A Indiferença

 

O que é indiferença? Etimologicamente, a palavra significa sem diferença. Um estranho e incomum estado no qual as linhas ficam borradas entre a luz e a escuridão, o crepúsculo e o amanhecer, o crime e a punição, a crueldade e a compaixão, o bom e o mau. Quais são os seus caminhos e inescapáveis consequências? É uma filosofia? Existe uma filosofia concebível de indiferença? É possível ver a indiferença como uma virtude? É necessário, às vezes, praticá-la simplesmente para manter a sanidade, viver normalmente, aproveitar uma boa refeição e uma taça de vinho, enquanto o mundo ao redor de nós está experimentando revoltas angustiantes?

É claro que a indiferença pode ser tentadora – mais do que isso, sedutora. É muito mais fácil não olhar para as vítimas. É muito mais fácil evitar as tão rudes interrupções a nosso trabalho, a nossos sonhos, a nossas esperanças. É afinal, estranho, perturbador, estar envolvido na dor e no desespero de outra pessoa. Ainda assim, para a pessoa que é indiferente, seus vizinhos ou vizinhas não são importantes. E, portanto, a vida delas não tem significado. Suas angústias, escondidas ou visíveis não são importantes. Indiferença reduz o outro a uma abstração. Leia Mais

Dica de Livro – A Morte da Razão

Ravi Zacharias é um grande apologeta cristão de nossa atualidade, este livro “A Morte da Razão – Uma Respostas aos Neoateus” (veja aqui), da editora Vida, surgiu a partir da leitura de Ravi sobre a obra de Sam Harris, “Carta a Uma Nação Cristã”, onde Harris tenta fazer uma crítica destrutiva em relação ao cristianismo. Evidencio o verbo “tentar”, porque Sam Harris nesta obra, demonstra sua completa ignorância sobre questões lógicas e, como os neoateístas atuais, ainda se mostra completamente ignorante sobre as implicações filosóficas de sua própria crença, o que por si só já é um acinte à inteligência de qualquer um que esteja familiarizado com os temas abordados.

Eu já li alguns livros e assisti palestras dos vários neoateus proeminentes de nossa geração, entre eles: Richard Dawkins, Sam Harris e o falecido Christopher Hitchens; todos eles são muito rasos em suas abordagens lógicas e filosóficas, na verdade, o fato de estarem com uma certa notabilidade, já diz muito sobre o mundo em que vivemos e a qualidade do pensamento mundial da população, principalmente a ocidental, que decaiu muito em conhecimento e valores. Reflexo direto dos novos métodos de educação, que mais deseducam do que efetivamente educam, e da enorme carência de leitura detectada em todo o mundo. Como afirma Ravi Zacharias, para quebrar a afirmação de muitos Neoateístas Leia Mais