O Significado do Cordeiro Pascal Macho

 

É maravilhoso de se observar como o SENHOR construiu as Escrituras com um tão vasto conjunto de informações, dispostas em diversas camadas distintas e profundas, de tal forma que surpreendem e extasiam até mesmo aos mais dedicados e obstinados estudantes de Sua palavra. É notório que os textos em hebraico, aramaico e grego são ricos em significados, não apenas pelas palavras em si, mas pelo que representam tão ricamente em seus múltiplos significados e simbologias, assim como também pelos seus valores numéricos e estruturas que evidenciam a beleza, sabedoria e majestade do matemático Supremo. Além disso, também é interessante como o SENHOR gosta de jogar com as palavras, fazendo trocadilhos para esconder parte dos Seus mistérios e propósitos, de tal forma que apenas com um conhecimento dos idiomas originais se está apto a percebê-los … aqui um exemplo:

Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada um puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro. O cordeiro será sem defeito, macho ( זכר zakar ) de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito;” (Êxodo 12:3-5)

No trecho citado anteriormente existem vários detalhes importantes e profundos, mas nesse artigo eu vou me ater apenas a palavra usada para designar o cordeiro sem defeito do sacrifício da Páscoa pelo povo de Israel como sendo um cordeiro macho, cuja palavra no original é זכר “zakar” … o curioso jogo de palavras aqui é que זכר zakar também significa: lembrar, recordar, trazer à mente.

O que então isso significa e o que isso representa?! Bem … quando o Cordeiro Pascal foi morto, isso implica que o “zakar” foi morto … destruído. E matar o zakar é acabar com a lembrança, é destruir a recordação, é apagar a memória; não mais trazendo as lembranças à mente. Quando o Messias, o Cristo, morreu na Páscoa como o Cordeiro Pascal Último, Ele também foi o zakar, o Cordeiro sem defeito … o Cordeiro macho … o zakar que levou os nossos pecados.

Quando Jesus morreu na cruz, foi a morte do zakar. Quando o zakar morreu, ele levou consigo toda a memória dos nossos pecados; toda as lembranças de nossas culpas, de nossos pecados e iniquidades, foram destruídas na morte do zakar, e a memória de nossa vergonha já não existe mais. Por isso que o profeta Jeremias quando trata sobre a Nova Aliança prometida por Deus, no capítulo 31, ele escreve …

Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as Minhas leis, também no coração lhas inscreverei; Eu Serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos Me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei ( זכר zakar ).” (Jeremias 31:33,34)

Percebe como as coisas estão vinculadas?! Observe a beleza do “jogo de palavras” usadas pelo SENHOR através da língua hebraica?! Deus enfatiza que na Nova Aliança Ele perdoaria as iniquidades e os pecados do povo e que deles jamais se lembraria!!! Quando Jesus cumpriu a Nova Aliança, firmada através do Seu sangue ( vide Mateus 26:26-28 ), Ele garantiu esse perdão, pois Ele foi o Cordeiro sem defeito, macho, o zakar … aquele que levaria a lembrança e o “peso” de todos os pecados e iniquidades consigo para a morte … para a destruição, onde essas lembranças, essas recordações, jamais voltariam à mente …

Entenda isso, quando você aceita o Messias como o seu Cordeiro Pascal, quando você crê no Filho de Deus e na obra realizada por Ele em seu benefício, então você é limpo dos seus pecados e das suas iniquidades e o SENHOR jamais os trará novamente à lembrança. Por isso que o apóstolo Paulo e o autor de Hebreus escrevem …

Lançai fora o velho fermento [ a velha criatura em pecado ], para que sejais nova massa [ uma nova criatura no SENHOR, nascido do Alto ], como sois, de fato, sem fermento [ sem pecado ]. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade.” (1 Coríntios 5:7,8)

Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. E disto nos dá testemunho também o Espírito Santo; porquanto, após ter dito: Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as Minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei, acrescenta: Também de nenhum modo Me lembrarei dos seus pecados e das suas iniqüidades, para sempre. Ora, onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado.” (Hebreus 10:12-18)

Se você está em Cristo, você morreu com Ele e a sua vida agora está nEle e você é Nova Criatura, gerada pela Nova Aliança! Viva de acordo com essa nova natureza, busque as coisas que são do Alto e viva sem o peso dos pecados do seu “velho eu”, pois a memória deles foi destruída no Calvário através da expiação do Senhor!!! Que o SENHOR lhe abençoe e ilumine os seus caminhos!!!

O Design Divino Nos Maiores Mandamentos

O nome do SENHOR em hebraico é יהוה (YHWH, o tetragrama sagrado) e o valor somado de suas letras é 26 (10+5+6+5), pois as letras do hebraico também representam números.

Curiosamente a palavra אהבה (ahavah), amor em hebraico, possui o valor 13 (1+5+2+5) … em vista disso, quando cumprimos o mandamento de amor ao próximo, um com o outro, ambos estão, através desse verdadeiro amor mútuo, trazendo o SENHOR ( יהוה ) para o meio de si, pois 13 + 13 = 26 ( amor + amor = SENHOR ) …

Também as Escrituras são enfáticas ao dizer que “o SENHOR, nosso Deus, é o único ( אחד ‘echad ) SENHOR” (Deuteronômio 6:4), ELE é um ( אחד ‘echad ) e 1 João 4:8 enfatiza que ELE é amor ( אהבה ahavah ). A palavra unidade/um, em hebraico אחד (‘echad), possui o valor 13 (1+8+4) … portanto, quando o seu amor ao único Deus é verdadeiro, quando o seu amor está em unidade, você se torna um com o SENHOR ( יהוה ), pois 13 + 13 = 26amor + unidade/único [Deus] = SENHOR ) …

Essas coisas são mero acaso?! Pense melhor, tudo isso faz parte de um grande design divino … por isso que o Senhor tão propriamente disse …

Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR! Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Marcos 12:28-31)

Números do Candelabro de Ouro ( מְנוֹרָה, a Menorah )

Eu poderia fazer dezenas de correlações simbólicas do que representa a Menorah no contexto Bíblico, e é claro que a sua simbologia está também diretamente relacionada ao Messias, o Senhor Jesus; mas apresentar todas essas correlações faria deste post um livro e não é esse o objetivo.

Neste post vou abordar um aspecto da verdade revelada, através da combinação de números relacionados à Menorah. Todos os números mencionados nas Escrituras têm um significado, e a Menorah está repleta de números. Seguem alguns deles:

  • Uma única peça de ouro: O número 1 é símbolo de unidade, de singularidade, de unanimidade, de uma só Igreja (João 17:20,21), de um só Deus e um só Senhor (1 Cor 8:6).
  • Três botões: O número 3 simboliza a divindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Estes três botões sustentavam os sete braços da Menorah formando uma base sólida. Isto é um símbolo da verdade encontrada no fato de que Deus é o firme fundamento e aquele que sustenta a Igreja (Mat 28:19,20).
  • Sete lâmpadas: O número 7 simboliza plenitude, totalidade e perfeição. Sobre os sete braços havia sete lâmpadas acesas com fogo. Estas sete lâmpadas simbolizam os sete Espíritos que estão sobre o Messias, o Senhor Jesus (Is 11:2). Isto também se aplica à Igreja, que é o seu Corpo (Ap 1:4). Havia sete lâmpadas, mas apenas uma Luz. Há sete espíritos (Is 11:2), porém um só Espírito. O número 7 também é bastante significativo em muitas outras passagens bíblicas: sete festas, sete anos para o ciclo do Shemitah, etc…
  • Nove ornamentos: O número 9 é uma característica dos braços da Menorah. Em cada um dos seis braços procedentes da Menorah havia três taças, três botões e três flores. Cada braço tinha nove ornamentos ao todo. O número nove é o número do Espírito Santo na Igreja. Existem nove frutos do Espírito (Gal 5:22,23) e nove dons do Espírito (1 Cor 12:8-11).
  • Doze símbolos: No pedestal da Menorah havia quatro grupos de taças, botões e flores perfazendo um total de doze. O número doze representa a autoridade plena apostólica. Existem muitos outros exemplos nas Escrituras que confirmam este pensamento, como: os doze pães na Mesa da Proposição, os doze fundamentos da cidade de Deus, as doze pedras no peitoral do sumo sacerdote, as doze tribos de Israel e os doze apóstolos do Cordeiro.
  • Sessenta e seis: Somando-se o número de taças, botões e flores do pedestal e dos seis braços temos como resultado o total de livros da Bíblia. Havia três grupos de taças, botões e flores nos três braços de cada lado da Menorah. Se nós adicionarmos os doze do pedestal, temos um total de 39, o que nos leva ao número de livros do Antigo Testamento (3 x 9 = 27 + 12 = 39). Assim, os demais braços totalizam 27, correspondendo aos 27 livros do Novo Testamento. A soma total é de 66. Foi do agrado de Deus nos dar a sua Palavra em 66 livros reunidos em uma só Bíblia para iluminar os nossos caminhos (Sl 119:105). A Menorah nos recorda que precisamos da luz do Espírito Santo para iluminar esses 66 livros para a Igreja.
  • O número seis é também o símbolo do homem. Foi no sexto dia que o homem foi criado. O Livro de Deus é formado por 66 livros, sendo o único Livro da luz divina para o homem! A Bíblia é a Palavra de Deus para o homem perdido. Os 66 ornamentos da Menorah não eram separados, mas confeccionados em uma única peça de ouro. Da mesma forma, a Bíblia é composta de 66 livros unificados pelo Espírito e pela mente de Deus em um único Livro. A Bíblia toda é a essência da obra de Deus. Jesus ensinou a respeito da unidade das Escrituras, mencionando que toda a Palavra testemunha sobre Ele (Lc 24:27; Hb 10:5-9).

A exemplo da Menorah, a Igreja deve deixar a luz de Deus brilhar nas trevas deste mundo, trazendo a luz do conhecimento da glória de Deus, como é vista na face de Jesus Cristo (2 Cor 4:6). A vida do cristão deveria ser luz para os homens, pois a luz é a própria natureza e o caráter de Deus em Cristo.

 

** Adaptado de material de Kevin Conner

A Simbologia da Cruz no Tabernáculo de Moisés

tribos

Não apenas a disposição das Tribos ao redor do Tabernáculo de Moisés formavam uma enorme cruz para quem estivesse olhando de cima (vide imagem anterior), como também os utensílios do Tabernáculo estavam dispostos em formato de cruz ( e com os estandartes das tribos principais de cada grupamento como as faces de um Querubim ) …

* As tribos:

  • A Leste, sob a bandeira do Leão se posicionavam as tribos de Judá, Issacar e Zebulom (Números 2:3-9). Esse exército era formado por 186.400 indivíduos e representava o maior dos agrupamentos.
  • A Oeste do Tabernáculo, sob a bandeira do Boi estavam as tribos de Efraim, Manassés e Benjamim (Números 2:18-24). Este era o menor grupo das tribos, abrangendo 108.100 pessoas.
  • Ao Norte, as tribos de Dã, Aser e Naftali acampavam sob a bandeira da Águia (Números 2:25-31). O total de pessoas desse acampamento era de 157.000 indivíduos.
  • No lado oposto do acampamento encontramos as tribos de Rúben, Simeão e Gade, ao Sul do Tabernáculo, sob a bandeira do Homem (Números 2:10-16). A quantidade de indivíduos neste acampamento era quase igual ao número de pessoas do lado norte: 151.450.

É importante acrescentar que uma enciclopédia hebraica menciona que os quatro rostos da visão de Ezequiel correspondem aos quatro símbolos encontrados nas bandeiras sob os quais a nação de Israel acampava. Os quatro rostos representavam um leão, um boi, uma águia e um homem – veja Ezequiel 1 e Apocalipse 4:5.

O conceito da cruz precisa ser mantido para sermos plenamente abençoados (Mateus 16:16-25; 1 Coríntios 2:1,2; 1 Coríntios 14:40 e Colossenses 2:5). Não admira as palavras de Paulo: “Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 6:14).

 

utensilios
* Os utensílios:

Uma confirmação adicional do conceito da “cruz” pode ser vista na disposição e na distribuição divina dos utensílios do Tabernáculo. Deus deu instruções precisas de como posicionar os objetos, e vemos nessa disposição a ordem divina.

A arca da aliança estava posicionada no “Lugar Santíssimo”. As varas de madeira ficavam nas laterais da arca (Êxodo 25:13,14).

Os querubins ficavam nas extremidades da tampa (Êxodo 25:18).

O propiciatório ficava voltado para o leste (Levítico 16:14).

As varas foram colocadas nas argolas laterais da arca (portanto a arca foi colocada com as varas na direção norte e sul).

O altar do incenso foi colocado na seguinte posição:

  • Em frente do véu (Êxodo 30:6)
  • Diante da arca (Êxodo 40:5)
  • Diante do Propiciatório – tampa (Êxodo 30:6). Isto colocaria o altar do incenso alinhado com a arca da aliança, ou com o “coração” do Tabernáculo, no Lugar Santo.

A mesa dos pães da Presença foi colocada no lado norte do Tabernáculo (Êxodo 40:22).

O candelabro de ouro foi colocado no lado sul do Tabernáculo (Êxodo 40:24), mais especificamente em frente da mesa. Ambos se localizavam no Lugar Santo. A mesa e o candelabro estavam um em frente do outro (Êxodo 26:35).

Saindo para o pátio externo encontramos o altar de bronze (ou altar dos holocaustos) bem em frente à porta (Êxodo 40:6,29), isto é, “na entrada”, simbolizando o início da aproximação do homem na presença de Deus. A pia de bronze também estava colocada no pátio externo, “entre” a tenda do Tabernáculo e o altar de bronze (Êxodo 40:7), estando assim, alinhada com o altar de bronze.

Embora as Escrituras não declarem expressamente a posição de cada utensílio, é possível perceber que se traçarmos uma linha reta entre a arca da aliança, o altar de incenso, a pia de bronze e o altar de bronze, e outra linha reta entre o candelabro de ouro e a mesa dos pães, teremos uma cruz. Assim, as evidências indicam que os utensílios foram dispostos em forma de cruz (vide imagem anterior).

 

* adaptado de Kevin Conner

O SENHOR e a Sua “Pluralidade” nos Originais

majestade

 

Eu amo estudar sobre o meu SENHOR e a Sua Majestade nas Escrituras em hebraico, pois no original certas frases ganham um sentido maior e mais interessante pela sua construção, termos e conjugações; afinal por melhor que seja a tradução, o idioma original sempre terá características próprias que só são perceptíveis nele e que se perdem na tradução.

Como exemplo, vou colocar uma série de versículos que ilustram a “pluraridade” do SENHOR que na versão em Português foram traduzidos de uma forma singular, mas que no original estão no plural. Como irá observar, o termo no original para “Deus” é “Elohiym”, quem conhece o hebraico já percebe, pela sua terminação, que Elohiym é plural e ele aparece já no primeiro versículo das Escrituras em Gênesis 1:1, ou seja, se fôssemos literalmente interpretar o versículo, teríamos algo como: “No princípio criou Deuses os céus e a terra”. Isso é gramaticalmente esquisito, visto que o verbo criar está no singular e não no plural como seria a concordância correta, por isso temos a tradução “criou Deus” e essa é a primeira pista na Bíblia da referência à “pluralidade” de Deus. Nos textos abaixo eu vou colocar como está o verbo ou substantivo no hebraico original entre colchetes e o nome usado do SENHOR para que se perceba a diferença com a versão traduzida:

Quando Deus [Elohiym] me fez [fizeram] andar errante da casa de meu pai, eu disse a ela: Este favor me farás: em todo lugar em que entrarmos, dirás a meu respeito: Ele é meu irmão.” (Gênesis 20:13)

E edificou ali um altar e ao lugar chamou El-Betel; porque ali Deus [Elohiym] Se lhe revelou [foram-lhe revelados] quando fugia da presença de seu irmão.” (Gênesis 35:7)

Então, Josué disse ao povo: Não podereis servir ao SENHOR, porquanto é Deus [Elohiym] Santo [Santos], Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados.” (Josué 24:19)

Quem há como o Teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem Tu, ó Deus [Elohiym], foste resgatar [foram resgatá-los] para ser Teu povo? E para fazer a Ti mesmo um nome e fazer a Teu povo estas grandes e tremendas coisas, para a Tua terra, diante do Teu povo, que Tu resgataste do Egito, desterrando as nações e seus deuses?” (2 Samuel 7:23)

Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus [Elohiym], com efeito, que julga [julgam] na terra.” (Salmo 58:11)

Lembra-te do teu Criador [teus Criadores] nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer;” (Eclesiastes 12:1)

Porque o teu Criador [Criadores] é o teu marido [maridos]; o SENHOR dos Exércitos é o Seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; Ele é chamado o Deus [Elohiym] de toda a terra.” (Isaías 54:5)

Regozije-se Israel no seu Criador [seus Criadores], exultem no seu Rei os filhos de Sião.” (Salmo 149:2)

O que isso está nos dizendo é que a realidade de Deus é tão transcendente, tão incrível e tão alta que não há nenhuma palavra em qualquer linguagem que possa expressá-la devidamente. A palavra de Deus nos permite saber que tudo o que você acha que Deus É, saiba que Ele É ainda mais do que isso. Apesar de quão grande você acredite que Ele seja, Ele É ainda maior; apesar de tão belo, majestoso e impressionante que você creia que Ele É, Ele É ainda mais belo, mais majestoso e mais surpreendente. O que isso nos revela sobre Deus? Revela que, apesar do quanto acreditamos saber sobre Deus, há sempre mais para se saber … muito mais. Por isso, nunca pare de buscar a Ele, porque “Elohiym” É tão incrível que Ele É sem fim.

Em Isaías  temos dois exemplos emblemáticos que denotam a pluralidade do SENHOR em três formas, onde você pode perceber distintas personalidades relacionadas ao Deus único … veja:

Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; Eu Sou O mesmo, Sou O primeiro e também O último. Também a Minha mão fundou a terra, e a Minha destra estendeu os céus; quando Eu os chamar, eles se apresentarão juntos. Ajuntai-vos, todos vós, e ouvi! Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR amou a Ciro e executará a Sua vontade contra a Babilônia, e o Seu braço será contra os caldeus. Eu, Eu tenho falado; também já o chamei. Eu o trouxe e farei próspero o seu caminho. Chegai-vos a Mim e ouvi isto: não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isso vem acontecendo, tenho estado lá. Agora, o SENHOR Deus Me enviou a Mim e o Seu Espírito.” (Isaías 48:12-16)

Perceba que neste trecho de Isaías 48 Deus se apresenta em três formas distintas:

  1. Aquele que fala … “O primeiro e … O último”
  2. O SENHOR Deus … (que enviou Aquele que fala)
  3. O Espírito de Deus … “o Seu Espírito” (o qual também tem participação no envio dAquele que fala)

O Espírito do SENHOR Deus está sobre Mim, porque o SENHOR Me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória.” (Isaías 61:1-3)

Novamente, neste outro trecho de Isaías 61 temos outras três formas distintas:

  1. Aquele que fala … (Aquele que foi “ungido” para cumprir uma tarefa que somente Deus pode cumprir)
  2. O SENHOR Deus … (O que ungiu Aquele que fala para realizar a Sua tarefa)
  3. O Espírito de Deus … (O que repousa sobre Aquele que fala)

Existem vários debates para buscar explicar essas menções em plural como nos textos acima, desde a alegação por Rabinos de que são referências verbais em caráter “majestáticos”, passando pelas emanações do Eterno até a Trindade. Eu não desejo entrar nesse assunto neste post, pois o alongaria muito. Prefiro aqui apenas apreciar a beleza da Palavra do SENHOR e a Sua Grandeza!!!

A Bacia de Bronze do Tabernáculo

espelho

No deserto, na entrada do Tabernáculo, foi construído uma “pia de bronze”; o lugar onde os sacerdotes se lavavam e se preparavam antes de entrarem na Presença Divina:

Farás também uma bacia de bronze com o seu suporte de bronze, para lavar. Pô-la-ás entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela. Nela, Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés. Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram; ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao SENHOR.” (Êxodo 30:18-20)

A Escritura nos diz que esta bacia foi feita a partir dos espelhos das mulheres que os ofereceram para ajudar a construir o santuário:

Fez também a bacia de bronze, com o seu suporte de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam para ministrar à porta da tenda da congregação.” (Êxodo 38:8)

Entendendo isso espiritualmente, os espelhos foram transformados de um lugar onde se encontrava a própria aparência para um lugar onde se encontrava a Deus. Em vez de usarem os espelhos para focar em suas faces superficiais, agora esses espelhos refletem a luz do amor de Deus, com a antiga autoimagem agora “sacrificada” ou rendida para alcançar um “novo eu” mais profundo:

Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:16-17)

Este é o “novo eu”, purificado pela Palavra de Deus, refletindo o brilho da sua presença, como diz Efésios 5:26: “ para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra”.

E apresentando agora esse “novo eu” (הָאָדָם הֶחָדָשׁ), criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade, como diz Efésios 4:24: “… e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”.

O espelho “sacrificado” representa a mudança para encarar a realidade, para ver-se como Deus nos vê … pois, por causa de Jesus, temos acesso ao interior do coração de Deus:

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” (Hebreus 4:16)

Sendo assim, entenda agora como e quem você é em Cristo: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3:18).

Como Deus Promoveu o Retorno dos Judeus à Israel

Aos que gostam de história e de observar as digitais do SENHOR movimentando-a, seguem algumas informações:

A partir do século 18, o SENHOR começou a enriquecer muitos judeus para promover o seu retorno; em 1750, a Rússia decretou tolerância aos judeus; em 1753, a Inglaterra naturalizou os judeus residentes como cidadãos; o que também ocorreu em 1780 na Áustria e em 1788 na França; em 1806 a Rússia chamou os judeus de volta, banidos por Pedro, o Grande; também em 1806 a Itália emancipou os judeus e a Prússia, em 1813, reconheceu os seus direitos.

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Em 1838 e 39, o The Times, de Londres, publicou as idéias do Lord Shaftes Bury sobre o retorno de Israel à sua terra, apelando para a Rainha Vitória para interceder a favor de suas teses.

Em 1860, a Aliança Hebraica foi fundada para promover a liberdade dos judeus em todos os países e colonizar a terra prometida. Assim, vemos os gentios, mais uma vez, de uma maneira indireta, patrocinando o retorno de Israel.

De repente … em 1867 a Turquia permite o retorno dos judeus. Na mesma ocasião espalhou-se a notícia em Londres de que um industrial judeu, Sir Moses Montifiore, colocou uma fábrica de tecidos em Jerusalém, juntamente com um moinho de trigo e uma vila de casas, indo à falência logo após.

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Em 1878, houve o primeiro encontro de Conferências Proféticas em Nova Iorque, na Igreja de Santa Trindade, com a presença de 49 pastores presbiterianos, 23 batistas e os restantes entre episcopais, luteranos e metodistas, ao todo eram 122. Houve um compromisso solene entre eles de ensinar a Segunda Vinda de Cristo e a restauração de Israel. A expectação do retorno do Senhor e de Israel aumentaram nos arraiais evangélicos.

Em 1879, um judeu crente, Adolfo Saphir, presbiteriano, realizava uma série de conferências sobre o tema: Israel e a Bíblia, em Londres. Mais tarde fundou uma entidade de Evangelismo aos judeus – Testemunho Hebreu-Cristão para Israel. Em 1889, John Wilkinson publicou um livro chamado “Israel, minha Glória”, um clássico mundial. Wilkinson também foi fundador de uma Missão de evangelismo aos judeus em 1876, em Londres, cujos resultados se fizeram sentir na França, Europa oriental, norte da África e até no Brasil, com a presença de Salomão Ginsburg, convertido pelo trabalho missionário desta entidade.

Entre 1860 a 1899, o evangelista Moody ganhou centenas de almas ao difundir em seus temas, nos sermões evangelísticos, a volta de Cristo e o retorno de Israel.

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Em 5 de março de 1891, o metodista Blackstone, missionário aos judeus, publicou um manifesto juntamente com mais 550 assinaturas de clérigos, homens de negócios e editores; o manifesto apelava ao secretário de Estado do presidente Harrison dos EUA, pedindo a interferência do presidente junto às nações para que desse de volta a Palestina para os judeus. Blackstone viajou para Israel e relatou com detalhes minuciosos a condições favoráveis para tornar a florescer a nação de Israel.

Em 1908, Blackstone escreveu um livro chamado: “Jesus está voltando” que foi traduzido para o português, cujos exemplares são raros; ali o autor defende a restauração literal de Israel conforme as Escrituras.

Em 1897, Teodoro Herlz realiza o 1º Congresso Sionista, onde profere a famosa profecia de que os judeus voltariam a ter a sua terra num prazo de até 50 anos (1 jubileu), o que veio a se comprovar em novembro de 1947.

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Em 1917, Allemby conquista a Palestina dos Otomanos, entrando em Jerusalém, puxando o seu cavalo para não ser confundido com o Messias; Allemby, o general Inglês, se tornou o marco de retorno de Israel.

Em 2 de novembro de 1917, o governo Britânico reconhecia a necessidade do estabelecimento do Estado de Israel através da Declaração de Balfour.

Em 1920, o Reverendo Alfredo Borges Teixeira, da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, movido por grande expectação quanto à Segunda Vinda de Cristo e ao retorno de Israel, publicou um clássico da literatura evangélica brasileira: “Maranata, o Senhor vem”; republicado 50 anos mais tarde (1970).

Em 1933, Samuel Schor, um judeu crente, publicou nos EUA um livro com o título: “A Eternidade da Nação e a Volta do Rei”, já falando de Israel como uma nação restaurada.

De repente … o nazismo, a II Guerra Mundial e o seu término e … em 29 de Novembro de 1947 foi aprovado um Plano de Partilha da Palestina pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da sua Resolução 181. Em 14 de maio de 1948, na ONU, Israel é proclamado como Estado independente.

Enfim, é muito interessante ver os movimentos progressivos ao se observar os eventos antecedentes que culminaram nos momentos históricos de 1947 e 1948, com relação à nação de Israel, sem esquecer todas as “ondas de imigração” (Aliyoth) de retorno dos judeus à sua terra antes desse tempo, conhecidas como “Aliyah”:

  • 1ª Aliyah (1882-1903) : 25.000 judeus vindos da Rússia; 1.000 judeus vindos do Iêmen.
  • 2ª Aliyah (1904-1914): 40.000 judeus, principalmente da Rússia, mas também da Polônia.
  • 3ª Aliyah (1919-1923): 35.000, principalmente da Rússia (53%), mas também da Lituânia e Romênia (36%). Os demais vieram do Leste Europeu, com exceção de 800 imigrantes provenientes da Europa Ocidental.
  • 4ª Aliyah (1924-1931): 80.000 da Polônia (50%) e da União Soviética, Lituânia e Romênia (50%).
  • 5ª Aliyah (1932-1938): sob o governo de Hitler, 250.000 judeus, principalmente fugitivos de Alemanha, Polônia e Europa Central.
  • 6ª Aliyah (1934-1947): os chamados imigrantes “ilegais”, antes, durante e após a II Guerra Mundial, apesar das barreiras britânicas.

Nefesh

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