Cristãos Indignados Com As Ordens Para Ensinarem ‘Outras Religiões’

‘Estamos extremamente preocupados’ sobre aonde as exigências do governo irão chegar

 

por Bob Unruh,

 

 

As novas ameaças do governo britânico de que uma escola cristã, que anteriormente era classificada como “bom” e “excelente”, pode ser fechada se não promover “outras religiões”, são baseadas em novos regulamentos que precisam ser revistos, de acordo com funcionários da escola.

O site WND relatou que o inspetor de ensino oficial do Reino Unido disse à uma escola cristã independente que ela está fora de sintonia com os “valores britânicos” prescritos pelo governo e deve convidar alguém de outra fé, como um imã muçulmano, para liderar as assembléias ou corre o risco de ser fechada.

A ameaça vem em meio a uma série de novas inspeções escolares impostas pelo governo em resposta a um escândalo chamado de “Cavalo de Tróia”, em que várias escolas públicas em Birmingham, na Inglaterra, foram assumidas pelos gestores muçulmanos que impuseram padrões de educação islâmicos.

O Escritório para Padrões em Educação do Reino Unido e os Serviços e Habilidades para Crianças, conhecido como ‘Ofsted’, em seguida, estabeleceu novas regras que exigem a promoção ativa dos “valores britânicos”, tais como a tolerância.

Consequentemente, o governo enviou uma carta ao Trinity Christian School, que fica em Reading, de que ela estava falhando em “atender aos novos requisitos para o desenvolvimento espiritual, moral, social e cultural dos alunos”.

Mas isso foi apenas alguns meses após a inspeção do programa do governo que estabelecia a escola como “bom” na maioria das categorias.

E sobre o tópico em questão, o relatório do governo, a partir de novembro de 2013, disse: “A provisão para o desenvolvimento espiritual, moral, social e cultural dos alunos é excelente. Todo cuidado é tomado para proporcionar aos alunos oportunidades de sobra para melhorarem a sua compreensão e o desenvolvimento espiritual através do currículo baseado na Bíblia e de assembléias cristãs diárias que estão em sintonia com o ethos da escola. … Os alunos estão bem preparados para a vida em um moderna, multicultural e democrática sociedade britânica, por meio do ensino do princípio cristão de “amar ao próximo”, como é encontrado, por exemplo, no ensino da história bíblica do Bom Samaritano”.

A instituição de caridade britânica sem fins lucrativos, Instituto Cristão, disse que pode interpor recurso para as mudanças.

E agora, em uma carta ao Secretário de Estado para a Educação Nicky Morgan, John Charles, presidente dos governadores da escola, disse: “Nós não podemos entender como essa mudança de pensamento pode ocorrer dentro de um ano. É um objetivo explícito nosso de incentivar os alunos para servirem e respeitarem as outras pessoas, apreciarem as diferentes culturas e idéias, e equipá-los para a vida em sociedade. Mas os comentários feitos pela ‘Ofsted’, como resultado dos novos regulamentos, minam os nossos objetivos e nos impedem de ensinar de acordo com a nossa base cristã”.

O inspetor da ‘Ofsted’ disse para a escola cristã “que os representantes de outras religiões devem ser convidados a liderarem as assembléias e aulas para que a escola possa demonstrar sua conformidade”.

A escola também necessita fornecer evidência de que “promoveu ativamente as outras religiões”.

Ensinar que “todas as pessoas são iguais perante Deus e possuem dignidade inerente como seres humanos” não é suficiente, disse o inspetor.

Charles escreveu: “Estamos, portanto, extremamente preocupados para aonde os novos padrões escolares irão levar com as proteções oferecidas pela Lei de Igualdade e com nossos objetivos beneficentes da escola como está estabelecido no seu contrato fiduciário. Ficaríamos muito gratos se vocês olhassem esta questão para nós e revissem a sua decisão sobre os novos regulamentos”.

Ele ressaltou que o inspetor nunca fez perguntas sobre o currículo, mas focou inteiramente em alcançar que a escola cristã promovesse as “outras religiões”.

Simon Calvert, vice-diretor do Instituto Cristão, disse: “as escolas cristãs, como o Trinity, tem uma reputação de alunos de alto padrão e bem desenvolvidos e eles devem ter a liberdade de continuar a fazer o que sempre fizeram. Os pais claramente desejam que essas escolas prosperem e o Departamento de Educação também deveria desejar”.

Ele observou que o instituto havia alertado ao governo que os novos regulamentos resultariam em “impor o politicamente correto”.

“Nós também dissemos que haveria hostilidade para com os pontos de vista religiosos e éticos, das escolas religiosas. O ‘DfE’ (Departamento de Educação) disse que isso nunca iria acontecer, mas desde então temos encontrado caso após caso em que é exatamente isso o que está acontecendo”.

Ele continuou: “O que precisamos é de voltar à prancheta de desenho e realmente falar com as partes interessadas, falar com as escolas que possuem credos, descobrir aonde eles estão indo e chegar a um conjunto de propostas que não os obriguem a promover crenças que vão profundamente contra a sua própria”, disse ele.

O site WND relatou que as novas exigências do governo também têm estado sob a mira da Associação Nacional de Escolas Ortodoxas Judaica, que disse estar “chocado” pelas exigências.

O site WND também informou que as regras de educação estavam sendo acusadas ​​de exigirem que os professores “desafiem” as crenças religiosas dos pais, “em nome da igualdade”.

O instituto disse que um relatório de Peter Clarke, o ex-chefe de contra-terrorismo da Polícia Metropolitana, disse que as crianças em idade escolar nas escolas “Cavalo de Tróia” foram encorajadas a expressar apoio vocal para observações anti-cristãs e que o Natal foi proibido.

O relatório encontrou uma “ação coordenada, deliberada e constante, realizada por um número de indivíduos associados, e a introdução de um ethos islâmico intolerante e agressivo em algumas escolas em Birmingham”.

Mas o instituto disse que a reação era excessiva e as regras exigem que os professores “promovam ativamente” os direitos definidos na Lei da Igualdade de 2010, incluindo a orientação sexual e os direitos transexuais.

As escolas também “vão ser obrigados a desafiar aos pais” em seus valores, se esses valores contradizerem o que o governo determinou que é a “igualdade”, concluiu uma análise jurídica.

 

* Artigo traduzido por mim, link do artigo original aqui: Christians outraged by orders to teach ‘other faiths’

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