação por Rabinos de que são referências verbais em caráter “majestáticos”, passando pelas emanações do Eterno até a Trindade. Eu não desejo entrar nesse assunto neste post, pois o alongaria muito. Prefiro aqui apenas apreciar a beleza da Palavra do SENHOR e a Sua Grandeza!!!

O Islã Hoje, no Coração Geográfico dos Antigos Impérios e das Profecias Bíblicas

Uma observação que eu considero pertinente aos que gostam de estudar as Escrituras, a história antiga e as profecias e geografia dos países mencionados em muitos profetas quando envolvem os eventos do tempo do fim desta era, olhando a partir de Jerusalem e Israel como base geográfica …

– Os países do antigo Império Egípcio são hoje muçulmanos (o SENHOR combate contra eles como descrito em Isaías 19).

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– Os países do antigo Império Assírio são hoje muçulmanos (o SENHOR combate contra eles como descrito em Miquéias 5, Isaías 14)

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– Os países do antigo Império Babilônico são hoje muçulmanos (o SENHOR combate contra eles como descrito em Jeremias 49-51)

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– Os países do antigo Império Persa são hoje muçulmanos (o SENHOR combate contra eles como descrito em Ezequiel 38 e 39)

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– Os países do antigo Império Grego, em sua maioria, são hoje muçulmanos (o SENHOR combate contra eles como descrito em Zacarias 9:13,14 e Ezequiel 38)

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– Os países do antigo Império Romano do Oriente (Bizantino), são hoje, em sua maioria, muçulmanos (o SENHOR combate contra eles como descrito em Zacarias 9:13,14 e Ezequiel 38)

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– Os países do antigo Império Romano do Ocidente, hoje estão sendo islamizados paulatinamente e, recentemente, de uma forma mais acelerada com as migrações de milhões de muçulmanos [vide imagem anterior e abaixo]. (não há citações diretas dos países europeus nas profecias bíblicas, como as que são observadas nas passagens anteriores citadas que geograficamente mencionavam tais regiões). ( Veja aqui o artigo da revista National Geographic ).

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Eu conheço os mais variados paradigmas escatológicos e sei que alguns alegam que o Islã seria exterminado antes dos eventos do tempo do fim, mas o que estamos vendo não corrobora com muitas dessas teses e paradigmas. Cada vez mais o Islã se mistura com o ocidente, o que me lembra que a palavra “misturado” de Daniel 2:43 é ערב “`arab” (em aramaico), que também está relacionada aos “árabes” (ao Islã). Observando a estátua de Nabucodonosor, o Islã hoje está presente tanto na perna [e pé] direita quanto na perna [e pé] esquerda (Império Romano do Ocidente e do Oriente) … e isso não é por mero “acaso” …

Quanto ao que viste do ferro misturado (ערב `arab) com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura (ערב `arab) com o barro.” (Daniel 2:43)

Também não é irrelevante o fato do Islã estar presente fisicamente no Monte do Templo com uma Mesquita e em sua doutrina pregar que Jesus não é filho de Deus e que ele não morreu numa cruz, tal como as Escrituras dizem acerca do espírito do Anticristo, o qual prega exatamente tais coisas.

Hoje existem cerca de 1,5 bilhão de muçulmanos e 57 países do mundo são regidos pela Lei Islâmica da Sharia. Gostem muitos ou não, o Islã está no centro, no coração geográfico de hoje com relação às profecias bíblicas, exceto aconteça algo extraordinário que elimine exatamente os 1,5 bilhões de muçulmanos e repovoe milagrosamente essas regiões imediatamente com outros indivíduos e crenças, é nítido que o Islã possui um papel central nas profecias do tempo do fim desta era, segundo relatam muitas profecias.

Pérolas aos Porcos

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Uma análise mais detalhada sobre este famoso dito de Jesus …

Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.” (Mateus 7:6)

Particularmente, eu acredito que o fato de Jesus usar o plural (“pérolas“) significa, intuitivamente, que ele nos indica de que, se necessário, podemos fazer uso de pelo menos uma única “pérola” para com uma pessoa e, por meio dela, fazer a “leitura” de como essa pessoa a recebe de nós, para então usarmos de sabedoria e identificarmos se ela é ou não como um cão ou um porco, pois dependendo do resultado, não devemos gastar então mais nenhuma.

Gostaria de observar algumas coisas a mais sobre esse texto aqui:

coisas santas” – provavelmente, alude à carne oferecida em sacrifícios; assim, temos o quadro de um sacerdote que jogava pedaços de carne, tirados do altar, aos cães que infestavam as cidades do oriente. As pérolas pequenas, denominadas “pérolas-sementes“, tinham a aparência de ervilha ou milho, que era comida de porcos. Portanto, temos aqui o quadro de um homem rico que jogava mãos cheias dessas pequenas pérolas aos porcos. A advertência não visa a missões religiosas, porque isso seria uma contradição a muitas outras passagens bíblicas, mas é um aviso para que não degrademos nem nossa fé preciosa e nem nós mesmos, por meio de uma atitude imprópria dirigindo nosso ensino àqueles que o degradam desdenhosamente.

coisas santas” e “pérolas” – o termo têm recebido várias interpretações simbólicas, tais como: 1) A fé cristã. 2) As verdades do Reino e de Deus. 3) A comunhão e os privilégios da comunidade cristã e, embora Jesus fale em termos gerais, parece ser essa a interpretação mais razoável.

Porcos” e “Cães” – Eram considerados animais imundos segundo a lei dos judeus. Esses animais são símbolos de certos tipos de homens. Há várias idéias sobre isso: 1) Os hereges (cães); os inimigos; os indivíduos hostis (porcos). 2) De acordo com Agostinho, os perseguidores hostis (cães) e os indivíduos imundos, sem nenhum sentimento de santidade (porcos). Paulo se referiu a homens assim: “… para que sejamos livres de homens perversos e maus; porque a fé não é de todos” (2 Ts 3:2). Os escritos judaicos falam de alguns homens como se fossem animais imundos e desavergonhados. Provavelmente, Jesus pensou nessas referências ao proferir essas palavras.

voltando-se, vos dilacerem” – Alguns acham que Jesus fala somente dos porcos com essas palavras, mas os cães do Oriente, às vezes, eram violentos; basta lembrar do caso de Jezabel que teve seu corpo devorado pelos cães. Esses cães no Oriente Médio comiam, por vezes, carne apodrecida, lixo ou qualquer coisa que encontrassem. Eram cães de comportamento violento. Esses animais eram um símbolo usado por Jesus para ilustrar a natureza de alguns homens. Precisamos usar de cautela com essas pessoas, não evitando ajudá-las quando isso for possível, mas sem fazer da verdadeira religião um motivo de zombaria por estes. Jesus não queria que os preceitos da verdadeira religião permanecessem ocultos, mas mostrou que esses ensinos não devem ser impostos às pessoas de má vontade ou que odeiam abertamente a causa cristã.

O Endurecimento do Coração de Faraó

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Compartilhando aqui alguns comentários sobre um questionamento feito a respeito da questão do “endurecimento do coração de Faraó” … a idéia não é esgotar o assunto, mas quem sabe essas informações podem vir a ser úteis …
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Os termos que descrevem o endurecimento do coração de Faraó aparecem por vinte vezes em Êxodo (do capítulo 4 ao 14). Na descrição desse endurecimento são utilizados 3 verbos hebraicos: חזק (chazaq), כבד (kabad) ou כבד (kabed) e קשׂה (qashah). O significado básico de chazaq é “ser forte, duro“, a mesma raiz de Ezequias onde diz “o Senhor é a minha força“, e de Ezequiel onde diz “que Deus fortaleça“, num contexto negativo o significado seria mais para “cabeça-dura“. O verbo kabad significa “ser pesado” e essa palavra, além de descrever o coração, também pode descrever os olhos (Gn 48:10), os ouvidos (Is 6:10), ou a boca e a língua (Êx 4:10); onde cada uma dessas referências diz respeito ao mau funcionamento de um órgão em especial, quer em virtude de idade ou de doença. O verbo qashah significa “ser duro, severo, difícil“. Dos 3 verbos chazaq é o mais utilizado, 11 vezes; logo após vem kabad, 7 vezes e depois qashah, 2 vezes.

É curioso observar que, somente após a sexta praga vir sobre os egípcios é que vemos alguma referência a Deus endurecendo o coração de Faraó. Existem apenas duas referências a Faraó endurecendo o próprio coração (Êx 9:34,35) após Deus o ter feito. Certamente há relevância no fato de que, mesmo após Deus ter endurecido o coração de Faraó (Êx 9:12), o soberano do Egito, pelo menos mais uma vez, foi capaz de endurecer o seu próprio coração (Êx 9:34). Depois disso, contudo, é Deus e apenas Deus, que endurece o coração de Faraó. É como se a janela de oportunidade de Faraó tivesse se fechado.

Teria sido um acidente tudo isso? Querem as Escrituras dizer que Faraó, agora tão intransigente com Deus, havia perdido o direito de optar de forma consistente ou independente? A liberdade pode ser revogada? Sabemos que Faraó, pelo menos durante algum tempo, teve controle sobre as suas escolhas, mas jamais teve sobre as consequências dessas mesmas escolhas.

É interessante lembrar que durante o processo, Deus por diversas vezes tentou sensibilizar o coração de Faraó. O fez isso por meio de Moisés (Êx 8:8, 8:24), pelo testemunho de seus próprios mágicos (Êx 8:19), levando-o ao arrependimento, ainda que parcialmente (Êx 9:27) e mesmo assim Faraó continuou a pecar (Êx 9:34).

Vale lembrar que Paulo, em Romanos do capítulo 9 ao 11, se refere ao endurecimento do coração de Faraó e a ação de Deus (Rm 9:17-18 e 11:7,25). Isso mostra tanto a soberania divina quanto a liberdade moral do homem. Não deixa de ser interessante observar que, em Romanos, a palavra “misericórdia” (ελεεω eleeo) aparece 11 vezes, sendo que 9 delas estão nos capítulos 9 ao 11.

Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra. Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.” (Romanos 9:14-18)

O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito. Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos. O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade. Abominável é ao SENHOR todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune. Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal. Sendo o caminho dos homens agradável ao SENHOR, este reconcilia com eles os seus inimigos. Melhor é o pouco, havendo justiça, do que grandes rendimentos com injustiça. O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.” (Provérbios 16:1-9)

Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade? Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Assim como também diz em Oséias: Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada; e no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo, ali mesmo serão chamados filhos do Deus vivo. Mas, relativamente a Israel, dele clama Isaías: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve; como Isaías já disse: Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, ter-nos-íamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.” (Romanos 9:19-29)

Aonde, portanto, tudo isso leva a humanidade? Esse é o interesse de Romanos 9:30 até 10:21. É importante não parar em Romanos 9:29. Afinal, Deus é soberano sim, mas isso não nega a liberdade humana.

Paulo compara o endurecimento de Faraó ao endurecimento dos judeus; em ambos os casos, Deus usa esse endurecimento visando à redenção. Ele endureceu o coração de Faraó e o resultado foi a libertação dos Israelitas do Egito. Ele endureceu os judeus, o resultado é que foi permitido aos gentios que participassem do Reino de Deus. Esse endurecimento é permanente? Romanos 11:26 dá a resposta final: “E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades“.