Todas As Evidências Sugerem Que O Irã Já Possui Ogivas Nucleares

Meu Comentário: Este é um artigo relativamente longo e sei que hoje em dia as pessoas não gostam de ler muito, mas aconselho você a ler até o fim, pois não receberá essa carga de informação da “mídia oficial” e ao ler você perceberá que é uma informação muito importante para os dias atuais e que estão buscando esconder por simplesmente não informar a população mundial … e fazem isso propositadamente! Veja os detalhes no artigo abaixo.

Analista: a administração Obama é quase certo que saiba disso e está “ok” com isso.

 

por Garth Kant,

 


WASHINGTON – Em um dia onde o Irã e as potências ocidentais anunciaram que tinham chegado a um “esqueleto” de um acordo, um analista altamente informado e perspicaz acredita que a administração Obama não estava realmente tentando impedir o Irã de obter armas nucleares.

Na verdade, seria exatamente o oposto.

“Se o Irã quisesse tornar-se nuclear, isso estava tudo bem para esta administração. Eu realmente acho que esta é a sua política”, disse a especialista no Oriente Médio, Clare Lopez, do Centro de Política de Segurança.

Lopez descreveu as conversações com Irã como conversações de uma dança diplomática kabuki [uma dança iraniana], destinada a encobrir a terrível verdade: O Irã já tem o que quer.

Todas as evidências sugerem que o Irã já possui ogivas nucleares“, disse ela ao site WND.

Pior ainda, ela disse que a administração Obama quase que certamente já sabe disso.

“A única coisa que eu não acho que sabemos ao certo é se os iranianos têm sido capazes de casar as ogivas nucleares com os mísseis, o que é uma coisa tecnicamente difícil de se fazer”, disse Claire Lopez, cuja perspicácia analítica foi aperfeiçoada por 20 anos como uma agente de campo da CIA.

 

 Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, aperta a mão do Secretário de Estado dos EUA, John Kerry. 

 

O jornal The New York Times descreveu o esqueleto do acordo anunciado nesta quinta-feira [02/04/2015] como um “entendimento geral surpreendentemente específico e abrangente sobre os próximos passos para limitar o programa nuclear de Teerã”.

Mas não aparece o que as partes concordam e nem sobre o que eles concordaram, porque após o anúncio, o Irã imediatamente acusou os EUA de mentirem sobre o que estava no acordo.

O negociador-chefe do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse aos jornalistas que o acordo permitirá que o Irã mantenha o funcionamento de seu programa nuclear.

Vamos continuar o enriquecimento; vamos continuar a pesquisa e o desenvolvimento“, e não fecharemos quaisquer de nossas instalações, disse Zarif.

Ele também comentou que essencialmente todas as sanções econômicas contra o Irã serão removidas depois que o acordo for assinado, pelo prazo de 30 de junho.

O acordo proposto também permitiria ao Irã manter o funcionamento de 5.000 centrífugas capazes de produzir urânio enriquecido, um combustível para armas nucleares. Após 15 anos, o Irã estaria livre para produzir tanto combustível quanto quiser e da forma que desejar.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fez uma avaliação completa do acordo, twittando: “Um acordo com base neste quadro ameaça a sobrevivência de Israel”.

No entanto, o presidente Barack Obama afirmou que o acordo “elimina qualquer caminho” para o Irã de desenvolver uma arma nuclear. E, insistiu, “Se o Irã trapacear, o mundo vai saber”.

Mas pelo que Lopez supõe, o que está no acordo é, em grande parte, irrelevante, porque o Irã já tem basicamente o que quer.

O site WND perguntou para Lopez, se o Irã já tem ogivas, se ele as comprou ou as construiu?

 

 Clare Lopez, vice-presidente de Pesquisa e Análise do Centro de Política de Segurança. 

 

“Eu acho que eles a construíram”, disse ela. “Eu não vejo como não, depois de estarem a muitos anos trabalhando em estreita colaboração com os programas de outros países”.

Assim, se o objetivo não foi o de impedir o Irã de obter a bomba, por que a administração Obama estava tão desesperada para chegar a um acordo?

“Para uma espécie de acúmulo de uma vitória política”, disse Lopez. “É para manter as aparências. Um ganho político no cinturão de armas. Mas não é real. Quero dizer, eles sabem que não é real”.

A ânsia do governo por um acordo foi expressa já em janeiro de 2013, quando o funcionário do Conselho Nacional de Segurança, Ben Rhodes, disse aos ativistas liberais que isso era tão importante para o presidente quanto o Obamacare, dizendo: “Esta é provavelmente a maior coisa que o presidente Obama vai fazer em seu segundo mandato na política externa. Isto é como os cuidados de saúde para nós, apenas para colocá-lo no contexto”.

Esse zelo para um acordo fez com que o resto do mundo ficasse atento.

“O que me incomoda é que parece que a administração está com tanta fome para chegar a um acordo apenas que, cheguem a um acordo somente para que eles possam dizer que eles têm um acordo”, disse o presidente da Câmara, John Boehner, nesta quinta-feira, antes do anúncio do acordo e ao retornar de uma viagem à Israel e a outros cinco países do Oriente Médio. “O resto do mundo quer algo real além disso”.

“E nós estamos nessas conversas com as pessoas que nos descrevem como Satanás, como nós caminhamos para chegar a um acordo com os iranianos, enquanto eles estão espalhando o terror em todo o Oriente Médio”, acrescentou.

Lopez disse ao WND, “Eu não tenho certeza se os arquitetos dessa agenda política, incluindo o presidente, na verdade entendem a história da jihad islâmica e o que é feito nela, e para, o mundo – especialmente o mundo não-muçulmano, muitos dos quais forçosamente foram subjugados ao domínio islâmico ao longo dos séculos. Ou então, como poderiam seguir com essa política?”.

Ela também alertou que a administração não pode reconhecer plenamente que o Irã é tão perigoso porque não está buscando a convivência; em última análise, está buscando a dominação do mundo e não recuou de expressar isso abertamente.

“De acordo com sua própria constituição, que é dedicada à jihad e a um governo islâmico global sob a Shariah. A sua ideologia diz que pode acelerar o retorno do 12º Imam por instigar o Armageddon: Um pensamento assustador sobre um regime de condução para uma bomba nuclear”.

Lopez notou uma peculiaridade distinta para se manter em mente ao negociar com o Irã: “a lei islâmica obriga os muçulmanos a mentirem para os não-muçulmanos. Por que diabos alguém iria esperar que o Irã, uma jihad e um estado sob a Shariah, iriam negociar com os ocidentais de boa-fé?”.

“Eles (o governo) estão atraídos pela visão de um Irã como uma potencial fonte de estabilidade estratégica em uma região que está caindo aos pedaços”, especulou Peter Feaver, professor de ciência política da Universidade de Duke e ex-funcionário da Casa Branca no governo George W. Bush. “Eles nunca seriam tão ingênuos para descrevê-lo dessa forma, mas você pode dizer que é uma esperança.”

Lopez vê nisto “uma tremenda ingenuidade sobre o que a jihad e a Shariah realmente querem dizer” por parte do governo Obama.

Ela detecta “uma aparente confiança que se os EUA adotarem uma atitude mais flexível, bem, então assim será com os iranianos. Eu não tenho certeza de como graduados da Ivy League poderiam ser tão ignorantes da história do mundo. Eu não posso imaginar que eles gostariam de infligir o legado da jihad islâmica a qualquer um se eles soubessem o que isso significou historicamente”.

O Washington Post relatou outra possível motivação para Obama chegar a um acordo, praticamente qualquer acordo, com o Irã: o orgulho pessoal.

“As negociações também são pessoais para o presidente. Obama foi repudiado como sendo perigosamente ingênuo em 2007 pela então candidata, Hillary Rodham Clinton, por sugerir que ele poderia comprometer-se de ‘diplomacia pessoal agressiva’ com o Irã”, informou o jornal nesta quarta-feira.

“Há uma determinação para provar que os republicanos estão errados, e para provar que o mundo está errado”, disse ao Post Julianne Smith, ex-vice-conselheira de segurança nacional do vice-presidente Biden.

Lopez enumerou mais quatro razões pelas quais ela acreditava que o presidente forçou pesadamente para um acordo:

  • Obama, decidiu retirar o poder e a influência dos EUA no Oriente Médio e no Norte da África.
  • Ele tem uma visão de mundo que vê a América como uma influência para o mal no mundo; portanto, ele deve diminuir essa influência onde e como for possível.
  • Ele tem uma visão de mundo que vê o Islã como reprimido e oprimido pelas potências ocidentais (coloniais) e os EUA como o herdeiro desse papel opressivo.
  • Ele tem um desejo de “corrigir” o que é visto como “injustiça” sofrida pelo Islã nas mãos do Ocidente e decidiu que a melhor maneira de fazer isso é os EUA retirarem, permitirem e capacitarem o Islã a emergir novamente para o que é visto como o seu lugar “verdadeiro” no mundo.

Por que Lopez acredita que a evidência sugere que o Irã já construiu ogivas nucleares? Porque muito desta evidência tem sido acessível ao público por tanto tempo.

Em 2004, a AP relatou que um grupo de oposição iraniano revelou que o regime tinha comprado diagramas para uma bomba nuclear da mesma rede do mercado negro que proveu à Líbia tais diagramas, e que continuava a enriquecer urânio, apesar de um compromisso de suspender esse esforço.

O Conselho Nacional de Resistência do Irã, ou NCRI, disse que o esquema foi fornecido por Abdul Qadeer Khan, o líder paquistanês da rede ligadas a programas nucleares no Irã e na Líbia.

 

 Abdul Qadeer Khan 

 

O NCRI tem um longo histórico de fornecer informações precisas sobre o programa de armas nucleares do Irã.

Em 15 de agosto de 2002, um grupo exilado revelou que o Irã estava construindo duas instalações nucleares secretas: uma usina de enriquecimento de urânio em Natanz e uma planta de produção de água pesada em Arak.

Em 2005, o New York Times relatou que altos funcionários da inteligência dos Estados Unidos forneceu à Agência Internacional de Energia Atômica, ou AIEA, o conteúdo de um “laptop roubado, iraniano, que continha mais de mil páginas de simulações de computadores iranianos e resultados de experimentos – estudos de características cruciais de uma ogiva nuclear”.

O NPR informou que, em 2006, os modelos de bombas nucleares foram descobertos “em computadores pertencentes a três empresários suíços sob investigação por seus vínculos com a rede de contrabando dirigido por Khan”, de acordo com o ex-inspetor de armas da ONU, David Albright.

A informação foi tornada pública em 2008, época em que Khan estava sob “prisão domiciliar por ter vendido segredos nucleares para a Líbia e outros países”.

O jornal The Guardian relatou, em 2006, que os EUA tinham provas de que o Irã estava projetando “uma bomba nuclear bruta, como a lançada sobre Nagasaki, em 1945”.

Os EUA disseram que diagramas da bomba foram “encontrados em um laptop pertencente a um engenheiro nuclear iraniano, e obtido pela CIA em 2004”.

Lopez disse que, se “você ler entre as linhas” do seu relatório feitos em novembro de 2011, ficou claro que, mesmo a AIEA acreditava que Irã estava trabalhando em uma ogiva nuclear, bem como os gatilhos explosivos para iniciar a sequência de implosão.

“Então, sim, eles tiveram a informação de como construir uma ogiva por um longo tempo. Eles tiveram assistência especializada a partir de, no mínimo, a Coréia do Norte e o Paquistão”, disse ela. “Eles estão documentados pela AIEA como estando envolvidos em atividades relacionadas ao desenvolvimento de ogivas. Há imagens de satélite de Parchin do que se acredita serem ‘containers’, em que os gatilhos de ogivas foram testados. E as autoridades iranianas têm sido relatados de estarem presentes na Coréia do Norte durante os testes nucleares”.

Parchin é um dos locais onde o Irã não permitem que inspetores da AIEA possam ir.

 

 Imagem de satélite da instalação nuclear de Parchin. 

 

O Secretário de Estado, John Kerry, disse na quinta-feira que, no âmbito do acordo, o Irã vai permitir que a AIEA inspecione qualquer lugar que quiser.

Mas, antes que o acordo tinha sido anunciado, Lopez advertiu: “A coisa toda é inspeção do tipo voluntário. A AIEA envia uma solicitação para dizer aos iranianos para onde querem ir e eles podem cumprir ou não”.

Lopez descreveu a transparência e a honestidade do Irã sobre seu programa como sendo inexistente. E, ela frisou, o Irã tem sempre evitado o cumprimento das obrigações internacionais já concordadas.

“Cada uma das instalações que nós conhecemos, publicamente, em seu programa de armas nucleares foi revelado por alguém que não seja o Irã. Como signatário do TNP (Tratado de Não Proliferação) eles são responsáveis ​​por informar a AIEA todas as suas instalações e abri-las para inspeção. Eles nunca, nunca ofereceram a admissão de uma única delas. Tudo veio a partir de imagens de satélite, serviços de inteligência ou pela oposição iraniana”.

A partir de fotografias de satélite que mostraram que as estruturas em Parchin foram projetadas para o teste de cargas explosivas utilizadas para detonar ogivas nucleares, Lopez disse que isto requer a pergunta: “Em que você testa esses gatilhos explosivos, se você não tem uma ogiva?”.

Lopez disse que os iranianos estavam realizando pesquisa e desenvolvimento de ogivas nucleares em Lavizan, cuja existência foi revelada pela NCRI em 2002.

“Uma vez que foi exposto, os iranianos o demoliram ao chão. Demoliram todos os edifícios, cada árvore, arbusto, e folha de grama e levou-os para “eu-não-eu-sei-onde”, em seguida, eles transformaram o local em um parque da cidade com bancos de piquenique e campos de tênis. A mesma coisa em Parchin. Esta é a forma como eles agem”.

Lopez disse que o limiar crítico chave para os iranianos está em aperfeiçoar um sistema de entrega de uma ogiva.

“Eu não sei se eles já casaram a ogiva com um míssil. Até que esteja na parte superior de um míssil não será funcional, pelo menos, da maneira usual”.

Ela descreveu os mísseis do Irã como um enorme problema que o Ocidente está ignorando à sua própria conta e risco.

“ICBMs do Irã (mísseis balísticos intercontinentais) não estão ainda sobre a mesa para discussão. Eles são explicitamente excluídos dessas negociações”.

Além disso, “O Pentágono tem relatórios de código aberto disponível agora para, pelo menos, de dois a três anos, que os ICBMs do Irã seriam capazes de atingir os EUA continental neste ano de 2015. Tem o alcance para chegarem aos EUA, eu não sei sobre a precisão. Eles tem combustível sólido do foguete propulsor, todas as coisas que ajudam a aumentar a sua gama de mísseis“.

Então, tudo se resume a saber se eles podem casar a ogiva com o foguete?

“Sim”.

Quando conseguirem isso, eles podem tanto atacar Israel como lançar um ataque PEM (Pulso Eletromagnético) sobre os Estados Unidos?

“Sim. Tudo que eles precisam é de um míssil para atacar a América. Ele nem sequer tem que ser um míssil inter-continental. Poderia ser um “Scud em um êmbulo de bomba”. Eles poderiam colocar um míssil de mais curto alcance em uma traineira de pesca, estacioná-lo fora do limite das águas internacionais, e enviá-lo ao longo do Kansas”.

O ex-diretor da CIA, James Woolsey, escreveu no Wall Street Journal, em agosto de um estudo que concluiu que um pulso eletromagnético, ou ataque PEM, que poderia derrubar a rede elétrica dos Estados Unidos com uma única explosão nuclear sobre o centro da nação, e mataria até 90 por cento da população dos Estados Unidos dentro de um ano, devido à fome, doença e discriminação social.

Em outras palavras, uma única bomba nuclear daria ao Irã a capacidade de infligir um apocalipse em cima dos Estados Unidos, e destruí-lo de forma eficaz, com apenas o toque de um botão.

“Há um relatório de código aberto sobre um documento militar iraniano que mostrou que a sua doutrina militar explicitamente exige o uso de uma arma de PEM contra os Estados Unidos. Isso não significa que eles tenham a capacidade, mas já estão pensando sobre isso”, alertou Lopez.

 

 Premiê soviético Nikita Khrushchev bate seu sapato em um pódio da ONU em 1960. 

 

“Estamos lidando com um regime que não só foi responsável, em parte, para a colaboração nos atentados de 11/9, o qual tem atacado, assassinado e torturado nosso povo por 36 anos, mas é também um regime com uma ideologia que tem uma teologia messiânica e apocalíptica que prevê fazer um Armagedon para trazer o fim dos tempos de acordo com as suas crenças. É também uma escatologia que é absolutamente imbuída de ódio aos judeus. Então, por que na Terra, devemos negociar com um regime como esse? Sabendo-se que, desde o início, eles nunca negociaram de boa fé. Nunca”.

Ela esclareceu a diferença desta negociação com a que ocorria com os soviéticos durante a Guerra Fria, porque eles estavam tão preocupados com a sua própria sobrevivência como estavam os norte-americanos, ao contrário dos mulás de Teerã.

A doutrina da Guerra Fria de dissuasão invocava o fato de que nenhum dos lados poderia lançar um ataque se foi assegurado que o outro lado iria lançar um contra-ataque igualmente devastador.

A teoria era que “a destruição mútua assegurada”, ou MAD, garantia que nenhum dos lados poderia lançar um ataque, porque ele também estaria cometendo suicídio.

No entanto, essa teoria não se aplica necessariamente ao Irã.

Lopez recordou as palavras do estudioso do Oriente Médio, Bernard Lewis, que, quando se trata dos mulás do Irã que estão em busca do apocalipse, “a destruição mútua assegurada” não é um fator de dissuasão, mas sim um incentivo.

“E é assim que eles pensam”, lamentou Lopez. “Eles acham que eles vão trazer de volta o 12º imã ao lançar o fim dos tempos, trazendo o Armagedon na Terra”.

O analista também descreveu uma série de outros problemas com as negociações do governo com o Irã.

Em primeiro lugar, o Conselho de Segurança da ONU aprovou seis resoluções exigindo que o Irã suspenda todo o enriquecimento nuclear, ponto.

Antes que o plano fosse anunciado, ela observou: “Tudo o que sabemos sobre as negociações é o que está vazado; não temos uma versão oficial, mas é dado a entender que o nosso lado está pronto a admitir que o Irã pode continuar o enriquecimento”.

Isso provou ser verdadeiro quando foi noticiado que o acordo vai permitir que o Irã continue utilizando 5.000 centrífugas, e, depois de 15 anos, com muitos mais da forma que desejar.

Ela observou que o Plano Conjunto de Ação, acordado pelas potências mundiais e o Irã, em 2013, dizia de forma muito explícita que está previsto que o Irã vai continuar a enriquecer urânio.

“Bem ali, eles desrespeitaram seis resoluções da ONU”, disse ela. “O Irã tem 19 mil centrífugas para enriquecimento de urânio que eles já admitiram. Apenas cerca de 10 mil estão ligados e em funcionamento. Os outros não estão ligados ainda. O acordo vai permitir que o Irã tenha 5.000 centrífugas em uso, e o restante não tem que ser destruído. Tudo o que tem a fazer é dizer que eles os tiraram. Então, eles não têm que destruir quaisquer centrífugas. Eles não tem que remover todas as centrífugas. Eles só tem que dizer que as desligaram”.

 

 Centrífugas iranianas 

 

Outro grande problema, que Lopez apontou, é que o Irã já tem um bom estoque de urânio enriquecido, um ingrediente-chave para uma arma nuclear.

“Eles diluíram alguns deles em uma forma menos facilmente acessíveis, mas eles mantiveram tudo isso”, disse ela. “Leva apenas uma ou duas semanas para reverter esse processo e voltar até o urânio enriquecido”.

O WND mencionou que o primeiro-ministro israelense, assinalou que qualquer capacidade de enriquecimento do Irã era um perigo inaceitável. E o WND noticiou recentemente que o ex-embaixador na ONU, John Bolton, foi surpreendido de que os EUA haviam se mudado de uma posição original, há 15 anos, de insistir que o Irã não tenha capacidade de enriquecimento, para negociar sobre o quanto a capacidade de enriquecimento do estado terrorista poderia ter.

“Como você, nas negociações, de repente decide que você está derrubando seis resoluções do Conselho de Segurança da ONU?”, Perguntou Lopez, um tanto retórica e incrédula. “Que autoridade que eles têm que fazer isso?”.

E mais um grande problema citado por Lopez: “Os iranianos supostamente estão autorizados a continuarem a trabalhar sobre as gerações mais avançadas de centrífugas. Eles estão desenvolvendo centrífugas mais recentes que podem tornar o urânio mais enriquecido, mais rápido“.

O WND, em seguida, apontou para outro problema: os relatos de que o Irã está terceirizando grande parte do seu programa nuclear, de modo que qualquer acordo firmado com o Ocidente nem sequer cobrem grande parte do esforço dos mulás de se tornarem uma potência nuclear.

No domingo, Gordon Chang escreveu no Daily Beast uma descrição da grande amplitude de terceirização iraniana.

A Coréia do Norte e o Irã anunciaram um pacto de cooperação técnica, em setembro de 2012, e um mês mais tarde, “O Irã começou a colocar o pessoal em uma base militar na Coréia do Norte, em uma área montanhosa perto da fronteira com a China. Os iranianos, do Ministério da Defesa e das empresas associadas, alegadamente estão trabalhando em ambos os mísseis e armas nucleares”.

“Mohsen Fakhrizadeh, o homem que se acredita ser cientista-chefe nuclear de Teerã, estava quase que certamente na Coréia do Norte, em Punggye-ri, em fevereiro de 2013 para testemunhar o terceiro teste atômico de Pyongyang. Os relatórios colocam técnicos iranianos no local para as primeiras duas detonações também”.

Chang também relatou que os norte-coreanos também tem vendido material ao Irã por núcleos de bomba, “urânio, talvez até mesmo armas”.

 

 Lançamento do foguete norte-coreano. 

 

Além disso, “Centenas de norte-coreanos têm trabalhado em cerca de 10 instalações nucleares e de mísseis do Irã”.

As indicações são que a China está cooperando com os dois países.

“Há relatos contínuos de transferências feitas por empresas chinesas para o Irã em violação de tratados internacionais e normas da ONU. Entidades chinesas têm sido implicadas nos embarques de aço maraging, em forma de anel de ímãs, e em válvulas e medidores de vácuo, todos aparentemente dirigidos às instalações atômicas iranianas. Em março de 2011, a polícia em Port Klang apreendeu dois contêineres de um navio com destino ao Irã vindos da China”.

A conclusão de Chang sobre a terceirização iraniana foi alarmante: “Eles estarão um dia longe de uma bomba – o tempo de vôo de Pyongyang para Teerã – não um ano como políticos americanos e outros esperam”.

Lopez disse ao WND, “Eu diria que a história do Daily Beast é precisa. Esse é o meu entendimento de como as coisas têm sido por muitos e muitos anos. A relação de trabalho entre o Irã e a Coréia do Norte faz sentido para eles”.

Por que?

“O Irã tem o mundo respirando no seu pescoço. A Coréia do Norte colocou-se fora do tratado de não-proliferação nuclear, mas o Irã ainda é signatário. Os iranianos e norte-coreanos têm trabalhado juntos por muitos e muitos anos em ogivas e mísseis”.

Se esta informação é tão conhecida publicamente, por que a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, desclassifica os mesmos como sendo relatórios “bizarros” dos principais analistas do Irã que estavam provavelmente escondendo ativos nucleares chave relacionados à Coréia do Norte, e que os dois regimes estavam transferindo urânio enriquecido e tecnologia  de mísseis balísticos entre si?

“Eu acho que é conhecido dentro do Departamento de Estado, e, certamente, dentro do INR (Bureau de Inteligência e Pesquisa), o seu ramo de pesquisa, uma pequena divisão dentro do departamento que faz parte da comunidade de inteligência. Eles com certeza sabem sobre isso. Se Marie Harf sabe, talvez não”.

Assim, o então Secretário de Estado, John Kerry, e os outros negociadores sabem sobre a grande terceirização iraniana, também?

“Claro que ele sabe! Ao seu nível, ele teria que saber”.

Assim, se o governo não está divulgando tanta informação sobre o que o Irã está fazendo nos bastidores, o WND perguntou a Lopez que Obama nunca iria utilizar a opção militar para destruir o programa nuclear do país?

“Não”.

Será que Israel tem uma opção militar viável?

“Sim”.

Ela se referiu a vários relatórios, em Fevereiro, que a Arábia Saudita havia vazado que deixaria Israel sobrevoar o seu espaço aéreo para atacar o Irã, se necessário.

 

 Jatos da Força Aérea Israelense. 

 

Mas será que Israel teria a capacidade passar pelo radar e pelas defesas aéreas do Irã e atingir as instalações iranianas localizadas no subsolo sem bombas eliminadoras de Bunkers dos EUA?

Lopez se refere ao livro “A hora de atacar“, do professor de Georgetown e ex-estrategista do Pentágono, Matthew Kroenig, que, segundo ela, descreveu como “Israel, por si só não pode destruir todo o programa do Irã ou derrubar o regime, a única maneira de parar o programa. Mas, se os israelenses derrubarem quatro instalações-chave, eles poderiam ganhar tempo, pelo menos um ou dois anos”.

Como fazer para se chegar a locais subterrâneos, Lopez disse que bombas eliminadoras de bunkers pode não serem necessárias se Israel fizer “múltiplo ataques no mesmo buraco”.

Além disso, eles não precisam destruir as instalações: apenas colapsar a entrada de um local “iria transformá-lo em um sarcófago”.

Isso, segundo ela, iria paralisar o programa do Irã por um tempo.

Teria que valer a pena o risco de retaliação maciça iraniano e uma guerra regional em grande escala?

“Eu acho que depende da avaliação de Israel de quão pertos eles estão de atingirem a capacidade funcional de armas nucleares. Tudo depende dessa avaliação. Se Israel acha que o Irã está perto, eles têm que ir”, concluiu a analista.

“Eles não podem esperar”.

 

* Artigo traduzido por mim, link do original aqui: ‘All evidence suggests Iran already has nuclear warheads’

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